A RELAÇÃO HOMEM – ANIMAIS – Artigo de José Jabre Baroud

Este texto foi publicado inicialmente no Blog Dia a Dia no Detalhe numa terça-feira, 24 de janeiro de 2012

É verdadeiramente incrível a relação Homens e Animais. Na verdade, essa relação deveria, sempre, ter o título: Animais e Homens.

Quando nos referimos aos animais, de modo geral, costumamos chamá-los de “irracionais”.

Esses “irracionais”, por acaso, roubam, pelo simples prazer de tirar algo de alguém? Matam, pelo simples prazer de matar alguém? Agridem uma pessoa, pelo simples prazer de machucar alguém?

Então, quem são os verdadeiros IRRACIONAIS?

Aquele velho ditado – Quanto mais conheço os homens, mais admiro meu cão – nunca esteve errado. A cada dia está mais presente em nossas vidas.

Não posso e nem quero me lembrar daquela maldita história de uma mulher que matou um cachorrinho, e o pior, perto de sua filha.

Costumo dizer que sou um assassino, em potencial, quando se trata de defender minha família. E, hoje, acrescento mais um, na minha lista de defesa: SIMÃO. Um lindo Golden Retriever, de um ano e oito meses de idade, que ganhei de um filho meu, e que dorme no meu quarto, junto à minha cama.

Como já foi publicado numa revista de um grande jornal desta Capital, esta relação Homem – Animal mudou, completamente, a minha vida. Hoje, sou um homem que voltou a sentir a alegria de viver. Para mim, não existe mais a infeliz solidão.

Não me importo, absolutamente, se ele quebra alguma coisa, quando vem me fazer festa, abanando seu longo e poderoso rabo peludo.

Não ficaria chateado, aborrecido ou enraivecido se ele, por acaso, fizesse suas “necessidades” dentro de casa. Aliás, coisa que ele nunca fez.

Pouco me importo quando tenho que retirar os pelos que ele solta, dentro de casa. Constantemente, essa raça troca de pelos. Isso é natural. Faz parte da vida deles.

E o que é que eles – os Irracionais – nos pedem? Carinho e comida!

Pouco se lhes dá se tem um colchão, uma cama forrada ou um bercinho para eles dormirem! Dormem em qualquer lugar: no chão, na cama, na varanda ou dentro de casa.

Se lhes damos banhos, cortamos suas unhas, aparamos seus pelos, lhes damos o melhor tipo de ração ou, o que é pior, restos de comidas, para eles tanto faz. Isso pouco lhes importa.

SIMÃO nunca me pergunta aonde vou. Jamais reclamou, quando, às vezes, chego em casa “meio alegre”, depois de uma festa ou encontros com amigos. Nem me pergunta com quem eu estava ou onde fui. Mas cheira minhas roupas! Bem f.d.p. – me desculpem.

Esse “irracional” mudou, completamente, a minha vida. Não faço mais minhas longas viagens. Não consigo ficar longe dele, por mais que três ou quatro dias, no máximo.

Segundo minha nora, com quem ele fica, quando viajo, nem petiscos ele come. Ainda, segundo ela, SIMÃO só fica deitado, com olhar distante e triste. Parece que está a minha espera.

Repararam que só escrevo o nome dele em letras maiúsculas? Por que será?

Se alguém se refere a ele, chamando-o de cão, imediatamente leva uma reprimenda minha: “cão deve ser alguém da sua distinta família”.

Vou parar, agora, porque o SIMÃO quer carinho. Falei!

José Jabre Baroud.