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Sábado, 25 Novembro 2017 05:48

Carlito Araújo, maçom, avô, pai, um grande brasileiro

Carlito Araújo - Um Grande Brasileiro Carlito Araújo - Um Grande Brasileiro

Estamos fazendo uma série de entrevistas com a família Araújo de Natal onde passaremos o Natal

 A Grande Mídia pega as mesmas fontes, estamos cansados, e o Cultura Alternativa quer outras fontes. Achamos interessante pautas novas e vamos tentar retratar em entrevistas uma família do Rio Grande do Norte, os Araújo. Pela obviedade (parodiando Messias Tavares (in memoriam) que usou este termo conosco com relação à sua filha e nossa Editora e Esposa Agnes Adusumilli quando dissemos que a mesma era espetacular) do jornalismo, onde você tem que solicitar uma entrevista e o entrevistado aceitar, vamos entrevistar os que acharem que esta ação o valoriza, ao Brasil, ao Rio Grande do Norte e à harmonia entre pessoas. 

Estamos na fase de entrevistar uma pessoa com conceituações espíritas de vida, a organizadora (se é que podemos definir assim) do Natal, Ileana Oliveira. Vamos ver quando a entrevista vai terminar. Solicitamos entrevista também para o produtor de tilápia e marido de Marluce Araújo, Douglas. Enfim.... Estamos caminhando a passos lentos, dentro do nosso limite de tempo, usando os recursos do WhatsApp, para mostrar ao Brasil quem são os Araújo.

Curta Carlito, sua história, opiniões, enfim, conheça este brasileiro que dignifica o nosso país.

 

Carlito Araújo. É uma honra te entrevistar via WhatsApp. Primeiro gostaríamos de saber quem é Carlito? Peço que não copie e cole currículos me responda de forma objetiva sobre sua história profissional.

 

Boa noite, eu sou um cara simples, sem vaidades, estudei no Colégio Agrícola de Jundiaí, em Macaíba/RN, até 1964. Sou Técnico em Agricultura e trabalhei no Serviço de Extensão Rural - EMATER/RN, no cargo de Extensionista Agrícola, onde fui chefe de Escritório nos seguintes Municípios: Jardim do Seridó, São João do Sabugi, Nova Cruz, Santa Cruz, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e por fim, no Centro de Treinamento da EMATER, onde me aposentei em 1964. Em 1995 fui trabalhar no Shopping Via Direta, como Supervisor, ficando nessa função até abril de 2005. Sou casado com Maria Auxiliadora e com ela tenho dois filhos: Ingrid Cristina, formada em Arquitetura, morando em Recife e Marcelo formado em Ciência da Computação, mora em Natal e um neto filho de Ingrid que se chama Felipe, hoje com sete anos.

 

Como você vê o Rio Grande Norte atualmente? Quais os caminhos para que o estado possa ser destaque nacional em termos políticos, econômicos e culturais?

 

Vejo o RN com muita preocupação, haja visto que o Estado se encontra com uma gravíssima crise financeira sem precedentes e sem perspectiva de melhorar, estando o funcionalismo público com seus salários atrasados, pipocando greves a todo instante, em todas as áreas, inclusive na Segurança. Os caminhos são vários, o nosso Estado é o maior produtor de sal marinho do Brasil, tem um Parque de Energia Eólica dos mais respeitados e com condições climáticas para uma grandiosa expansão e um Campo inexplorado de Energia Solar, energia essa que tanto o Brasil necessita. O problema são os equipamentos (placas fotovoltaicas) que precisam ser fabricadas no Estado para que o seu custo passe a ser acessível para as instalações dessas placas nas residências e com isso evita-se a construção das linhas de transmissão, já que a energia gerada nas residências é lançada diretamente na rede que passa na sua calçada.

Sob o argumento de que "não existe capacidade de transmissão para conexão da Energia produzida", a ANEEL acaba de excluir o RN do próximo leilão de energia renováveis, marcado para o dia 18 de dezembro, em São Paulo. Tais motivos não subsistem, porque as linhas de transmissão em referência estão em construção sob a exclusiva responsabilidade do Governo Federal e a sua conclusão está prevista para ser entregue antes da previsão da entrega dos Parques de Energia Renováveis do próximo leilão.

