FELIB – 35ª FEIRA DO LIVRO DE BRASÍLIA. ACONTECEU!

FELIB

FeliB que foi considerada a Cidade da Litura onde o Cearense ganhador do Prêmio Jabuti no ano passado com a obra “à cidade”, Mailson Furtado foi um dos homenageados junto e justa homenagem a Maria da Conceição Moreira Salles (in memoriam), em face do conhecimento e amor com os quais executou a profissão de bibliotecária.

Com tema “Biblioteca – Espaço do Prazer e do Aprender”, passaram nomes de peso como o cantor e compositor Arnaldo Antunes, o escritor e poeta Fabrício Carpinejar e o violinista pernambucano Antônio Nóbrega. Mas a cidade também mostrou sua força com as apresentações de artistas locais, com o espaço “Felib Independente” que teve vários Saraus, entre eles o da Academia Cruzeirense de Letras, Celeiro Literário Brasiliense Leia-Me! Jovens escritores da Academinha Soma de Letras mostrando que ser escritor não tem idade e sim a vontade e a inspiração dentro do incentivo de descobrir novos talentos e a FeliB mostrou o quanto os jovens estão lendo e escrevendo, como a escritora de apenas 16 anos Maria Eduarda Marinho que em tempos digitais, ela usa uma máquina de datilografia para escrever seus livros.

A FeliB teve de tudo! Dos cortes de verbas que inviabilizaram algumas atrações programa das a descoberta do público de que Brasília tem sim literatura e artistas que fazem uma feira de livro acontecer mesmo com tantos “contras” e muitos “a favor” da cultura tanto local como do Entorno, com a cultura negra e indígena e foi vista e dada pela primeira vez uma voz que muitas vezes é calada.

E a organização no nome de Ivan Valério, Atanagildo Brandolt, Marcos Linhares, Fernanda de Oliveira entre outros, fizeram o melhor possível para que fosse realizada uma feira literária dentro da Capital Federal e que todos os setores públicos e privados devem olhar melhor para esse evento que tem uma importância crucial e é sim um grande potencial cultural e turístico para os olhares mercadológicos e um presente a população que esse ano teve uma Feira tão próxima de todos, pois a localidade dava acesso a todos, de carro, sem carro, mas uma população que mostrou pelas visitas que está sim atenta a literatura e a cultura local, e nacional.

Na FeliB teve de Lazaro Ramos a maratona poética realizada pelo Fuxico Literário de Luciana Melo e para quem estava atento viu e ouviu samba, choro, declamações das mais tímidas as mais exaltadas, protestos contra os ataques ao FAC, lutas medievais, aparições de “Darth Vader” “Capitão América” “Emília e Visconde de Sabugosa” para atiçar a imaginação de crianças e adultos. Muitos lançamentos de livros, palestras, encontros de gerações, cachasóter, uma cachaça artesanal e poética do escritor Sóter, e teve a demonstração de que Brasília tem sim escritores de peso e importância e se tem pessoas que duvidam dessa importância e peso com certeza deve ter ficado em casa apenas escutando os noticiários dos lados negativos que infelizmente aconteceram e perdeu a oportunidade de ver e viver dias intensos de cultura efervescente e público presente.

Apesar dos pesares, apesar de tudo fica o sentimento de que podemos sim e fazemos sim uma grande festa literária, melhorando cada vez mais, procurando recursos públicos e privados, mas não esquecendo os grupos, coletivos, academias e artistas da cidade que também querem fazer parte do processo criativo para que a festa tenha uma identidade de uma Brasília que está num processo de evolução e crescimento e merece ter também orgulho de dizer que uma vez por ano acontece uma grande feira literária no coração da Capital de todos os brasileiros.

Por Mauro Rocha, escritor, turismólogo, piauiense apaixonado por Brasília.