Henrix, uma opção criativa que otimiza a sua arquitetura.

Henrix, uma opção criativa que otimiza a sua arquitetura

A Henrix é uma empresa com sede em Brasília cujo os proprietários são Marcio e Sandra Henriques. Nesta entrevista exclusiva eles vão falar dos caminhos e descaminhos desta arte, a arquitetura, e como a Henrix trabalha nesta área.

Marcio e Sandra, gostaríamos de saber um pouco do currículos dos dois na área da arquitetura?

Marcio : Comecei trabalhando no serviço público, já na área de arquitetura, enquanto fazia faculdade. Trabalhei em escritórios de arquitetura e de engenharia. Passei por alguns órgãos, montei departamentos de projetos, obras e manutenção, cheguei a chefiar a seção do Ministério da Fazenda, que cuidava de 15 prédios mais a Esaf. Mas não me sentia realizado. Em 95 fundei uma empresa que figurou entre as mais importantes de Brasília. Fizemos mais de 500 projetos em todo o Brasil, mudamos alguns paradigmas nos projetos que elaboramos para clientes públicos e privados !!! Depois de 18 anos percebi que não era mais aquilo que me interessava e reinventei tudo novamente a partir da Henrix Arquitetura.

Sandra : Me graduei pela Universidade de Brasília e já era servidora pública nessa época. No órgão em que trabalho tenho colaborado para a implantação de uma cultura mais voltada para a valorização das etapas de planejamento e com foco na sustentabilidade, um trabalho bastante árduo. Da minha experiência no setor público posso citar dois projetos importantes para minha carreira: o Fórum do meio Ambiente, todo desenvolvido dentro de parâmetros de sustentabilidade, tornou-se referência e laboratório de estudos, e atualmente o Pólo de Justiça e Cultura, um complexo que trará novas perspectivas para a justiça e a comunidade. Paralelamente à essa atividade trabalhei com planejamento urbano, produção cultural e tive escritório por 5 anos, no qual desenvolvi projetos residenciais e corporativos sempre com a veia sustentável.

A Henrix surgiu do desejo de ter uma empresa mais com a nossa cara e, somando nossas experiências, oferecer serviços do mais alto nível.

Uma empresa de arquitetura tendo como proprietários um homem e uma mulher deve produzir resultados que satisfazem ambos os sexos. Como vocês avaliam esta questão?

Marcio : Sim de fato, principalmente nos projetos residenciais onde é normal haver muito conflito entre os casais ! Minha teoria é que entra fundo na esfera dos desejos não realizados, tem que ser um pouco psicanalista nessa hora, rsss !

Sandra : o olhar do homem e da mulher é diferente, independentemente da experiência de cada um. Nosso trabalho parte da idéia de que um complementa o outro e tanto na análise das necessidades de projeto quanto na aplicação prática das soluções técnicas, buscamos essa harmonia para um resultado final completo e eficiente.

Agora façam um histórico sobre a Henrix, quando foi criada, quais os grandes trabalhos realizados, premiações recebidas, enfim, faça um panorama geral da Henrix para nosso público leitor?

Marcio : A Henrix Arquitetura foi criada em 2011. Nessa época posso dizer que já tínhamos muita experiência em projetos de todo o tipo e complexidade. Em termos de estrutura de trabalho sabíamos o que funcionava e o que não funcionava. Foi uma época também em que eu estava refletindo muito sobre as questões arquitetônicas (as edificações) e o urbanismo (as cidades) comparando com os novos modelos organizacionais e com os modelos coolaborativos, sejam famílias, instituições públicas, privadas, independentes, as cidades, a mobilidade, enfim, as relações sociais entre si e com o meio ambiente (construído e natural). Minhas reflexões encontravam ressonância nos trabalhos filosóficos de Pierre Levy, David Bohm, das idéias do Fuller e de amigos como o Prof. Régis, o Andrés Rodrigues, o Mário Salimon … e tinha esse “feeling” ou esse “faro” de que alguma coisa nova estava por surgir no meio desse caos contemporâneo. Para pensar e atuar melhor precisava de maior liberdade, foi nesse ponto que abandonei uma estrutura de trabalho que eu já havia consolidado e recomeçamos tudo a partir do zero com a Henrix, a partir de novas bases conceituais e organizacionais.

Qual o diferencial da Henrix na arquitetura, o que é que só a Henrix faz e as outras empresas de arquitetura não fazem?

