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Sexta, 27 Outubro 2017 05:39

Joyce, minha musa e o seu novo disco Palavra e Som

Joyce - Palavra e Som Joyce - Palavra e Som

Na Escola Parque, Projeto Pixinguinha, anos 80, me apaixonei por ela e nunca mais dexei de ouvir sua canção

Joyce tem uma voz meio nasal, meio astral, e um diafragma bem usado, dando o tom. O que mais amo são os ritmos, harmonias, arranjos, enfim, tudo que posso curtir, apreciar, tecnicamente e com sensibilidade. São 13 faixas, poucas, mínimas, uma ou duas não gosto, são sambas sem quebras, mereciam mais pausas e menos tradicionalismo e olha que Joyce inova toda hora.  Mas, gosto não é nada, cada um tem o seu e as rádios influenciam e muito este lado no ser humano menos atento. Os arranjos levam a assinatura de Joyce, bem como, vários dos participantes que são do período da MPB que vence os tempos pela beleza, como Dori Caymmi. Há um lado carioca quando se houve Humaitá, mas, um lado sonhador, não do Rio atual, mas, talvez, do Rio da sua casa, quem sabe um cobertura, agora estou xeretando. Dia Lindo, com Dori Caymmi, tem a assinatura dos dois e Dori, que já foi citado tres vezes neste texto, é apaixonante sob todos os aspectos, as suas músicas são simplesmente lindas, melodiosas, pulsantes e nos encantam a cada segundo. Mas, adjetivações demais são irritantes.

 

A capa é uma deliciosa, feminina e graciosa pintura da Joyce tocando e ela não precisa mais mostrar o rosto. Mas, não mostra seu rosto, por sinal nunca esqueci do rosto mais singelo e suave que me encontrou e me consagrou nos idos da Escola Parque, Projeto Pixinguinha. E foi neste projeto que descobri Jackson do Pandeiro com Alceu na piscina coberta sem uso da capital federal, Brasília que era nossa e não deles, estes que estão a nos destruir. Foram tantos shows que assisti, onde o som que ficou no meu coração e mente espero contemplar nas minhas composições atuais o que meu ouvido persegue e perseguiu, a singularidade. Casa da Flor tem quebras, por isso, digo, ouvir Joyce é aula, ela mexe com você e você nunca deixa de ouvi-la. Impressionante a Casa da Flor, quase não dá para respirar ao se cantar.

 

Em Forrobodó das Meninas ela encanta com sua feminilidade, caramba me lembrei dos outros tempos, da outra sociedade, da musa, da delícia, de todas as esperas, de toda a magia. Ave Maria Serena, uma elegia a mulher. Por sinal em todos o disco vê-se uma mulher feminina, além de tudo, e uma das femininistas saibas, com larga atuação, há muito tempo no Brasil e que viajou o mundo evocando a mulher. Em na 75 uma instrumental com trombone e voz, delícia, delícia sob todos os aspectos, é muito bom instrumentais vocais e uma marca de Joyce ao longo da vida. Agora a música que dá título ao disco é simplesmente uma ode, elegia, ao compositor. Muito obrigado Joyce por esta última canção ao meu momento atual de cifrar minhas composições.

 

No mais escute e escute aqui neste texto, no final, lá embaixo.

 

Onde Comprar

No site da Biscoito Fino ao acessar o espaço destinado a este CD você vê e clica nas lojas onde estão sendo vendidas: clique aqui e compre na loja que desejar 

 

Ouça o Disco

No final, ouça e trafegue, viaje, resgate seu ouvido em pról da MPB de outros tempos não a dos chifrudos ou sertanojos, ou funks, ou pagodes ou essas coisas quetais de destronadas, mas, que têm um público imenso. Penso. E não entendo.

 

Anand Rao

Editor do Cultura Alternativa

www.culturaalternativa.com.br

 

 

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