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Validade da Poesia – Por Joaquim Moncks

Joaquim Moncks

O assunto me parece pontual para quem pretende discutir Poesia como reduto coletor da inquietação psíquica através dos inesperados e pulsantes registros da emoção individuada e fluida no derramar da inspiração. Também para quem pretende chegar – formalmente – a um bom e sugestivo poema em que a Poesia se faça presente. Destina-se o questionamento a poetas-autores que também são dedicados poetas-leitores, portanto ávidos de disposição e intelectualmente capazes de discutir a validade estético-experimental da criação artística, em Poética. Enfim, a aqueles “condenados ao pensar” que pretendem entendimento e compreensão dos atos e fatos do lugar comum da vida. A Poética, dentre outros, tem este condão: criar lúcida esperança na construção de um mundo melhor, mais fraterno e solidarista. Que mal há em conceber e sonhar um mundo melhor? Como conviver bem com os atuais parâmetros sócio-culturais que consagram condutas egocêntricas e egoísticas em relação aos semelhantes? Resta a nós, integrantes dos guetos desta fauna (possivelmente) transformadora, insistir na Poética como linguagem codificada que conduz a profundas reflexões em que o Amor, a Paz e a Justiça Social trazem em si, individuada e coletivamente, o brilho e o fascínio da pedra-de-toque da humanidade. E o espaço virtual das redes sociais se presta a esta benéfica discussão para a cabeça do humano ser do século XXI. Continuemos poetando para muito além de nossos estigmas individuais. O ótimo poema é aquele que se vivifica como proposta no universo peculiar do seu eventual leitor. E se faz vivo pelo milagre da multiplicação dos pães e do vinho, em confraternidade. Que tenhas um rico caminho de construção pessoal maturada, querido leitor, e que por tua dedicação e o consequente crescimento intelectual e humanístico, sempre me estimularás a abrir o (meu) ansioso e fraterno coração como instrumento de concórdia e amadurecimento.

– Do livro OFICINA DO VERSO: O Exercício do Sentir Poético, vol. 02; 2015/17.
https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-literatura/6211099

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