Exclusivo – Entrevista com a fotografa Vera Bandeira

Exclusivo – Entrevista com a fotografa Vera Bandeira

 

Quem é Vera Bandeira? Vera Bandeira por Vera Bandeira

 

Vera Bandeira – Sou uma pessoa simples! Cidadã brasileira, nasci em Quaraí – RS, na fronteira com o Uruguai! Pai uruguaio, mãe brasileira. Vim de família que sempre prezou laços familiares fortes, união e amor!  Em consequência isso sempre permeou a minha vida.  Creio que o amor universal e incondicional é a chave para a resolução de todos os problemas! Talvez eu seja uma romântica sonhadora, mas acredito que em algum momento da nossa história vamos poder sentar todos juntos, sem distinções, e alcançarmos o grau de espiritualidade que o mundo precisa.   Amo o que faço.  Fotografo com todas as minhas vivências, com o que eu sou!  Gosto de tudo que me enriquece culturalmente. Todas as formas de arte: música, dança, teatro, cinema, arquitetura, artes plásticas e visuais!

 

Qual tua formação profissional, não só na fotografia mas, em outras áreas?

 

Vera Bandeira –   Sou graduada em: Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade Federal de Santa Maria – RS. Trabalhei em jornais nacionais, fotojornalismo.  Edição de revistas e jornais.  Realizei assessoria de comunicação para várias empresas e profissionais de saúde.  Assessoria de eventos culturais, espetáculos de música, dança, teatro.  A arte sempre me acompanhou, atuei em peças teatrais no Sul do País e em Brasília. Formei um grupo de teatro em Brasília, voltado para a conscientização dos trabalhadores na melhoria das condições de vida e segurança no trabalho.

A fotografia entrou na minha vida quando cursava a faculdade de jornalismo, me apaixonei pela arte, passei pelo fotojornalismo, pela influência de grandes fotógrafos como Cartier Bresson, Ansel Adam, Robert Capa entre tantos outros que sempre influenciam o olhar dos fotográfos. Ná época, anos 80, não existia o mundo digital, tudo era analógico, passei por todos os processos. Meu primeiro trabalho foi em um jornal local em Santa Maria, ali aprendi na prática como se fazia fotografia jornalística. Realizava a reportagem fotográfica, revelação, cópias  e editoração  do material para o jornal.  Ali foi o meu maior aprendizado. 

Em Brasília passei por uma infinidade de cursos, a maioria centrada na área de Cinema:  Documentário, Direção, Atuação. Realizei uma Pós-Graduação em Artes Visuais: Cultura e Criação. Atualmente tenho o trabalho fotográfico dirigido mais para a área de artes: música, dança, arquitetura,  fotos de Palco. Também para a editoração de livros fotográficos.

 

E premiações ao longo da vida na área da fotografia? Explicite todas.

 

Vera Bandeira –  Fui premiada em vários concursos fotográficos. Tenho fotos que fazem parte do patrimônio histórico e cultural do Rio Grande do Sul, com trabalhos realizados no Parque Nacional dos Aparados da Serra – Cambará do Sul,   nos Canyons de Itaimbezinho e Fortaleza. Participei de exposição fotográfica na “Casa de Cultura Mário Quintana”. Na Assembléia Legislativa do Estado do RS na Campanha do Betinho contra a fome e a miséria. A exposição mais recente realizei o ano passado no Hall do Teatro Nacional de Brasília: “Olhar em Movimento”,  tendo como tema uma retrospectiva dos Seminários Internacionais de Dança – Dance Brasil sob o olhar de Vera Bandeira.

Fui selecionada no ano de 2012 para participar da Feira Internacional de Livros Fotográficos na Argentina em Buenos Aires e em Córdoba. O livro foi gerado a partir de um espetáculo de Dança que fotografei em Minas Gerais para a Academia Corpus: “Moulin Rouge”.

Trabalhos selecionados e expostos em Nova Yorque: The Story of The Creative. 2012

Trabalhos selecionados e expostos em Mostra de Arte Internacional : Scope Miami Beach 2013.

Voltando as premiações mais recentes o ano de 2013 fui premiada no concurso Photographer Master Cup, concurso internacional que tem a fotografia em cor como foco. Premiada na categoria: “Crianças do Mundo”. Nesse ano de 2014 para minha surpresa fui premiada novamente na categoria: “Crianças do Mundo” e mais duas categorias:  “Aérea” e “Esporte”.

Esses reconhecimentos fotográficos são importantes, porque a arte  precisa do olhar do outro para atingir os objetivos.

 

Vive-se de fotografia, arte em geral no Brasil?

