A retórica do governo Bolsonaro

Artigo de Anand Rao - Cultura Alternativa

A retórica do governo Bolsonaro

Tenho notado, ao ler a mídia diariamente, que o governo Bolsonaro é norteado de retórica, leva meses dizendo e desdizendo ideias e as implementa com lentidão, perdendo credibilidade em parte da sociedade.

Funcionário público

Durante a pandemia o funcionalismo público não teve seu salário minimizado.

Foi mantido o pagamento mês a mês, não ocorreu nenhum tipo de reajuste.

Recentemente, meses a fio se falou em um reajuste e no fim nada aconteceu.

Estranho num ano de eleição com um governo que tenta se popularizar.

Área Privada

Segundo a Fipe, o reajuste do setor privado ficou em 6,5%, enquanto a inflação foi de 8,4%.

De acordo com esta entidade em 2021, 51% das negociações salariais fechadas até o mês de novembro ficaram abaixo da inflação, 30% empataram e apenas 19% superaram o custo de vida.

A diferença

A diferença é que na área privada a negociação existe, na pública não.

Os sindicatos privados têm mais força do que os públicos.

São poucos os segmentos da área pública que têm força reconhecida.

Espera

Portanto este é um governo da espera sem solução.

Todos os dias, para quem clipa os jornais como eu, o novo, o velho, desde que a popularidade do presidente seja preservada, é o foco principal, e pior, a popularidade no momento não tem crescido, mas, é sabido que o poder da caneta vinga na hora “h”.

Ou seja, cada ação, depende do crescimento ou manutenção da popularidade do presidente.

Além disso, é fundamental a satisfação dos que o apoiam com retóricas favoráveis e que manipulem o raciocínio deste segmento.

Pensadores

Quem pensa, quem questiona, quem tem posições próprias, não se submete nem à esquerda, nem à direita.

Os pensadores têm posições próprias e raramente são massa de manobra.

Palavras agressivas e pacificadoras

Outra atitude tradicional é num dia ser agressivo, no outro menos, mas, nunca pacificador e conciliador.

Todas as palavras são pensadas para eternizar os que o admiram e tentar conquistar, com menos dedicação, novos admiradores e seguidores.

O Brasil deixou de ser “tropical, abençoado por Deus” para ser “árido, abençoado pelo homem”.

Todas as ações da direita ou esquerda lidam com reeleição e valorização de atos distanciados de Deus e o centro não vinha, briga entre si, tem velhos caciques e cada vez mais.

Portanto

Portanto, sigamos neste país de menores, onde o futuro é cada vez mais dissonante do progresso e cada vez mais consoante com o regresso, a falta de inovação e de busca por um país melhor, conciliador, unido e trabalhando em prol do desenvolvimento.

Isso já era neste Brasil atual onde ficamos a ver navios.

Tudo aqui contempla os radicais e os equilibrados que se lasquem.

Anand Rao

Editor Chefe

Cultura Alternativa

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