O que acontece no segmento livreiro?

Livrarias

O ano de 2018 termina com uma das maiores crises no segmento das livrarias, Saraiva e Cultura estão em um processo de recuperação judicial: a dívida milionária que essas livrarias tem com as editoras, pode promover um efeito cascata na crise, alcançando outros segmentos da cadeia produtiva.

Apesar de algumas publicações especializadas apontarem para uma crise que vem se manifestando há anos, as grandes redes foram responsáveis, no passado pelo fechamento de centenas de pequenas livrarias, pelo fato de que: grandes compradoras que eram, obtinham descontos impossíveis para os pequenos comerciantes, logo o preço final nas grandes redes era absurdamente menor do que as lojas menores conseguiam praticar.

Além disso, um livro exposto na gôndola central de uma grande livraria, custava ao seu autor, R$ 2.000,00 por semana. Isso significa que eles não precisavam vender livros para se manter. Bastava expor.

Segundo a ANL – Associação Nacional de livrarias, as vendas vem caindo ao longo dos anos, devido as opções tecnológicas como os leitores eletrônicos e a própria crise econômica, pois os consumidores tiveram que eleger prioridades mais urgentes do que o livro.

Em abril deste ano, a Laselva abriu falência com uma dívida de R$ 100 milhões. Em setembro, foi a vez da FNAC. As livrarias Cultura e Saraiva, culpam a Amazon, que pratica preços menores. Entretanto, em vez de culpar, poderiam aprender com a Amazon, que tem um modelo de trabalho bem sucedido, que soube evoluir com o mercado consumidor.

Para sobreviver, as lojas do setor terão que se reinventar: o livro eletrônico está em expansão, a relação com as editoras não estava beneficiando nenhum dos lados. Torcemos para que descubram um novo modelo de funcionamento, pois, para desenvolver o intelecto, o indivíduo precisa de livros.

Por Elias Daher

 

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