Comprar ou alugar: qual o melhor investimento no atual momento imobiliário

Comprar ou alugar

Comprar ou alugar: qual o melhor investimento no atual momento imobiliário?

Com quedas de taxas e mudanças em índices, pessoas em busca de um novo lar tendem a ter dúvidas na hora de tomar esta decisão

Na hora de fazer mudança e ir para um novo lar, a mesma dúvida sempre surge: comprar ou alugar?

 

Comprar ou alugar

Realizar o sonho da casa própria pode parecer o cenário ideal, mas muitas vezes não é bem assim e as opiniões acabam divergindo. Famílias formadas e mais estruturadas sempre têm em seus planos ter um imóvel para chamar de seu.

Por outro lado, algumas pesquisas apontam que pessoas mais jovens, principalmente as que acabaram de sair da casa dos pais, preferem o aluguel por não quererem ficar presos a um endereço só por muito tempo.

Independente de qual for o caso, o controller da Silveira Imóveis, Saulo Reis, explica que o principal fator a ser analisado é o cenário econômico na época da aquisição. “No último ano, as taxas de juros se mantiveram elevadas, o que desmotivou a intenção de comprar um imóvel.

Porém, no segundo trimestre desse ano, aconteceu a queda da taxa Selic e a ampliação da oferta de crédito para esta modalidade. Com isso, as vantagens de comprar passaram a ser novamente uma realidade”, explica.

Além disso, a curva de oferta e demanda se mostrou prejudicada com a recessão, ou seja, existem mais imóveis à disposição do mercado do que ele pode suportar, o que diminui o valor do m². Assim, o aluguel ficou mais barato e o custo médio para aquisição também.

Comprar ou alugar – O que vale mais a pena?

Como em qualquer situação, as duas opções têm ônus e bônus. “Na compra, ao mesmo tempo que você passa a não ter mais despesas com moradia, assumindo parcelas de financiamento.

Porém é um investimento com baixa liquidez e traz riscos de descapitalização em tempos de crise”, relata Saulo. O aluguel se torna vantajoso por não trazer esse risco, além de não demandar investimento em melhorias e infraestrutura. Por outro lado, existe a desvantagem de, no caso de um imóvel para morar, o mesmo não poder ser adequado ao gosto do locatário.

No atual cenário imobiliário, alguns dados indicam que a maior parte das famílias da capital federal têm preferido alugar. “O volume de locações está em ascendência, cresceu 1,36% desde o primeiro trimestre deste ano. Isso significa que algumas famílias acabam optando por pagar aluguéis mais baratos e não colocar as reservas em risco.

Porém Saulo explica que, no fim das contas, cada caso é um caso. “No Brasil, ambos os cenários estão promissores. O mais importante é fazer as contas e medir o grau de risco de cada pessoa ou família”, finaliza.