Conversar é uma arte em perigo de extinção?

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Conversar. Com a grande expansão da tecnologia é muito difícil conversarmos como antes. Tudo o que pode ser resolvido por um meio tecnológico é resolvido com o mesmo. E até mesmo uma ligação chega a nos incomodar.

Em um ambiente hostil como esse, é comum nos indagarmos se conversar passou a ser uma arte em perigo de extinção.

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Nesse ambiente tecnológico, não escrevemos mais cartas para parentes e amigos distantes, ligações são evitadas. E para que visitas se podemos “conversar” online todos os dias?

Esse padrão vem se repetindo pela sociedade inteira que valoriza mais uma rede social do que o toque do abraço.

Com o produto tecnológico que a industrialização nos oferece, acabamos nos cercando de conversas vazias e embarcando na solidão.

Enquanto, por um lado, o meio tecnológico veio para aproximas as pessoas e facilitar a vida de muitas delas, por outro lado, ele rouba todo o laço que era comum criarmos com o mundo exterior.

É comum que quando uma pessoa que amamos e queremos por perto pare de nos procurar, e assim a conversa seja extinta, fiquemos tristes. Entretanto, com os meios tecnológicos parece que os “bons dias” incessantes foram o suficiente para substituir uma boa conversa.

Hoje, podemos ver que até mesmo entrevistas de emprego são feitas através de um computador. Isso pode ser vantajoso para ambas as partes, mas e a conexão que nunca será desenvolvida? Ou a frieza de se ter um ambiente de trabalho sem um convívio real?

É triste que a sociedade aceite tão facilmente trocar um ato de tanto valor tão facilmente.

conversar,Cultura Alternativa. Amigos Sem Fim.
Amigos Sem Fim.

Outra pauta preocupante, é como nossas crianças se encontram crescendo em um ambiente altamente tecnológico. O que ocasiona em uma falta de pensamento crítico e na robotização das mesmas.

É preciso incentivar as crianças a criar mais laços reais, além de passar boa parte do seu tempo conectadas. E isso também vale para os adultos, ou qualquer tipo de pessoa.

Precisamos aprender a perceber que além da praticidade que a tecnologia nos proporciona, ela também se comportar com uma forma de separar pessoas. É preciso ter em mente que os laços pessoais não podem ser substituídos por redes sociais.

As mesmas devem ser utilizadas e aproveitadas de forma saudável. Mas não de forma a cortar os laços existentes e gerar uma tentativa falha de substituição.

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