 

Agora vamos falar, se possível, da Maçonaria. Me explique como surgiu a vontade de se tornar maçom? O que faz um maçom e a maçonaria? E atualmente, com a revolução feminista e feminina, será que uma mulher poderia vir a se tornar maçom?

 

Vamos por partes. Primeiro sobre a vontade de se tornar Maçom.

Morava em Natal na rua Vigário Bartolomeu, e nesta rua existia duas Lojas Maçônicas: a centenário Loja Maçônica 21 de Março e a Loja Evolução II. Vendo aquela movimentação semanal, aquilo me trouxe muita curiosidade. O tempo passou e fui trabalhar na cidade de Jardim do Seridó, onde fiz muitas amizades, e dentre esses tinham alguns maçons. Um certo dia, recebo o convite para ingressar na Maçonaria, o que de pronto aceitei.

Sobre o que faz um Maçom.

Para ser Maçom, primeira precisa receber um convite de um Mestre Maçom e o seu nome passa a ser submetido a uma sindicância, onde é observado se o candidato é Livre e de Bons Costumes. Isso constitui uma exigência de muito maior profundidade do que parece à primeira vista. A Liberdade exigida é ampla, sem compromisso que inibam o cumprimento das obrigações maçônicas, sem restrições mentais e religiosas. A Maçonaria adota o Simbolismo como uma ferramenta para transmitir os conhecimentos maçônicos a seus iniciados, combatendo a ignorância, os erros e os preceitos em todas as suas modalidades. Todas as Lojas maçônicas praticam a Filantropia e em todas as sessões maçônicas são recolhidos os óbolos destinados aos necessitados.

Sobre o que faz a Maçonaria.

Como Instituição a Maçonaria só passou a existir no início do século XVIII, a partir da Constituição que lhe foi dada pelos maçons ingleses, liderados pelo pastor anglicano James Anderson, precisamente no ano de 1723, como parte da exteriorização da Ordem Maçônica, dando ao mundo a ideia de que a Confraria dos Obreiros da Arte Real era uma Instituição Universal, unificada em suas práticas, em sua Filosofia e em seus objetivos.

A Maçonaria tem como objetivo, o aperfeiçoamento social, moral e intelectual da humanidade, procurando constantemente a verdade, dentro de uma moral inflexível e da prática da solidariedade. Combatendo a ignorância porque ela é a mãe de todos os vícios. Combatemos também o fanatismo, porque a exaltação religiosa ou política perverte a razão. Entendemos que o mais precioso bem para a Maçonaria seja a LIBERDADE, que é o patrimônio de toda a humanidade. Hoje, não temos mais a Independência nacional por fazer nem República a proclamar. Os problemas da pátria, no entanto, são outros e muitos graves, dentre eles, a luta pela cidadania plena do nosso povo.

E sobre os tempos atuais, com a evolução feminista e feminina, será que a mulher poderia vir a se tornar maçom?

A Maçonaria é acima de tudo TRADIÇÃO e essa tradição vem sendo mantida, nos seus Rituais, nas Saudações, Sinais, toques e palavras, desde o seu começo. A Maçonaria reserva um lugar de destaque à Mulher especialmente com as obras caritativas e com festividades sociais. Para isso nós temos os Clubes das Samaritanos que é uma organização para as esposas dos Maçons fazerem a sua Filantropia, temos também as Filhas de Jó que é uma organização para as filhas de Maçons e que tem a finalidade de preparação moral, social e Filantrópica. Com relação a mulher se tornar maçom, eu acho muito difícil, como eu já disse Maçonaria é tradição e no começo essa hipótese não foi proposta. A Potência Maçônica que admitir o ingresso de mulheres no seu quadro torna-se irregular pelas outras Potências e os membros do seu quadro não poderão visitar outras Lojas.

 

Agora Carlito, como avô e pai, qual o legado que você gostaria de deixar para seus netos e filhos?

 

Em primeiro lugar gostaria de deixar para meus filhos e netos, o exemplo. Em segundo lugar, uma educação de qualidade. E em terceiro lugar uma amizade sincera.

 

Para concluir, alguma coisa ficou pendente que você gostaria de falar nesta exclusiva?

 

Não, agradeço a sua atenção.

 

Anand Rao

Editor do Cultura Alternativa

www.culturaalternativa.com.br

 

 

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