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Quinta, 30 Novembro 2017 13:46

Grandes momentos de Hermeto Pascoal

Multi-instrumentista alagoano lutou boxe com Miles Davis e reinventou a música com seus experimentalismos

Hermeto Pascoal chegou aos 81 anos.

Nesse tempo, tocou gigantescos instrumentos lúdicos, apresentou-se de dentro de uma piscina montada num palco, levou porcos a um estúdio de gravação, lutou boxe com Miles Davis, abriu um sem números de carnavais no Recife e, durante um ano inteiro, registrou uma composição por dia - reunidas no “Calendário do Som”, livro de 414 páginas lançado em 1999.

 

O “bruxo” alagoano é conhecido por sua genialidade na música - algo que veio da infância, quando tocava a água da lagoa com os materiais do avô ferreiro na pequena Arapicara. 

Jovem, se apresentava com o irmão em shows de forró no Recife dos anos 1950, até ser aliciado pelo sanfoneiro Sivuca para tocar na rádio. Em São Paulo na década seguinte, despontou nos festivais de música da Record.

Com seu recém-formado Quarteto Novo, grupo que misturava o baião ao jazz, venceu a edição de 1967 interpretando “Ponteio”, ao lado de Edu Lobo e Marília Medalha.

 

“O que é velho são os números. Mas a realidade não envelhece.”

Hermeto Pascoal

Músico, em entrevista à “Folha”

 

Em 1979, foi destaque do Festival de Montreux, na Suíça, na apresentação que deu origem ao álbum duplo “Hermeto Pascoal Ao Vivo”. O show chegou a seu ápice num momento catártico ao lado de Elis Regina e ao som de “Corcovado” -  a jam session entrou para a história da música.

Aos 80, reveza apresentações com cinco formações diferentes: Hermeto Pascoal e Grupo, Hermeto Pascoal e Aline Morena, Hermeto Pascoal Solo, Hermeto Pascoal e Big Band e Hermeto Pascoal e Orquestra Sinfônica.

 

“A idade para mim não existe, o que tem é o dia a dia. Eu não me canso. Quando se é feliz, a gente aprende a passar a felicidade para as pessoas”

Hermeto Pascoal

Em entrevista ao “Globo”

 

Momentos de Hermeto Pascoal

 

“Ponteio”, no Festival de 1967#

 

 

“Nem Um Talvez”, com Miles Davis (1969)#

 

 

 

“Chorinho pra Ele”, do álbum “Slaves Mass” (1976)#

 

 

 

 

Fonte nexojornal

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