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Terça, 05 Dezembro 2017 08:05

QUARTA DIMENSÃO, HIPERCUBO, ESPAÇO-TEMPO E ARTE.

QUARTA DIMENSÃO, HIPERCUBO, ESPAÇO-TEMPO E ARTE. Les demoiselles d’Avignon – Pablo Picasso

Para começar falar sobre a quarta dimensão, precisamos primeiro pensar em suas implicações físicas.

As 3 dimensões que nossos olhos conseguem perceber são largura, altura e profundidade. X, Y e Z para os mais íntimos.

Uma quarta dimensão seria uma projeção ortogonal à terceira, algo que não conseguimos ver, temos habilidade apenas para perceber 3 dimensões.

Ou seja, a quarta dimensão é a direção no espaço que está em ângulo reto com estas três dimensões observáveis.

 

Mas, então, existe uma quarta dimensão? (4D não tem nada a ver com isso)

 

Existe uma representação gráfica, e digo até teórica, que se chama Hipercubo, ou Tesseract (não necessariamente aquele do filme da Marvel).

Digo representação visual, pois até esta permeia as nossas 3 dimensões.

 

Existe um vídeo antigo do Carl Sagan, que explica forma bastante didática, e ainda faz sua cabeça explodir.

 

 

 

 

E se você quiser aprender a desenhar um, veja essa aula do Professor Zap

 

 

 

 

Quem também gostava muito do conceito do hipercubo, era Salvador Dalí. Parece que ele se inspirava muito na física e na matemática para desenvolver seus trabalhos. É aquela velha máxima que, você deve aprender a construir para poder desconstruir, ou destruir.

 

Ele criou essa não tão conhecida representação da famosa passagem bíblica, chamada Crucifixion (Corpus Hypercubus), porém, desconstruída. E ao invés da cruz, usa o próprio hipercubo como instrumento de tortura. Ou não, pois nessa versão, Jesus parece apenas flutuar serenamente.

Tanto o surrealismo, quanto o cubismo beberam na teoria da quarta dimensão.

 

O quadro Les demoiselles d’Avignon é certamente uma das obras mais revolucionárias de Picasso. A tela e representa um dos momentos mais importantes da arte do século XX e é considerada como o nascimento do cubismo. Dizem que Picasso levou anos planejando essa pintura e nove meses para executá-la, e que seus cadernos de desenho eram recheados de teorias físicas e matemáticas.

Como referência e entretenimento, temos também a série de filmes canadenses CUBE, são 3 filmes, que são interessantes para derreter sua cabeça se observá-los sob o ponto de vista matemático, principalmente o 2, hypercube.

Já Einstein, que criou a revolucionária teoria da relatividade a pouco mais de 100 anos, coloca o tempo como mais uma direção no espaço. É mais ou menos como, da forma mais simplória que consigo exemplificar, quando você usa o tempo para definir uma distância, estou a 30 minutos de você.

 

Para medir o tempo, os humanos desenvolveram várias técnicas com o passar do tempo, do relógio de sol, passando pelo de areia, de água, entre outros. O mais preciso e o atual é o relógio atômico, que conta o tempo medindo as trocas de energia dos átomos de metal césio… será que se colocar um relógio atômico em marte, terá o mesmo resultado?

 

Um dos grandes estudos do século se o tempo pode ser elástico. É mais ou menos aquilo que vemos no filme Interstellar do Christopher Nolan, onde o tempo se passa de forma diferente, em gravidades diferentes. Onde uma dimensão pode alterar a outra.

 

Einstein também falava também em conceitos de 5 dimensão, pois para ele, a quarta é o espaço-tempo. Pelo que consigo compreender, ele pega o espaço-tempo e dobra ele, criando uma quinta.

 

Acredito que seja um pouco do que cientistas conseguiram “escutar” recentemente, e parece que confirmaram a existência das ondas gravitacionais.

 

Fonte updateordie

 

 

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