Visages, villages – documentário, ​dirigido pela cineast Agnès Varda

Visages, villages

Visages, Villages, um dos melhores documentários do ano​, ​dirigido pela cineasta pioneira da Nouvelle Vague Agnès Varda, em parceria com o artista JR ​.

O filme que já tem no currículo os prêmios do júri de Melhor documentário no Festival de Cannes e de público, no Festival de Toronto, também levou como Melhor Documentário Internacional na 41º Mostra de Cinema em São Paulo​.​ ​

Os finalistas ​ao Oscar 2018 ​serão conhecidos no dia 23​ de janeiro.

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SINOPSE

Agnès Varda, cuja visão cinematográfica singular, desde a década de 50, lhe rendeu um leal séquito de cinéfilos entusiastas em todo o mundo, e o icônico fotógrafo/muralista JR.

Os dois são apaixonados pelas imagens e de como elas são criadas, exibidas e compartilhadas.

Agnès escolheu explorar sua paixão com cinema e documentário, JR com suas arrebatadoras instalações de fotografia ao ar livre.

Quando JR, um fã de longa data, foi encontrar Agnès na casa dela na Rue Daguerre, ambos souberam imediatamente que queriam trabalhar juntos.

VISAGES VILLAGES documenta a emocionante viagem deles pela França rural e a doce e improvável amizade que eles construíram ao longo do caminho.

 

SOBRE A DIRETORA Agnès Varda nasceu em Ixelles, Bélgica, em 1928, e cresceu com quatro irmãos e irmãs. Em 1940, sua família se mudou para o Sul da França para fugir da guerra.

 

Ela passou sua adolescência em Sète, depois se mudou para Paris, onde estudou na École du Louvre, e à noite tinha aulas de fotografia na École de Vaugirard. Varda se tornou fotógrafa para Jean Vilar quando ele fundou o Festival de Teatro de Avignon, em 1948, depois para o Théâtre National Populaire, no Palais de Chaillot, em Paris.

 

Realizou sua primeira exposição individual em 1954, no pátio de sua casa.

Em 2003, iniciou sua terceira carreira, como artista visual, na Bienal de Veneza. Varda mora na Rue Daguerre, no 14º arrondissement de Paris.

 

Ela se casou com o cineasta Jacques Demy (falecido em 1990) e juntos criaram Rosalie Varda-Demy, figurinista e depois diretora artística; e Mathieu Demy, ator e cineasta.

 

SOBRE O DIRETOR JR nasceu em 1983, perto de Paris, e atualmente divide seu tempo entre a França (Paris) e os EUA (Nova York).

 

Em 2001, ele encontrou uma câmera no metrô de Paris e começou a documentar suas aventuras no metrô e em telhados, e então a colar as fotos em muros da cidade.

 

Isto marcou o início de sua obra com fotos monumentais em preto e branco. JR é exibido livremente nos muros do mundo, atraindo a atenção de pessoas que normalmente não visitam museus.

 

Ele cola fotos no espaço público para revelar os rostos e histórias de pessoas que não são visíveis, das favelas francesas à Turquia, da Times Square ao Panteão de Paris, dos guetos do Quênia às favelas do Brasil.

 

Ao colar, os membros da comunidade participam do processo artístico, e não há separação dos atores com os espectadores.

 

Como permanece anônimo e não explica seus enormes retratos, JR deixa espaço para um encontro entre o sujeito/protagonista e o transeunte/ intérprete. Esta é a essência do trabalho de JR: fazer perguntas.