Julgamento de Lula na Segunda Instância, opinião de Robinson Neves

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Julgamento de Lula na Segunda Instância.

Julgamento de Lula na Segunda Instância, opinião de Robinson Neves.

Robinson Neves é consultor do Cultura Alternativa para diversos assuntos judiciais. Ele é o Diretor-Presidente da Neves Filho Advocacia de Resultados, no final da matéria veja os contatos.

 

Julgamento de Lula na Segunda Instância – Opinião de Robinson Neves

Sem palavras. Estupefato. Uma coisa era ter ouvido antes do julgamento sobre os fatos. Outra coisa foi ouvir os votos, principalmente do relator, em análise sobre a prova dos autos sobre os fatos ocorridos. Depois, ouvir as manifestações do ex-presidente, réu nos autos, acaba gerando a total ausência de polícia, ministério público, e juiz na espécie. Explico o motivo.

 

Vamos pensar em um cliente meu. Foi acusado de estupro de vulnerável. Crime inafiançável. Encarcerado desde o começo do processo. Poderia ele estar falando por aí sobre o processo e contra as instituições que o julgam? Nunca. Isso porque meu cliente não tem a menor influencia em qualquer formação de pensamento ou opinião, ainda mais política. Se meu cliente falasse qualquer coisa semelhante a tudo isso que estamos ouvindo, seria preso em flagrante.

 

Por isso estou estupefato. Ninguém pode tratar com tamanho desdém instituições como Ministério Público, Policia Federal ou Judiciário, sem sofrer consequências.

 

O julgamento do ex-presidente, portanto, revelou a indecência com que o patrimônio público é utilizado pelo agente público, inclusive um Presidente da República.  Lamentável. Mas, tenho como inaceitável o ocorrido antes e o falado depois, fora nos autos. O provado. Os autos já se falou tudo ali contido. Já sabemos oficialmente o que aconteceu. Mas, tratar isso comentem feito o principal réu no processo, é inaceitável. Ninguém sequer viu qualquer diretor da Petrobrás ou outro réu em outro processo falar sobre os processos como tem feito o principal réu. Isso não é uso político, tenho que é crime.

 

Para mim, o ex-presidente vem cometendo crime contra a administração da justiça, ou seja, “A atuação do Poder Judiciário, bem como a dos órgãos indispensáveis à sua atividade (autoridade policial, membros do MP, da Advocacia e demais operadores do Direito), é bem jurídico relevantíssimo e deve, portanto, estar ao amparo do Direito Penal contra as ações tendentes a desrespeitar a justiça.”. (Gabriella Zingaro).

 

O pior ainda, voltando ao julgamento em si, foi ver advogados em sustentação oral de forma totalmente de discurso político e não jurídico. Senti muito pelos réus e seus representados, pois ninguém foi capaz de apontar nesse importante momento da defesa no tribunal, uma prova ruim, uma prova boa, um fato não provado. Principalmente a defesa dos réus, ou seja, deixaram livres os julgadores para tratar os fatos sem qualquer argumento de defesa. Trazer milhares de preliminares não me pareceu a melhor defesa. Mas, enfim, o julgamento me levou a essas conclusões. Espero ter conseguido explicitar sobre o que penso nesse assunto realmente momentoso.

Julgamento de Lula na Segunda Instância
Robinson Neves

Julgamento de Lula na Segunda Instância – Contato

Robinson Neves é advogado e Diretor-Presidente da Neves Filho Advocacia de Resultados. Entre em contato com ele:

 

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Redação

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