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Dicas para novas escritoras, de acordo com autoras famosas

Virginia Woolf, Simone de Beauvoir, Margaret Atwood, Sylvia Plath e Anne Rice dão conselhos sobre como ser uma escritora.

Nas últimas décadas, a desigualdade de gêneros diminuiu consideravelmente. No entanto, é preciso ter em mente absurdos históricos, como o fato de que a mulher norte-americana só obteve direito ao voto em 1920, ou como a Lei do Divórcio no Brasil só começou a fazer parte da Constituição em junho de 1977.  Além disso, a pílula anticoncepcional e a revolução sexual só ocorreram na década de 1960. Apesar das inegáveis vitórias na luta feminista, a mulher só passou a ser vista legalmente e socialmente como uma cidadã, compartilhando de (quase) todos os direitos do homem, há menos de 100 anos atrás. Isto é, são conquistas relativamente recentes em comparação a história da civilização.

O ponto de vista andrógino

A desigualdade de gêneros não se limita em apenas algumas ocupações – ela está em todo lugar, inclusive na literatura. De acordo com Virginia Woolf, o escritor deve ser andrógino, ou seja, não se limitar a uma mentalidade rotulada pelo sexo e se abrir completamente para a arte. Neste sentido, as dificuldades para uma mulher ser escritora profissionalmente continuam até hoje e, definitivamente, eram piores nos séculos passados: “Se Shakespeare tivesse uma irmã igualmente talentosa, ela não teria as mesmas oportunidades que ele teve”, disse Virginia Woolf em uma palestra que deu em 1928, em uma universidade britânica exclusiva para mulheres.

Ainda de acordo com Woolf,  mesmo que as mulheres alcancem autonomia, a pressão social sobre elas é sempre maior do que a feita nos homens: precisam ser mães e exemplares, ótimas donas de casa, boas profissionais, felizes e, claro, o corpo deve estar sempre perfeito. Neste cenário, como encontrar tempo para se dedicar à escrita? Neste caso, selecionamos dicas de 5 autoras famosas que lutaram contra a sociedade patriarcal, as pressões literárias e seus próprios fantasmas, sem desistir da escrita.

Confira!


Virginia Woolf foi convidada a dar uma palestra chamada as mulheres e a ficção, em uma universidade britânica só para mulheres, em 1928. Posteriormente, seus textos lidos na apresentação foram publicados em livro. Neste sentido, Virginia começou a palestra com uma premissa: uma mulher, para conseguir ser escritora, precisa ter um teto todo seu e 500 libras por ano, ou seja, um espaço para trabalhar à vontade e a situação financeira estável, um cenário difícil de se concretizar completamente, ainda nos dias de hoje. Sobre a escrita, Woofl aconselhou as estudantes universitárias: “Contanto que você escreva o que tiver vontade de escrever, isso é tudo o que importa; e se isso importará por eras ou por horas, ninguém poderá afirmar.”


  • Anne Rice

Anne Rice publicou em seu site dicas para quem quer, assim como ela, trilhar a carreira na literatura:”Na escrita, o meu conselho é o mesmo para todos. Se você quer ser um escritor, escreva. Escreva e escreva e escreva. Se você parar, comece novamente. Se você se sentir bloqueado, escreva até que você sinta sua criatividade fluir novamente. Escreva. Escrever é o que faz um escritor, nada mais e nada menos”, disse a autora de Entrevista com o vampiro. Sobre a opinião alheia, Rice aconselhou: “Ignore críticos. Qualquer um pode ser um crítico. Escritores são inestimáveis.”

Para ela, o mais importante é a razão pela qual você escreve. Portanto, se escreve com alegria e verdade, não tem como a obra não fluir: “Escreva o livro que você gostaria de ler. Escreva o livro que você tem tentado encontrar, mas não encontrou”, completou Anne. E, caso a aspirante à escrita desanime, a autora das Crônicas vampirescas adiciona: “O mundo está chorando por nova escrita. Se você não vai escrever os clássicos de amanhã, bem, não teremos nenhum.” Portanto, não tenha medo de ser a autora dos próximos clássicos da literatura!


  • Simone de Beauvoir

Em entrevista ao jornal The Paris Review, Simone de Beauvoir disse: “Eu sempre estou com pressa para iniciar, embora, em geral, não goste de começar a escrever no início do dia. Primeiro eu tomo chá e, então, por volta das dez da manhã, começo e trabalho até à uma da tarde. Então eu vou ver meus amigos e após isso, às cinco da tarde, volto ao trabalho e sigo até às nove. Eu não tenho dificuldades em recuperar o fio da meada à tarde. Se o trabalho está indo bem, eu passo de quinze a trinta minutos lendo o que eu escrevi no dia anterior, e faço algumas correções, seguindo de onde parei.”

Simone de Beauvoir

  • Margaret Atwood

Para a escritora Margaret Atwood, é essencial que o escritor consiga segurar a atenção do leitor: “É provável que isso funcione melhor se você conseguir segurar sua própria atenção enquanto escreve. Mas, você não sabe quem é o leitor, então é como atirar peixes com um estilingue no escuro. O que fascina A provavelmente aborrecerá a B. Então, a dica é composta de duas partes: tente conhecer e descobrir quem são seus leitores e, a partir disso, prenda a atenção deles”, comentou. Em relação à segundas opiniões, Atwood atentou, curiosamente, a importância de ser uma pessoa que a autora não tenha muito vínculo afetivo: “Portanto, peça a um amigo de leitura ou dois para olhar para ele antes de dar a qualquer negócio de publicação. Este amigo não deve ser alguém com quem você tem um relacionamento romântico, a menos que você queira terminar este relacionamento.”


  • Sylvia Plath

“Tudo é material, tudo é útil. Tudo o que acontece ao nosso redor pode servir de insumos para um livro: pesadelos, pessoas que convivemos, o cotidiano. Tudo está no repertório”, explicou Sylvia Plath. Para ela, o mais importante no processo de criação de uma estória é acreditar nela. Além disso, Plath dá mais algumas dicas: “Leia outros livros enquanto não consegue criar, trate a escrita como uma profissão e trabalhe nela todos os dias”, completou a autora de A redoma de vidro.

Qual é a sua autora favorita das citadas acima? Conta pra gente!

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