Lucimar Rodrigues – Um ser humano ímpar.

Lucimar Rodrigues

Lucimar Rodrigues – Um ser humano ímpar. Por Mauro Rocha*

Há pessoas e pessoas no mundo e existe Lucimar Rodrigues que é uma dessas pessoas ímpares que cruzam nosso caminho e quando nos damos conta estamos diante de um ser humano de uma delicadeza, de uma alma cheia de luz. Cantora, escritora é para muitos diva…

Começo nossa entrevista já perguntando sobre um pouco de sua vida…

Então… Sou Lucimar Rodrigues, nasci em Brasília, depois de sua inauguração, 1960, servidora pública, estudei e tenho conhecimento de Inglês, francês e Espanhol. Ocupo a cadeira nº 4 da Academia Cruzeirense de Letras e minha patrona é Clarice Lispector. Publiquei, em 2011, o livro “Eu e meus nós”.

Canto nos corais TST/CAPES/INEP e São Francisco, fui aluna da Escola de Música de Brasília – cursos livres de Canto; estou sempre em busca de maiores conhecimentos na área de canto popular, frequento workshops, participo dos eventos culturais da cidade, canto no Clube da Bossa Nova, palco aberto; Projeto Música para Todos, no Feitiço Mineiro, acho que é só isso (risos).

Como foi sua descoberta para a literatura?

Tudo começou na infância, frequentar biblioteca da escola e, mais tarde, o INL, hoje a desativada biblioteca demonstrativa, se tornou um hábito. Eu devorava os livros, era uma leitora contumaz e estava sempre escrevendo meus poemas, meus pequenos textos, fazendo meus desabafos de adolescente.

A igreja também teve um papel muito importante na minha vida. Sou católica, quase “beata”, frequentei grupo jovem, catequese, adorava cantar nas missas e participar de tudo. Assim fui me tornando a adulta que sou, fui me construindo, caleidoscópica, cores e formas, há um tempo em que tudo me encanta e outro em que me recolho e silencio, camaleoa, mas sempre cigarra!

O mergulho a literatura veio com a música?

A música sempre esteve presente na minha vida. Meu pai arranhava o acordeão dele e enchia nossa casa em Taguatinga de melodias e acordes, ele também gostava de ler e nos reunia, quatro filhas, para contar histórias e cantar.

“Nesta rua, nesta rua tem um bosque, que se chama, solidão…” e assim participávamos, sem saber, de um sarau familiar. Penso que daí para escrever meus poemas e querer cantar foi um passo. Até hoje me aventuro pelas artes, acreditando que a arte nos resgata de nós mesmos e nos faz menos ou mais loucos.

  • Mauro Rocha, brasiliense de coração, nasceu em Teresina/PI

Para o Cultura Alternativa.