Brasileiros declaram ter lido mais livros digitais durante a pandemia

Livros digitais durante a pandemia, audiolivros

40% dos brasileiros declaram ter lido livros digitais durante a pandemia

O Itaú Cultural e o Datafolha atualizaram a sua pesquisa nacional sobre os hábitos culturais dos brasileiros durante a pandemia. A primeira rodada da pesquisa aconteceu em setembro de 2020.

Em resumo, o estudo apontou que houve aumento no consumo de atividades culturais no ambiente on-line durante a pandemia e a maioria dos respondentes disseram que pretendem manter o hábito após a volta à normalidade.

Livros digitais durante a pandemia

O estudo ouviu 2.276 pessoas entre os dias 10 de maio e 9 de junho de todas as regiões geográficas, considerando também todas as classes sociais.

O estudo revela que o consumo de apresentações artísticas de teatro, dança e música disparou. No ano passado, 20% dos indivíduos diziam que consumiam este tipo de atividade no ambiente on-line. Este ano, o índice dobrou e subiu para 40%.

Outra atividade que teve forte crescimento durante a pandemia foi a audição de podcasts. Em 2020, 24% dos entrevistados informaram que acessavam plataformas do gênero. Este ano, o índice subiu para 39%, um salto de 15 pontos percentuais.

A leitura digital também ganhou terreno. Houve um salto de 36% para 40% daqueles que declararam ter lido livros digitais durante a pandemia.

Ao serem questionados quais atividades mais sentiram falta, os respondentes colocaram as bibliotecas em terceiro lugar. Vinte e um por cento deles citaram esses equipamentos culturais. Saraus de poesia, literárias ou musicais aparece com índice de 8%.

Livros digitais durante a pandemia

Outro dado importante apontado pela pesquisa é que a maioria dos entrevistados apontou que desejarão continuar as atividades on-line mesmo depois da retomada das atividades presenciais.

De acordo com os dados, 80% dos que assistiram a apresentações de teatro, música e dança nesse ambiente pretendem seguir com a prática mesmo após a volta à normalidade. O índice é o mesmo declarado para aulas ou oficinas de arte.

Já entre os espectadores de apresentações infantis, o índice é de 81%, semelhante aos 82% declarados pelos habitués de seminários nas redes.

É menor o índice de continuidade da prática no caso das exposições e museus (67%). Registraram patamares equivalentes, estatisticamente, visitas virtuais a centros culturais (78%), oficinas de criação para crianças (75%) e visitas guiadas a projetos artísticos (76%).

Além disso, quando perguntados sobre o que mais sentiram falta com o fechamento das atividades culturais, a interação com as pessoas aparece em segundo lugar com 41% das respostas.

Em 2020, o resultado ficou na casa dos 20%. Ainda em 2020, 18% dos respondentes disseram não sentir falta de nenhuma atividade cultural, já em 2021, esse número caiu para apenas 7%.

A segunda rodada da pesquisa realizada pelo Itaú Cultural e pelo Datafolha trouxe, como novidade, um estudo sobre o impacto da pandemia na saúde mental dos brasileiros.

Clique aqui para baixar os resultados da pesquisa.

Fonte materia reproduzida da publishnews