Exposição Trem das Onze – uma viagem pelo mundo de Adoniran

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Farol Santander inaugura exposição inédita Trem das Onze – uma viagem pelo mundo de Adoniran, em homenagem a um dos mais influentes artistas de São Paulo e do Brasil

 

§  Exposição retrata a vida e a obra do artista, desde as primeiras composições, passando pelas atuações como ator e humorista, até a desconhecida faceta de artesão



§  Mostra conta com diversos itens inéditos e outros raramente levados o público: discos, filmes, documentos, fotografias, partituras e peças de confecção própria



§  São mais de 100 itens do acervo pessoal de Adoniran Barbosa, além de outros objetos de época, divididos em 10 salas imersivas

 

O Farol Santander recebe, de 24 de julho a 30 de dezembro, a exposição inédita Trem das Onze – uma viagem pelo mundo de Adoniran.

 

Exposição Trem das Onze – uma viagem pelo mundo de Adoniran.

 

A mostra retrata a vida e obra do compositor, cantor, ator e criador de grandes personagens do rádio, Adoniran Barbosa, uma das principais referências artísticas brasileiras.

Trem das Onze – uma viagem pelo mundo de Adoniran levará ao público um rico acervo de fotografias, vídeos, partituras, objetos pessoais e trechos do documentário Adoniran – meu nome é João Rubinato, de Pedro Serrano.

 

A mostra revela não só o universo da obra do artista, como também abre espaço para falar das origens de Adoniran e sua família, que vieram da Itália para o Brasil, além de outras passagens de sua vida particular.



 Exposição Trem das Onze – Coleção

 

Nessa eclética coleção, estão itens como os clássicos chapéu e gravata borboleta, característicos do artista; a aliança feita para a esposa com a corda de um cavaquinho (história contada no samba “Prova de Carinho”); roteiros de rádios e novelas em que atuou, com anotações do próprio; roteiro do filme não rodado “O Sertanejo”, com dedicatória de Lima Barreto a Adoniran; fotos inéditas; ferramentas usadas e brinquedos feitos por ele em sua oficina; objetos pessoais como kit de barbear, ferro de passar e panela de fazer polenta, além de matérias de jornais e revistas da época.



Logo na entrada da exposição, o público encontra diversos elementos que representam o multiartista e ambientam o andar para as seguintes alas da mostra.

 

A sequência segue para o espaço Saudosa Maloca, em referência a uma das mais famosas composições de Adoniran.

 

Há um varal com a partitura da música e algumas roupas estendidas, que terão estampadas fotos dele em importantes momentos de sua vida – com a ideia de conectar a região do Vêneto, na Itália, onde viviam seus antepassados, com as malocas de sua São Paulo.


Ainda nessa sala, há vitrines e objetos de época espalhados pelas paredes, complementando as imagens estampadas nas roupas: bicicleta, abajur, violão, toca-discos, luminária de táxi e máquina fotográfica. A Sala Saudosa Maloca avança pelos anos 20, 30, 40 e 50, e faz o público compreender como João Rubinato (seu nome de batismo) se tornou o sambista Adoniran Barbosa.


Logo começam a aparecer os objetos do acervo pessoal do artista, como a sua certidão de nascimento, partituras, discos e fotos. A segunda vitrine da sala apresenta algumas partituras de músicas dos anos 30, compostas, mas nunca gravadas por ele – e por isso pouco conhecidas do público atual.



Exposição Trem das Onze – Estação de Trem



Depois de Saudosa Maloca, o visitante chega ao espaço Estação de Trem. O local reproduz a ambientação de uma estação ferroviária dos anos 70, na qual o visitante conhecerá a história do samba Trem das Onze, maior sucesso de Adoniran Barbosa.

 

Uma das facetas menos conhecidas do artista era seu talento como artesão. Com isso, já na sala Estação, o público terá uma amostra desse outro lado de Adoniran: um pequeno trem com locomotiva e vagão, feito pelo próprio sambista nos anos 1960 e batizado pelo próprio como Trem das Onze, será colocado em movimento.

Na sala seguinte, Vagão de Trem, o público entra na atmosfera do primeiro LP gravado por Adoniran, em 1974. Botões em mesas tocam quatro das composições de sucesso dessa obra.

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Além da execução, as histórias de cada canção podem ser vistas e lidas nas mesas, em documentos e objetos pessoais originais.

Na sequência, há a sala Plataforma do metrô, destacando seu segundo disco, de 1975 – que, entre outras composições, traz o clássico “Samba do Arnesto”.


Os visitantes encerram a passagem pelo 20º andar conhecendo uma parte intimista da história de Adoniran: sua Oficina.

 

Trata-se de uma recriação da garagem onde o artista trabalhava para confeccionar, entre outros objetos, bicicletinhas em miniatura e utensílios domésticos.

 

O destaque do espaço é um parque de diversões em miniatura, com roda gigante, carrossel e tobogã, feito por Adoniran na década de 1960 e restaurado especialmente para a exposição por Sérgio Rubinato, sobrinho do sambista.

 


A mostra continua no 19º andar do Farol, cujo portal de entrada é uma caixa de fósforos. Além de ser o único instrumento que Adoniran tocava, esse acesso remete à época em que os pais de Adoniran imigraram para São Paulo: na região do Vêneto do final do século XIX, eram distribuídas caixinhas de fósforo com publicidade para que os italianos viessem compor a mão-de-obra no Brasil.

 

Exposição Trem das Onze – Ator


Quando se atravessa essa passagem, o público descobrirá os lados menos conhecidos de Adoniran.


Essa sala também expõe fotos, roteiros, contratos e outros objetos originais. Adoniran ainda interpretaria Antônio Conselheiro, líder de Canudos, no filme “O Sertanejo”, mas o projeto de Lima Barreto acabou não indo adiante. Essa história pouco conhecida é contada em uma vitrine especial na sala, que traz o roteiro original do filme.

Um outro espaço no 19º andar traz os bastidores da música “Prova de Carinho”, na qual o narrador faz uma aliança para sua mulher usando a corda tirada de um cavaquinho – o que, na teoria, o faria abandonar a boemia.


Como não poderia deixar de ser, pelo número de parcerias e amizades de Adoniran, a exposição ajuda a resgatar, também, importantes figuras como Osvaldo Moles, Lima Barreto, Pelão, Antonio Candido e Fernando Faro, todos com significativa participação na sua vida e obra.

Próxima do final, há uma sala com exibição de trechos do documentário Adoniran – Meu Nome é João Rubinato, de Pedro Serrano; é um espaço para um encontro com Adoniran, por meio de seus depoimentos e suas entrevistas.

A exposição é encerrada com um espaço poético: a Sala da Garoa. Nela, revela-se uma São Paulo que hoje só existe em fotos antigas e nos sambas de Adoniran.

 

Um chão espelhado reproduz a primeira camada de garoa que se precipita sobre a cidade, e que, ao lado de gotas suspensas ao longo da sala, reflete as imagens da cidade e de Adoniran reproduzidas nas paredes. É um espaço de sonhos em homenagem ao seu cronista mais musical.

SERVIÇO – Trem das Onze – uma viagem pelo mundo de Adoniran

Onde: Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô)

Quando: de 24 de julho a 30 de dezembro

Entrada acessível: Rua João Brícola, 32

Site Farol Santander: farolsantander.com.br

“ADONIRAN – MEU NOME É JOÃO RUBINATO”