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Comportamento digital e hábitos de consumo

Celular, móveis e viagens lideram os sonhos de consumo dos brasileiros em 2026

Pesquisa do Instituto Locomotiva revela prioridades de compra e aponta mudança no comportamento do consumidor

O desejo de consumir continua presente na vida dos brasileiros, ainda que em um cenário de cautela econômica.

É o que revela a pesquisa do Instituto Locomotiva, divulgada pelo jornal Valor Econômico em 12 de janeiro de 2026, que mapeou os principais sonhos de consumo da população para este ano.

O levantamento ouviu 1,5 mil pessoas em todo o país, entre 27 de novembro e 5 de dezembro de 2025, e mostra que celulares, móveis e viagens ocupam o topo da lista de desejos.

O estudo ajuda a compreender não apenas o que os brasileiros querem comprar, mas também como e por que essas escolhas refletem transformações no modo de consumir, cada vez mais conectado à funcionalidade e à melhoria da qualidade de vida.

Para saber em poucas llinhas

Celular: tecnologia vista como necessidade básica

Entre todos os itens citados na pesquisa, o telefone celular aparece como o principal sonho de consumo em 2026.

Segundo os dados, 61% dos entrevistados afirmaram desejar comprar ou trocar o aparelho ao longo do ano, o que representa cerca de 99 milhões de brasileiros.

Esse resultado indica, antes de tudo, que o celular deixou de ser um bem supérfluo. Atualmente, ele é percebido como uma ferramenta indispensável para comunicação, trabalho, acesso a serviços digitais, educação e lazer.

Além disso, a rápida obsolescência tecnológica também impulsiona a intenção de compra, sobretudo em um país onde o smartphone concentra múltiplas funções do cotidiano.

Móveis refletem reorganização da vida doméstica

Logo em seguida, os móveis surgem como o segundo maior desejo de consumo, citados por 60% dos entrevistados. O dado aponta para uma preocupação crescente com o conforto, a organização e a funcionalidade do lar.

Nos últimos anos, o espaço doméstico ganhou novos significados. Com mais tempo passado em casa, seja por trabalho remoto ou por mudanças de hábitos, investir em móveis passou a representar uma forma de qualificar a rotina e melhorar o bem-estar.

Assim, o consumo se desloca do luxo para aquilo que resolve demandas práticas do dia a dia.

Viagens simbolizam retomada de experiências

As viagens, incluindo passagens aéreas e pacotes turísticos, também figuram entre os principais sonhos de consumo dos brasileiros em 2026.

No entanto, o desejo varia conforme a faixa de renda. Enquanto pessoas de maior poder aquisitivo demonstram maior intenção de viajar, entre as rendas mais baixas o item aparece com menor prioridade.

Ainda assim, o interesse por viajar sinaliza algo relevante. Mais do que deslocamento, a viagem representa experiência, descanso e reconexão, valores que ganharam força após anos marcados por restrições e instabilidade econômica.

Comportamento digital e hábitos de consumo

Renda influencia prioridades e estratégias de compra

A pesquisa do Instituto Locomotiva também revela diferenças importantes quando o recorte é feito por renda.

Entre os brasileiros de menor poder aquisitivo, o celular se consolida como prioridade absoluta. Já entre os que ganham mais, viagens e bens de maior valor aparecem com mais destaque.

Além disso, o estudo aponta que o uso de crédito e empréstimos ainda faz parte da estratégia de consumo, especialmente entre quem tem renda mais baixa.

Isso demonstra que, embora o desejo de consumir exista, ele está diretamente condicionado à capacidade de financiamento e ao planejamento financeiro.

Consumo mais racional e orientado à utilidade

De forma geral, os dados reforçam uma tendência já observada em outros levantamentos recentes. O brasileiro tem adotado um comportamento de consumo mais racional, planejado e orientado à utilidade.

Em vez da ostentação, prevalece a busca por produtos que tragam retorno imediato em conforto, praticidade ou eficiência.

Nesse sentido, celulares, móveis e viagens não representam apenas desejos, mas estratégias individuais de reorganização da vida, em um cenário econômico que ainda exige escolhas cuidadosas.

O que os dados revelam sobre 2026

Em resumo, a pesquisa mostra que o consumo segue vivo no imaginário do brasileiro, porém adaptado à realidade.

O ano de 2026 começa com consumidores atentos ao orçamento, mas dispostos a investir naquilo que faz diferença concreta no cotidiano.

Para empresas, marcas e setores como tecnologia, varejo e turismo, os dados funcionam como um termômetro valioso.

Já para o público em geral, o estudo ajuda a entender que consumir, hoje, é também uma forma de planejar o futuro com mais funcionalidade e equilíbrio.


Por Agnes Adusumilli – Site Cultura Alternativa

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