Cinema – 120 Batimentos por Minuto

120 batimentos por Minuto
“120 Batimentos Por Minuto” foi o filme-sensação da 70.ª edição do Festival de Cinema de Cannes, onde recebeu o Grande Prémio do Júri. A realização fica a cargo de Robin Campillo (“Les Revenants”, “Eastern Boys”), segundo um argumento seu e de Philippe Mangeot, presidente da Act Up francesa nos anos 1990.

Marcado por comoções públicas em suas projeções desde a primeira exibição pública, no Festival de Cannes, de onde saiu com o Grande Prêmio do Júri e Prêmio da Crítica, 120 Batimentos Por Minuto enfim estreia no Brasil, revelando aos espectadores nacionais uma luta real vivida pelo diretor Robin Campillo.

SINOPSE

Nos anos 1990, ele integrou a célula ativista AIDS Coalition to Unleash Power (ACT UP), criada por uma entidade em 1987, em prol da guerra contra o HIV. Foram eles que lutaram pela democratização do acesso aos coquetéis que hoje asseguram a longevidade aos soropositivos. Mas vitórias como essa tardaram a chegar, gerando um rol de mortos, entre os quais estavam grandes amigos desse realizador, conhecido pelo filme de zumbi Les Revenants (2004) e da premiada love story gay Meninos do Oriente (2013).

Depois de Cannes, Campillo virou celebridade no Velho Mundo por conta da adesão da imprensa e de ONGs a seu tocante longa-metragem que, em tom de piquete, recria a batalha do ACT UP, tendo nos bastidores um romance entre dois jovens integrantes do grupo. Visto por cerca de 650 mil pagantes no circuito de seu país em menos de um mês em cartaz na Europa, o longa ganhou 19 prêmios internacionalmente.