Marcio : Apresentamos ao cliente um produto muito pensado, invertendo um pouco o processo de se projetar, ouvindo os que estão envolvidos em todas as etapas de planejamento, sobrepondo as “intenções” ou necessidades do cliente com a execução (obra), o funcionamento (finalidades) e a operação (ou gestão e manutenção). Propomos soluções flexíveis, que atendam às necessidades individuais e coletivas com um olhar no futuro e nas mudanças.

Sandra : Independentemente do tamanho e da complexidade do projeto, ou do perfil do cliente, buscamos ter uma visão holística do problema. E nesse aspecto atuamos um pouco como o médico à moda antiga, o analista, o guru, o “coach”. Essa sensibilidade para ouvir e avaliar todas os componentes do problema é fundamental para se chegar ao melhor projeto, ao planejamento mais coerente ou mais ousado. Tecnicamente buscamos oferecer ao cliente as melhores práticas, por meio de parcerias com profissionais de ponta e da aplicação de tecnologias eficientes.

E as especializações da Henrix. Otimização de custos, uma arquitetura ecologicamente correta, enfim, detalhe a Henrix e a conjugação, as especialidades que a empresa possui, conjugadas com a arquitetura atual e suas modernidades?

Antes mesmo dessa onda, nós já incorporávamos soluções sustentáveis nos nossos projetos. Quando a coisa ficou “feia” com o primeiro apagão há mais ou menos 15 anos atrás, nossas idéias também começaram a fazer sentido para os gestores. Racionalização de espaços, otimização de funções, fluxos e áreas de descompressão … aplicando em um edifício corporativo, seja público ou privado, é possível reduzir espaços sem perder a qualidade e conforto. Isso gera economia de espaço, que se reflete na economia de energia, de recursos, de manutenção. Em escala urbana, sou favorável a sistemas mistos de uma maior densidade, sobreposição de atividades, mas desde que garantida as opções de mobilidade. Atualmente estamos estudando um sistema de construção híbrido de menor impacto ecológico, com materiais industrializados, certificados e normatizados, com desempenho superior às atuais normas brasileiras de conforto e desempenho, com mínimo de desperdício, custo em torno de 17% mais barato que o convencional e que os sistemas industrializados semelhantes e prazo de execução até 2/3 menor que o sistema construtivo convencional. Os sistema foi proposto e aceito por uma escola que a Henrix projetou, pela exiguidade de tempo para executar a obra, menor custo e menor impacto. Também foi aceito por um cliente para uma obra residencial. Com a economia obtida será possível investir, por exemplo, em esquadrias de melhor qualidade, revestimentos especiais, iluminação mais sofisticada, automação residencial …

E sobre o futuro. Quais os projetos da Henrix?

Marcio : Gostamos muito de atuar no segmento de edificações de ensino. A educação, no sentido mais amplo e envolvendo a cultura, é fundamental para entendimento do mundo e dos indivíduos. Acredito ainda que educação, esporte e cultura devem andar de mãos dadas. Mas para isso é preciso grandes mudanças. A primeira deve ser em relação ao pensamento dos gestores e tomadores de decisão, permitindo aos arquitetos incorporarem aos espaços que projetam, soluções mais “sintonizadas” com o futuro, investindo tempo no planejamento. E a segunda, sobre o futuro ninguém sabe, tudo está em constante mudança, esse é o sentido de “caos”. Portanto, em um mundo de onde quase tudo é provisório, os espaços devem ser o mais flexíveis e adaptáveis possível. Como disse o Fuller “The best way to predict the future is to design it”, traduzindo livremente “A melhor maneira de prever o futuro é projetá-lo”. Acho que assim evitamos de ser vítimas do mesmo.

Alguma coisa ficou pendente que vocês gostariam de colocar sobre as atividades da Henrix e eu não perguntei?

Marcio : Anand, na arquitetura sugiro sempre desconfiar de modismos, de simples repetição de soluções, de resgates históricos … e se a solução técnica não for bela com certeza está errada !

Sandra : A prática da arquitetura é uma paixão e a enxergo menos como arte pessoal e mais como resultado de um conjunto caótico de elementos que necessitam ser compreendidos, organizados e formatados. Nesse aspecto o arquiteto é o facilitador, um maestro que usa da sua arte para conduzir desejos e formatar sonhos.

Anand Rao

Jornalista