Viajar de avião com celular, notebook e carregadores portáteis já faz parte da rotina de milhões de brasileiros.
No entanto, muita gente ainda desconhece que as regras para transportar power banks em voos mudaram em 2026. Dependendo da capacidade da bateria externa, o equipamento pode até ser impedido de embarcar.
As novas medidas foram adotadas pelas companhias aéreas com base em orientações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e seguem recomendações internacionais voltadas à segurança aérea.
O objetivo é reduzir riscos envolvendo baterias de lítio, que podem apresentar superaquecimento e até provocar princípios de incêndio dentro das aeronaves.
Além disso, o crescimento do uso de dispositivos eletrônicos durante viagens aumentou a necessidade de regras mais rígidas para o transporte desses equipamentos.
Antes de viajar ✈️
- As regras para transportar power banks em voos mudaram em 2026, limitando a capacidade e a quantidade permitida.
- Cada passageiro pode levar até dois carregadores com capacidade máxima de 100 Wh. Carregadores entre 100 Wh e 160 Wh precisam de autorização prévia.
- Power banks devem ser armazenados na bagagem de mão e não no compartimento superior da aeronave durante o voo.
- Além do transporte, as novas regras recomendam não usar power banks durante o voo e proíbem seu transporte na bagagem despachada.
- É fundamental verificar a capacidade do carregador e consultar as regras da companhia aérea antes de viajar.
Quais são os novos limites para power banks em aviões
Pelas novas regras, cada passageiro poderá transportar até dois carregadores portáteis com capacidade máxima de 100 Wh, equivalente a aproximadamente 27 mil mAh.
Já os aparelhos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh dependerão de autorização prévia da companhia aérea. Normalmente, essa liberação deverá ser solicitada ainda no balcão de check-in.
Por outro lado, dispositivos acima de 160 Wh estão proibidos em voos comerciais.
As medidas seguem recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci), após o aumento de relatos de incidentes envolvendo baterias de lítio em aeronaves ao redor do mundo.
Onde o carregador portátil deve ficar durante o voo
Outra mudança importante envolve a forma de acomodação do equipamento dentro da cabine.
Agora, o power bank deverá permanecer obrigatoriamente dentro da mochila, bolsa ou item pessoal do passageiro. Além disso, o equipamento deve ficar sob o assento à frente ou no bolsão da poltrona.
O compartimento superior da aeronave, utilizado para malas de mão, não poderá mais receber carregadores portáteis.
Segundo especialistas em segurança aérea, essa medida facilita uma resposta rápida da tripulação caso ocorra superaquecimento do aparelho durante o voo.
Uso do power bank durante a viagem também muda
As restrições não envolvem apenas o transporte. As novas orientações também recomendam que os passageiros não conectem os carregadores portáteis às entradas USB das aeronaves.
Além disso, o uso do power bank para alimentar celulares, tablets e notebooks durante o voo deve ser evitado.
O transporte desses equipamentos na bagagem despachada continua proibido. Isso acontece porque eventuais problemas térmicos seriam mais difíceis de identificar e controlar no compartimento de carga do avião.
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Como descobrir se o aparelho está dentro das regras
Uma das principais dúvidas dos passageiros envolve a identificação da capacidade do equipamento. Muitos fabricantes informam apenas os dados em mAh, enquanto a regulamentação utiliza Wh como referência.
Na prática, alguns modelos costumam seguir esta média:
- 10 mil mAh equivalem a cerca de 37 Wh;
- 20 mil mAh correspondem a aproximadamente 74 Wh;
- 27 mil mAh chegam perto do limite de 100 Wh.
Para facilitar a conferência, o portal Tem Regra disponibiliza uma calculadora gratuita que converte mAh em Wh.
Dessa forma, o passageiro consegue verificar rapidamente se o aparelho poderá embarcar sem restrições.

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Por que as regras ficaram mais rígidas
Nos últimos anos, companhias aéreas internacionais registraram episódios envolvendo fumaça e superaquecimento causados por baterias de lítio. Embora os casos não sejam frequentes, autoridades da aviação entendem que a prevenção é necessária devido ao potencial de risco dentro da cabine.
Ao mesmo tempo, o aumento do trabalho remoto e das viagens conectadas fez crescer o número de passageiros transportando múltiplos dispositivos eletrônicos.
Nesse cenário, as empresas aéreas passaram a reforçar protocolos de segurança relacionados a celulares, notebooks e carregadores portáteis.
O que fazer antes de viajar
Antes de ir ao aeroporto, vale conferir:
- a capacidade do carregador portátil;
- se o aparelho apresenta danos ou superaquecimento;
- se os terminais estão protegidos;
- e se o equipamento ficará acessível durante o voo.
Pequenos cuidados podem evitar transtornos no embarque e aumentar a segurança durante a viagem.
Além disso, especialistas recomendam consultar antecipadamente as regras específicas da companhia aérea escolhida, já que algumas empresas podem adotar normas complementares.
Agnes Adusumilli – Site Cultura Alternativa
REDAÇÃO SITE CULTURA ALTERNATIVA
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