 

Vera Bandeira – Essa resposta é difícil, porque depende de tantos fatores, penso que vivemos com intensidade quando fazemos o que amamos, mas se a pergunta é mais sobre o aspecto financeiro é quase impossível viver de arte no País. Nos destacamos no que fazemos, mas ganhar dinheiro com arte é outro departamento. A maioria dos artistas tem suportes para garantir a sobrevivência, tem que desempenharem  outros trabalhos paralelos, que cubram o aspecto financeiro.  Infelizmente temos muito caminho para percorrer no Brasil, até chegarmos ao nível dos mercados internacionais de arte.  As dificuldades são muitas, os incentivos são poucos. O Brasil está engatinhando ainda no mercado de arte. É um mercado que depende não só os incentivos governamentais que são mínimos, mas a formação de um público que entenda de arte, aprecie e valorize. Isso em todos os segmentos:  cinema, fotografia, música, dança, artes plásticas…

 

Como é possível uma pessoa viver no Brasil de arte e cultura?

 

Vera Bandeira –  Com muito suor, dedicação, motivação e amor ao que faz, porque do contrário não sobrevive.

 

 

Aceitas o convite do Portal para escrever quando e como quiser sobre fotografos alternativos independentes do mundo?

 

Vera Bandeira – Sim

 

Quais tuas influencias na área da fotografia?

 

Vera Bandeira – Tive muitas influências, mas como vim do fotojornalismo, a influência mais marcante foi  Cartier Bresson.

 

 

Uma pergunta inusitada. O que achas da Economia e Política Brasileira, das manifestações atuais nas ruas, da condição da mulher no Brasil, do amor, dos assassinatos tantos e roubos, da flor, da poesia, da relação entre as pessoas no mundo atual? Queremos com estas perguntas te conhecer por inteiro.

 

Vera Bandeira –  Somos seres políticos e consequentemente estamos sempre envolvidos com política. De uma forma geral às pessoas pensam política como algo de fora e  com conotação negativa, mas política requer tomadas de decisões pessoais e coletivas. Só com políticas públicas bem pensadas e democratas, conseguiremos chegar a algum lugar melhor. O que mais abomino é a ditadura. As corrupções e os desmandos estão sendo investigados e punidos graças a democracia, em um regime ditatorial só a opressão impera. Vejo mais os aspectos positivos no governo, o foco só nas corrupções me incomoda, porque o lado negativo fica muito enfatizado, na verdade gostaria de ouvir mais notícias sobre pessoas que estão fazendo a diferença no país, e de políticos que não enriqueceram  com o dinheiro público e que ainda tem um ideal de mudanças.

A segurança pública está muito debilitada, o medo de ser assaltado, sequestrado está sempre presente no cotidiano. Medidas coercitivas são tomadas, mas a raiz do problema não está sendo atacada. A raiz desses problemas, violência, drogas, etc… está centrada na desestruturação das famílias, da falta de amor, da falta de tudo. Creio que só políticas educacionais eficazes resolvem essa problemática. O investimento maior do governo deveria ser em Educação, falando amplamente sobre essa palavra.

 As manifestações de rua sempre foram um momento de reflexão, de revindicar  direitos, se a voz do povo for por melhorias em qualquer área deve ser ouvida. Democracia é isso. Ouvir, aceitar, reformular, questionar, reflexionar.

  As mulheres no Brasil conquistaram espaços importantes em todas as áreas, tivemos avanços significativos ao longo do tempo com mulheres  ocupando espaços antes só reservados aos homens. Chegamos à presidência com uma mulher, isso representa um avanço bem importante na luta por direitos iguais.  O machismo vai se dissipando quando a mulher mostra a sua força e luta por melhorias gerais na sociedade. O ideal é sempre caminharmos juntos, homens e mulheres em igualdade de condições.

O homem atingiu um grau de interligação, de progresso tecnológico espantoso, porém esse grau não se estendeu para os relacionamentos humanos, ainda vemos muita opressão e estados de escravidão. Espiritualmente temos muito a evoluir e estamos nesse mundo para evoluirmos mesmo.

Quero finalizar com poesia. Poesia da vida que me inspira para escrever, poesia da vida que me toca quando fotografo,  poesia da vida que transborda quando o amor se manifesta em todas as formas, poesia, sempre poesia, sem ela somos seres inertes!

 

 

Alguma coisa ficou pendentes, contatos, enfim, tudo que quiseres colocar, coloque como resposta a esta pergunta?

 

Vera Bandeira –  site:  verabandeira.com.br

Email: verabandeiraphotos@gmail.com

Telefone: (61)35464307   96617224

 

Assessoria de Imprensa

Anand Rao Multiempreendimentos