Cultura Alternativa Diálogos, Anand Rao e Will Junio

Cultura Alternativa Diálogos

Cultura Alternativa Diálogos, Anand Rao e Will Junio

Internet. Caminho a ser descoberto por todos. Convida-mos Will para participar de uma “live”, ou seja, ao vivo. Ele disse que preferia vir a nossos estúdios. Nós, compromissados até a alma, indagamos se seria possível via Messenger do Facebook. Deu certo. Curta a entrevista com o mestre Will Junio.

Meu nome é Anand Rao, vários CDs lançados para músicas serem adquiridas via download, vários livros publicados, Editor do Portal de Notícias Cultura Alternativa onde somos o primeiro da primeira página do Google frente a mais de 100 milhões de resultados. Fale para nós agora que é Will Junio, suas atividades e etc. Não copie e cole currículos dê uma resposta singela e exclusiva.

Will Junio é uma pessoa transparente, sincera (até demais) extremamente curiosa sobre assunto que envolve a sociedade e a mente da cultura Hip Hop. Sou professor de Língua Portuguesa no Colégio Mont Serrat – no Município de Novo Gama- GO / Bairro Mont Serrat. E Coordenador do Colégio Estadual do Novo Gama.

Vamos falar primeiro de educação. Sou de um tempo onde o respeito ao professor era fundamental. Creio que tudo tem seu tempo. O respeito ao professor ainda existe? O professor pode avaliar o aluno conforme seu conhecimento. Há risco de vida e respeito ao professor que avalia mal um aluno? Temos escutados diversas histórias sobre o tema.

Não creio que seja digno o respeito cego, mas, creio que é digno o respeito ao mestre, termo que era usado para nominar um professor. Meu pai e mãe eram PhDs. Ainda existe respeito e determinação para se ter mestrado e doutorado? E acredito que para a importância do professor, o salário pago é muito fraco. O que você acha? Noto também que independente de partido o professor e a educação sempre são os últimos segmentos a serem valorizados. A palavra é sua mestre Will.

Também venho do tempo em que o respeito ao professor era plausível. Eu acredito que há, ainda, respeito muito grande ao professor do ponto de vista social. Quem nunca o respeitou foi o sistema político brasileiro. Há vários fatores que deixaram os professores mais expostos e vulneráveis. Por exemplo, a educação pública brasileira foi criada para formar mão de obra , enquanto a particular empresários.

Quando você tem uma desigualdade social extremamente elevada mais uma educação limitada para determinado grupo de social, a violência e valores ali são menores ou quase que nulos. Ou seja, que a maioria dos professores que sofreram quaisquer tipos de violências é de escolas públicas localizadas em bairros mais violentos. A avaliação de aluno é bem complexa.

O professor detecta o problema, mas o Estado quer números. Para ele não importa o contexto social ou escolar dos discentes. Portanto fica bem difícil culpar apenas o profissional (seja ele bom ou ruim) por dados alarmantes da educação. Eu penso que, seja em qual área for, qualquer pessoa busca capacitar-se melhor, evoluir e alcançar uma melhor remuneração e prestígio no mercado. Determinação e foco são substantivos bem difíceis de serem colocados em prática hoje em dia. Rsrsrs. Vivemos em tempos do ápice da preguiça e da estagnação. Acredito que uma insatisfação positiva pessoal é um grande remédio para isto.

O salário é vexatório! Nada mais a dizer. Vivemos em tempos em que os professores, que passa/passou anos estudando o assunto, são questionados por saberem enquanto youtubers é que estão certos. Daí você tira como ta nossa sociedade. Acho que precisamos repensar nossa maneira de ensinar, recriar ou pensar em novos modelos de escolas para, em longo prazo, colher os frutos. Nossas escolas são do século XIX, os professores do século XX e os alunos do século XXI, portanto fica bem difícil lecionar e aprender.

Agora vamos falar de arte e cultura. Eu sou escritor com 20 livros publicados, músico com 50 CDs Lançados, todas músicas via streaming download pela One RPM (onerpm.com/anandrao) e os livros podem ser adquiridos via e-mail anandrao@culturaalternativa.com.br.

E você, milita na arte e cultura? Outra pergunta quais as atividades culturais que o Colégio desenvolve?

Bom demais Vou ouvir as músicas aqui. Neste ano, eu tô meio parado na questão da militância na arte e cultura. Inclusive tenho vários projetos parados, mas o motivo é: estou em uma fase em que estou priorizando mais minha carreira profissional na área da educação, pois é ela que gera e me dar frutos em todos as campos.

Mas… já militei como produtor cultural da Batalha da Santinha que ainda ocorre todos os segundos sábados do mês, na Santa Maria-DF há mais de 4 anos. Produtor cultural também da primeira batle de poesia do DF o Slam-Déf, que ocorria em vários lugares do DF, e A Cena Hip hop, que ocorria a cada 4 meses, ,na Santa Maria-DF. Ambos estão parados hoje.

Os projetos nas escolas em que trabalho são bem trabalhados. Não ficamos exatamente só com a culminância de dois projetos obrigatórios pelo Estado. Fazemos um pouco mais. Meses atrás, realizamos um projeto chamado “Paródia também é conscientização”, realizamos, também, outro sobre a importância dos patrimônios públicos, que foi idealizado e supervisionado pela maravilhosa colega de trabalho prof. e mestra Hayala. show de talentos e etc… e tô escrevendo um que será como uma feira do livro. A ideia é incentivar a leitura e sua importância. Pretendo realiza-lo ainda neste ano.

Alguma coisa ficou pendente que você gostaria de falar nesta entrevista? Agradecemos pela exclusiva.

Tudo tranquilo. Eu que agradeço pela oportunidade de conversamos e pela entrevista. Satisfação.

Anand Rao

Editor do Cultura Alternativa