Mulheres que viajam sozinhas: histórias para conhecer e se inspirar

Mulheres que viajam sozinhas

Mulheres que viajam sozinhas: histórias para conhecer e se inspirar


O hábito de viajar sozinha tem ganhando força entre as mulheres.


Os números mostram que, ao longo dos anos, elas têm optado cada vez mais por se aventurar em viagens sem companhia.

Planejamento, pesquisa e cuidado extra com os documentos são algumas das dicas que toda mulher deve seguir para ter uma viagem bem-sucedida

Cada vez mais o número de mulheres que optam por viajar sozinhas aumenta, no Brasil e no mundo.

Isso acontece porque elas buscam descobrir a sua independência e autonomia, além de terem o desejo de viver grandes experiências, ousar o inesperado, conectar-se ao seu “eu interior’, bem como conhecer e desfrutar de diferentes destinos.

Porém, partir para uma viagem solo nem sempre é uma tarefa fácil para mulheres, o que acaba desencorajando muitas a fazê-lo.

Ainda há muito receio, uma vez que explorar o mundo sozinha pode significar correr riscos, devido à cultura machista disseminada em muitos países do globo.

Mulheres que viajam sozinhas

Para inspirar e incentivar quem deseja embarcar solo, separamos histórias de algumas mulheres com dicas que podem ser o empurrãozinho que faltava para tirar a viagem – seja curta ou longa – do papel.

Assédio e outras violências

A jornalista Kívia Costa, de 33 anos, tem o hábito de viajar sozinha e já conheceu 70 países. Para ela, uma das grandes preocupações da mulher que viaja sozinha é o assédio.

Kívia é uma das diversas viajantes que já sentiu na pele a dificuldade de transitar sozinha pelos lugares. “Sempre tem assédio. Na América Latina é particularmente preocupante, sobretudo no Caribe. No leste e centro da Europa o machismo também é bem forte”, afirma. 

A historiadora da arte, Laís Daflon, de 28 anos, relata que o assédio foi um problema em alguns dos destinos visitados.

“Onde mais senti isso foi em Roma. Havia homens que puxavam assunto ou faziam algum comentário e, se eu ignorasse, continuavam falando e até me seguindo”, afirma a jovem, que já esteve em países como Tailândia, Camboja e Singapura.

“No Peru também ocorria bastante de ouvir cantadas insistentes na rua, mesmo estando em grupo”, completa.

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Por que viajar sozinha?

Para muitas mulheres, tomar a decisão de viajar sozinha é um processo complicado. Mas, para essas três viajantes, a escolha veio da forma mais tranquila possível.

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Dicas para as viajantes solo

Além de escolher um destino que passe segurança, uma boa dica é procurar outras mulheres que já passaram por essa experiência, para conhecer um pouco mais sobre sua vivência.

Se for o caso de não conhecer ninguém pessoalmente, há fóruns digitais destinados para isso.

Existem muitos grupos online para falar sobre o assunto, com dicas de hospedagem, indicações de lugares mais seguros, além de haver mulheres combinando de se encontrar em alguma cidade.

Quando se opta por serviços como o Airbnb, por exemplo, um passo essencial é checar várias vezes as referências e avaliações sobre a hospedagem e o hóspede.

Se a mulher for viajar sozinha pela primeira vez e pretende se hospedar em um hostel, procurar locais que disponibilizem quartos exclusivamente femininos pode ser uma boa ideia. Eles costumam ser um pouco mais caros do que os mistos, mas podem ajudar muito no sentimento de confiança da viajante.

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Seguem outras dicas para viajar sozinha que podem ser bastante úteis:

Bagagem leve: como será preciso monitorar a mala a todo momento, inclusive indo com ela a locais como o banheiro, carregar muito peso pode atrapalhar bastante. Nesse caso, vale considerar levar a boa e velha mochila.

Informação salva: logo ao chegar ao destino, vale checar com o hotel se há pontos da cidade perigosos para andar sozinha. Na rua, priorizar famílias, mulheres e funcionários de lojas e restaurantes ao pedir informação é mais seguro.

Mantenha-se conectada: é essencial ter em mãos contatos de emergência e da embaixada, caso a viagem seja para outro país.

“Não dá pra ser ingênua e é sempre bom estar atenta, mas deixar de viajar por medo definitivamente não é a solução”, afirma Patrícia, que lança mão de aplicativos e grupos digitais, como o ‘Couchsurfing das Minas’, para buscar hospedagem entre mulheres.

“Tem mais gente boa do que ruim no mundo e durante minhas viagens sempre fui muito bem acolhida por todos”, conclui otimista.