Dia Internacional da Síndrome de Down – importância da inclusão no mercado de trabalho

Dia Internacional da Síndrome de Down

Dia Internacional da Síndrome de Down reforça a importância da inclusão no mercado de trabalho


Ter indivíduos com Síndrome de Down no quadro funcional é positivo não apenas para empregados, mas também para as organizações; o Instituto Ester Assumpção tem entre as suas atribuições ser um elo entre as oportunidades de trabalho e candidatos com deficiência


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Duas milhões de pessoas é a estimativa da população com Síndrome de Down em todo o mundo.

Com o objetivo de aumentar a conscientização e criar uma voz global única para defender os direitos, inclusão e bem-estar de indivíduos com a condição, o dia 21 de março foi instituído como o Dia Internacional da Síndrome de Down.

A data é celebrada pelo Instituto Ester Assumpção, que possui ações voltadas para a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e na sociedade em geral desde 1987.

A psicóloga e coordenadora de projetos da instituição, Cíntia Santos, considera a data importante para a conscientização dos empresários. “A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho é vista por diversas empresas apenas como uma obrigação legal.

Dia Internacional da Síndrome de Down.

Mas o nosso desafio diário é mostrar aos gestores das organizações o potencial produtivo do nosso público, do qual as pessoas com Síndrome de Down também fazem parte”, explica a especialista.

A Lei nº 8.213/91, também conhecida como Lei das Cotas, determina que indivíduos com deficiência, incluindo a síndrome de Down, ocupem pelo menos de 2% a 5% do quadro de companhias com cerca de 100 colaboradores ou mais.

Para Cíntia Santos, a sociedade avançou muito no sentido de promover a inclusão, mas ainda há muito o que ser feito.

“Para empregar e integrar pessoas com deficiência, as empresas têm que planejar ações inclusivas para além da legislação vigente. As empresas pecam em não perceber o valor produtivo das pessoas com deficiência, tratando a contratação como uma mera obrigação legal”, aponta a psicóloga.

Para que a inclusão seja eficaz, a profissional do Instituto Ester Assumpção destaca que um dos maiores desafios dos empregadores é engajar os demais colaboradores para que seja criado um ambiente propício.

“A inclusão demanda a participação de todos os setores, desde a portaria à diretoria. Obviamente, ainda observamos a reprodução de paradigmas capacitistas, que focam apenas nos tipos de deficiência que se ajustam a realidade da empresa, sem a necessidade de qualquer adaptação.

Infelizmente, o que vemos hoje, são que as empresas focam mais nos ‘tipos de deficiência’ do que no ‘perfil do profissional’ que desejam contratar”, salienta.

Banco de talentos

Para promover a acessibilidade e atuar como elo entre empresas e pessoas com deficiência, uma plataforma on-line totalmente acessível está em desenvolvimento.

“Queremos aumentar o nosso banco de talentos e mostrar para as empresas que temos profissionais competentes e que podem contribuir e muito para o crescimento das organizações.

Por isso, lançaremos a primeira interface totalmente adequada a pessoas com deficiência. Acreditamos que este é um grande passo para fomentar ainda mais a inserção destes indivíduos no mercado de trabalho”, finaliza a psicóloga.