Emprego e qualidade de vida

Emprego e qualidade de vida: cidades para se viver no Brasil

Emprego e qualidade de vida: as 100 melhores cidades para se viver no Brasil

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Apesar da pandemia, cidades que investiram em sustentabilidade e educação conseguiram avançar no ranking que mede os desafios da gestão municipal


Por Carla Aranha | Exame

Nem a crise econômica de 2020, que veio a reboque da pandemia, foi capaz de retardar as obras de um dos maiores empreendimentos imobiliários em Maringá, cidade de 430 mil habitantes no interior do Paraná.

O Cultura Alternativa visitou Maringá
Deville Business Maringá
Boteco do Neco em Maringá-PR

Enquanto boa parte do país sentia os efeitos do desemprego, centenas de operários continuavam a trabalhar incessantemente na construção de um novo loteamento no município, o Eurogarden, próximo à região central.

O local deverá contar com o abastecimento de energia solar, reuso de água e reciclagem de lixo. A revitalização de mais de 20 mil metros quadrados de área verde já começou.

Desde junho, enquanto boa parte do país sofria com a suspensão da atividade econômica, o município vem registrando altas mensais consecutivas na criação de empregos.

Emprego e qualidade de vida

A cidade entrou em 2021 com quase 900 novos postos de trabalho. O salário médio, de cerca de 3.000 reais, também continuou estável. “As pessoas aqui prezam pela qualidade de vida e há boa oferta de empregos”, diz Nogaroli.

Os bons resultados alcançados também em outras áreas centrais da gestão municipal colocaram Maringá na liderança do ranking Índice de Desafios da Gestão Municipal, da consultoria Macroplan, que avalia as 100 maiores cidades brasileiras.

Juntas, elas concentram quase 83 milhões de habitantes, equivalentes a 40% da população brasileira, e 53,3% dos empregos formais. Este é o quinto levantamento da Macroplan, que leva em conta 15 indicadores de educação, saúde, segurança e saneamento básico.

Emprego e qualidade de vida

Não é a primeira vez que a cidade ocupa a primeira posição no ranking: Maringá já foi campeã por duas edições consecutivas, em 2017 e 2018. 

Na última década, Maringá melhorou sua posição em saneamento e sustentabilidade, área em que saiu do 7º lugar para o 3º entre 2009 e 2019.

Nos últimos cinco anos, foram direcionados cerca de 50 milhões de reais para melhorias no sistema de água e esgoto, que atende hoje 100% da população.

“Os munícipios que forem proativos no sentido de criar políticas públicas de sustentabilidade, cada vez mais valorizadas pelas empresas e os cidadãos, estarão bem à frente das outras já no curto e médio prazo”, avalia o alemão Heiko Hosomi Spitzeck, diretor do Núcleo de Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral.

“A pandemia acelerou certas facilidades como o home office e cada vez mais gente está procurando cidades com boa qualidade de vida para morar.”

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