LONGA BETÂNIA LEVA A CULTURA MARANHENSE AO MUNDO
Depois de aclamada carreira internacional, ‘Betânia’ está disponível nas principais plataformas de streaming
O longa-metragem “Betânia”, primeiro filme de direção do cineasta Marcelo Botta, conquistou festivais em quatro continentes e, finalmente, chegou às telas de casa do público brasileiro.
Produzido pela Salvatore Filmes com coprodução do Canal Brasil e distribuição nacional da O2 Play Filmes, o filme estreou nos cinemas em 8 de maio de 2025 e passou a estar disponível no streaming a partir de 19 de junho do mesmo ano.
Onde assistir
O público já pode alugar ou comprar “Betânia” nas plataformas YouTube Filmes, Google Play, Apple TV e iTunes.
Além dessas opções, o longa também está disponível internacionalmente no Film Movement Plus, acessível via Amazon Channel. Para acompanhar novidades e atualizações sobre o filme, basta seguir o perfil oficial no Instagram @betaniafilme.
LONGA BETÂNIA
Uma história enraizada no Maranhão
A narrativa acompanha Betânia (interpretada por Diana Mattos), uma parteira de 65 anos nascida no isolado povoado de mesmo nome, nos arredores dos Lençóis Maranhenses.
Depois da perda de seu marido, ela busca na família, na comunidade e no som ancestral do Bumba Meu Boi a força necessária para reinventar sua vida.
A história se divide em duas épocas distintas, acompanhando o ritmo natural da cheia e da seca da região.
Um dos aspectos mais marcantes da produção é o seu elenco. Todos os personagens, inclusive os franceses, são interpretados por moradores e moradoras do Maranhão, sendo alguns deles imigrantes que vivem no estado há mais de dez anos.
Portanto, o filme entrega uma autenticidade rara ao cinema brasileiro contemporâneo.
Cultura viva na tela
Além da narrativa humana e sensível, “Betânia” se destaca pela riqueza musical. O longa reúne mais de 60 momentos musicais, entre toadas de Bumba Meu Boi compostas por cantadores do próprio povoado, Reggae Remixes, Incelenças e Tambor de Crioula, entre outros gêneros tradicionais.
Segundo o diretor Marcelo Botta, o Maranhão carrega uma riqueza cultural gigantesca, e o filme é, acima de tudo, uma celebração dessa identidade.
LONGA BETÂNIA
Reconhecimento internacional
Antes de chegar ao streaming, o longa percorreu mais de 20 festivais em 16 países. Sua première mundial aconteceu no renomado 74º Festival de Berlim, onde Botta foi indicado ao prêmio de Melhor Primeiro Longa-Metragem.
Em seguida, o filme passou pelo Festival de Guadalajara (México), Cinélatino de Toulouse (França), Leeds (Inglaterra), Huelva (Espanha), Taiwan, Noruega, Croácia, Uruguai e China, entre outros.
O marco mais expressivo, no entanto, veio na Malásia, onde “Betânia” recebeu o prestigiado New Hope Award no Malaysia International Film Festival.
O prêmio abriu as portas do mercado asiático para o longa, que seguiu sendo exibido em três festivais na Índia e dois na China. Nationalmente, o filme também marcou presença no Festival do Rio, na Mostra de SP e teve sua estreia nacional no 47º Guarnicê Festival de Cinema.
Por que vale assistir
“Betânia” é, antes de tudo, um retrato honesto e poético de uma mulher comum diante de transformações extraordinárias.
Assim como as flores que desabrocham nos Lençóis durante a seca, Betânia e sua família tentam renascer enquanto o mundo ao redor muda.
Trata-se de um filme que conecta tradição e modernidade com rara delicadeza, além de apresentar ao mundo a beleza natural e cultural de um Maranhão pouco explorado nas telas.
LONGA BETÂNIA
Sinopse
Depois de enterrar seu marido, Betânia, 65, busca na comunidade a força para reinventar sua forma de viver no isolado povoado dos Lençóis Maranhenses.
Movida pelo som ancestral do Bumba Meu Boi, Betânia luta para manter o sentido de identidade, enquanto tradição e modernidade colidem. Tal como as flores que insistem em brotar no período mais árido, Betânia e sua família tentam renascer, enquanto o mundo acaba.

