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Que tiro foi esse? Coreografia ou canção

Que tiro foi esseQue tiro foi esse

Que tiro foi esse? Coreografia ou canção…

Que tiro foi esse? Um tiro no pé ou apenas uma diversão. Amo jazz, a música de Hermeto Paschoal, Tom Jobim, Elis, mas, também me diverti com “É o Gás” no carnaval passado. Lembro que estava cobrindo a Campus Party quando ouvi a canção e chorei de rir com a estupidez, ao mesmo tempo, a criação.

Que tiro foi esse? A Estupidez e A Criação

Para mim é uma música estúpida. Mas, a coreografia é divertida, poucas pessoas vão se deitar no chão, nas ruas, nojentas do carnaval, repleto de vômitos e do êxtase carnavalesco. Mas, em clubes privados vai será um sucesso, pela diversão e não pela teoria musical ou música teoricamente rica.

 

Creio que a criatividade é o êxtase. Os músicos estudiosos, vestidos em seus colapsos harmônicos e melódicos como eu, deveriam as vezes fazer o exercício de criar uma canção assim. Se você sabe a teoria, falta-lhe capacidade de criar algo do gênero, algo despido de qualquer forma de noção. Somente para se divertir.

 

Talvez por auto-crítica exacerbada. Mas, o fato é que você se expor com uma canção dessas é difícil. Se for amigo de um medalhão, da Anitta, quem sabe. A canção é um hit carnavalesco e sumirá em dias e qual o problema? Antigamente, com a mente vestida de preconceitos diria que a música é péssima.

 

Hoje sei que não é uma música, é uma coregrafia, onde quem a fez ganhará dinheiro e ponto final.

 

Que tiro foi esse? A Coreografia

A coregrafia é divertida. Num país onde a linha amarela ficou sob mira de tiros. Onde há uma guerra urbana na maioria das capitais. Onde morrem policiais a cada minuto. Onde traficantes matam e ocupam e desocupam espaços nas cidades. Onde o exercito está on line e time. A coreografia é divertida? Não.

 

Num país onde assuntos insuportáveis e infindáveis ocupam as páginas dos jornais diariamente. Onde tudo se discute, tudo faz parte de uma macro discordância. Onde o lado tropical abençoado por Deus, se perdeu. Onde todos estão sisudos em suas faces. Onde falam com truculência a cada discussão. Esta coregrafia é uma diversão.

 

Eu quero algo novo todo dia. Eu quero minha mente aberta para mudanças. Só quero alegria e que tiro foi esse é uma diversão a nível de coreografia.

 

Anand Rao

Editor do Cultura Alternativa

http://culturaalternativa.com.br/

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