Coisa de adolescente? Acne atinge grande parte das mulheres adultas

pele oleosa

Coisa de adolescente? Acne atinge grande parte das mulheres adultas

As temidas erupções são mais comuns do que se pensa em mulheres com mais de 25 anos

Quando o assunto é espinhas, logo se pensa em adolescência.

Porém, por mais que nesta fase da vida o problema seja mais comum e recorrente, ele não é exclusivo das pessoas de 15 a 19 anos.

De acordo com estudos do International Journal of Women’s Dermatology, a acne atinge 50,9% das mulheres de 20 a 29 anos e até 26,3% das mulheres de 40 a 49 anos.

 

No Brasil, as inflamações são um dos principais motivos para mulheres procuram os consultórios dermatológicos, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. A dermatologista Mayanna Maia explica que a causa varia de situação para situação.

 

“Pode ser algum problema hormonal, como hiperandrogenismo ou síndrome dos ovários policísticos, diabetes, síndrome metabólica ou até mesmo um histórico de pele oleosa e acneica vinda da adolescência”, diz.

 

A acne pode surgir também por conta de um fator muito presente na vida das pessoas nos dias de hoje: o estresse. “O estresse produz no organismo um hormônio chamado cortisol.

 

Esta substância aciona as glândulas sebáceas, que acabam deixando a pele mais oleosa”, explica.



Mesmo se tratando do mesmo problema, a acne adulta não é igual à que costuma acontecer no período da puberdade.

Nos adolescentes, além da maior quantidade de cravos, as erupções se alojam mais na chamada “zona T”, que engloba as região da testa e do nariz.

Já em mulheres mais velhas, elas costumam aparecer nas regiões mandibular e do queixo, conhecidas como zona U.

Como tratar?


O primeiro passo é investigar com o dermatologista a causa da acne. Desta forma, o profissional pode passar o melhor tratamento.

Em casos genéticos, geralmente são receitados agentes secativos ou até mesmo a isotretinoína, mais conhecida como Roacutan.

Já em quadros hormonais, pode-se fazer uso de anticoncepcionais ou de espironolactona, medicamento que neutraliza os efeitos andrógenos dos hormônios na pele.

Após tratar as espinhas, é necessário cuidar também das sequelas que elas podem deixar, como manchas e cicatrizes.

“Para manchas, fazemos uso de clareadores, peelings e laser. Se, por acaso, o paciente ficar com cicatrizes, usamos laser CO2 ou microagulhamento, que melhoram muito o aspecto da pele”, diz Mayanna.


Ajudinha extra

Mesmo tendo acesso a diversos tratamentos, é importante manter uma rotina de cuidados com a pele, evitando assim que as espinhas apareçam ou mesmo não deixando que as que já estão lá fiquem piores.

“É importante procurar um dermatologista, descobrir seu tipo de pele e lavar o rosto duas vezes por dia, ao acordar e antes de dormir, com sabonetes específicos para você. Uma vez por semana, também é recomendado esfoliar suavemente a pele.

Tonificar e hidratar a pele após a limpeza também é essencial”, diz Dra. Mayanna. Hidratar? Isso mesmo! Quem tem pele oleosa pode e deve passar hidratante, mas ele deve ser específico para a pele do rosto.

Outra dica boa é sempre tirar bem a maquiagem antes de se deitar. “Dormir de maquiagem é um veneno para o rosto, porque os produtos entopem os poros e não deixam a pele respirar”, diz a especialista.

Além disso, é sempre bom equilibrar a alimentação, praticar exercícios físicos e beber bastante água.

Para finalizar, não se pode esquecer uma das principais regras, que serve para todas as pessoas, tendo ou não espinhas: não sair sem protetor solar! Pronta para ter uma pele linda?



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