Prêmio Nobel de Literatura 2021

Nobel de Literatura - Cultura Alternativa

Nobel de Literatura – Abdulrazak Gurnah, da Tanzânia, é o vencedor


Abdulrazak Gurnah, da Tanzânia, é o vencedor do Nobel de Literatura

Prêmio foi anunciado pela Academia Sueca

O romancista tanzaniano Abdulrazak Gurnah, que vive no Reino Unido, é o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2021. Seu nome foi anunciado hoje (7) pela Academia Sueca. Desde 2012, não era premiado um autor que não fosse europeu ou norte-americano.

O escritor e romancista nasceu em 1948 na ilha de Zanzibar, no Oceano Índico, ao largo da Tanzânia, e se mudou para o Reino Unido na década de 60, como refugiado.

Foi anunciado pela Academia Sueca, nesta quinta-feira, pela “penetração inflexível e compassiva aos efeitos do colonialismo e do destino dos refugiados no abismo entre culturas e continentes”.

Abdulrazak Gurnah, de 73 anos, escreve em inglês e reside atualmente no Reino Unido, sendo os seus livros mais conhecidos Paradise (1994), Desertion (2005), e By the Sea (2001). O escritor é autor de dez livros, foi professor de inglês na Universidade de Kent e membro do júri do Prémio Man Booker, em 2016.

Apesar de sua primeira língua ter sido Suaíli, foi o inglês que se tornou a sua ferramenta literária. Prêmio foi concedido devido ao fato de sua obra estar centrada nos temas relativos aos refugiados.

Nobel de Literatura

Como no ano passado, por conta da covid, o vencedor receberá seu prêmio em seu país de residência.

Em uma recente avaliação feita entre os ganhadores ao longo dos anos, percebeu-se que o Nobel de Literatura é notadamente masculino: apenas 13,7% dos eleitos são mulheres.

Mas há outros fatores ainda que têm contribuído para que prêmio seja cercado de controvérsias.

Em 2017, o marido de uma afiliada foi acusado e depois condenado a dois anos de prisão por abuso sexual, a participação de sua mulher em esquemas de vazamentos de nomes para casas de apostas foi revelada e diversos membros deixaram seus postos na entidade, que foi reformulada.

Em 2019, o então presidente Anders Olsson deu inúmeras entrevistas dizendo que a Academia sabia do seu histórico díspar em relação a gênero e raça, bem como em estar largamente concentrada em autores europeus.

Para então no mês seguinte dar o prêmio a dois escritores europeus, um deles, Peter Handke, um autor austríaco igualmente admirado pelos seus escritos cerebrais e odiado por seu apoio ao genocídio na Bósnia na Guerra da Sérvia.

O escritor e dramaturgo foi alvo de críticas por ter discursado no funeral de Milosevic em 2006, depois que o líder sérvio morreu detido em Haia, enquanto enfrentava julgamento por crimes de guerra.

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS