O ano das “lives”

O ano das “lives”

O ano das “lives”


Numa das entrevistas que fiz este ano, o entrevistado falou: tem “live” saindo do refrigerador a todo momento.


Hoje é domingo. Enquanto estava espreguiçando na cama, a editora do cultura alternativa leu que o Manhattan Connection vai estrear no dia que o Biden tomar posse.

Os programas têm que ser preparados e programados com antecedência. Tem que ter um roteiro. Tem que respeitar o Web espectador.

Eu penso assim, portanto, acho que as “lives” tem perdido muito, pois, se tornaram um modismo.

Ustream Tv

O primeiro canal que tivemos, lembro como se fosse hoje, era da Ustream Tv.

O cineasta, jornalista e músico, Mario Salimon sempre nos elogiou, pois, estávamos à frente de todos com relação ao uso da tecnologia. Pagávamos $100 por mês. Era duro, mas, o dólar estava sob controle. Hoje seria impossível.

Portanto, faz 10 anos ou mais, faz muito tempo, que fazemos “lives”, somos pioneiros.      

O ano das “lives”

Instagram

Começamos a fazer “lives” na pandemia, mais precisamente, em Maio, pelo Instagram.

Quando todos começaram a fazer a mesma coisa, notamos que deveríamos atuar em outra plataforma. Um diferencial à época das nossas “lives”, nesta rede social, era a transmissão com o aparelho na horizontal e desativávamos os comentários.

Na nossa visão uma pessoa em cima da outra era desrespeitoso. Ao colocar o celular na horizontal, a pessoa ficava ao lado da outra e o respeito era total. Muitos comentaram “O celular está na posição errada, coloque na vertical”, poucos entendiam que era só virar o celular na horizontal que nos assistiriam perfeitamente.

Fizemos escola e muitos passaram a transmitir com o celular na horizontal.

Facebook

Estamos escrevendo este artigo no dia 28 de dezembro, o Facebook começou apresentar problemas com relação à utilização da placa de áudio.

O Brasil, o brasileiro, geralmente, é aquele que acompanha o boato. Muitos dizem no nosso país que o Facebook está em decadência. Na nossa visão, o Facebook atua frente a um público diferente do Instagram. Hoje, para quem quer comercializar produtos, o Facebook e o Instagram são fundamentais. Um ajuda o outro.

Portanto, estamos atuando no Facebook com fome e sede de bola.

O ano das “lives”

Roteiro e Estúdio

Para que um programa não fique maçante é fundamental o tempo. É fundamental a interação com o web espectador. É fundamental a iluminação. Enfim, são vários os fatores que estabelecem o sucesso de um programa.

Vejam bem. Nas grandes emissoras de televisão os entrevistados, os âncoras, têm na maquiagem uma melhor aparência na tela da TV. 

Queremos sempre que os entrevistados acessem os estúdios do aplicativo que utilizamos com antecedência de 15 minutos para o início da transmissão ao vivo. Muitos chegam atrasados. Além de chegar atrasados, acham lindo tal atitude. Nós discordamos.

Temos um roteiro definido onde o tempo da resposta é fundamental. Abordamos temas, o primeiro tema é todos se apresentam, o penúltimo todos falam da sua obra e o último todos falam o que desejar.

São três entrevistados, além do editor da TV cultura alternativa, todos emitem opiniões sobre todos os temas. Os temas intermediários, que compõem o meio do programa, são improvisados. Dependem da resposta de cada convidado e por serem pautados na hora, aguçam o conhecimento geral do entrevistado.

Adquirimos também várias redes de internet, redes móveis e fixas, redes cabeadas e óticas, sempre preocupados com a transmissão de áudio e imagem de alta qualidade para nosso web espectador. Outro investimento que fizemos foram as luzes. Temos nos estúdios várias luzes de diversos tamanhos e potências.          

O ano das “lives”

Zoom

O Zoom foi o primeiro investimento de um estúdio profissional. Além de excelente qualidade de som, quando você paga o plano mais popular, você pode ter numa mesma “live“ cerca de 100 pessoas. É o plano ideal para eventos artísticos, como também, aulas virtuais.

Com relação ao outro aplicativo que adquirimos. O zoom peca por não transmitir para várias plataformas virtuais ao mesmo tempo. O outro aplicativo, cujo nome segue abaixo, transmite no plano mais popular, para três plataformas ao mesmo tempo, mas, a qualidade sonora é bem pior do que o zoom.   

Streamyard

O Streamyard, como já dito, transmite para três plataformas ao mesmo tempo. Há uma grande dificuldade para transmitir para o Instagram. Na verdade, no Brasil e no mundo, o Instagram é a plataforma mais popular, mas, tem uma série de restrições.

Ativamos a privacidade em duas etapas. Para usar o Yellow Duck, onde copiamos códigos para transmitir ao vivo para o Instagram é muito difícil. Como temos uma larga atuação no Facebook, transmitimos para página privada do editor com 5.000 seguidores e a página pública do portal cultura alternativa com 14.000.

Portanto, nas entrevistas ao vivo que perfazem quatro pessoas e nos saraus com seis pessoas, este aplicativo, este programa, atende super bem e melhorou muito nossa audiência.

O ano das “lives”

YouTube

O YouTube é a plataforma que suporta a TV cultura alternativa. Nossa TV existe há vários anos, mas, até junho deste ano tinha só 200 inscritos. De junho para cá conseguimos quase 2200 inscritos perfazendo um total de 2400 pessoas que são seguidores do nosso canal. Isso fez com que o YouTube nos mandasse um e-mail parabenizando pela performance neste ano.

Vejam que atuamos para realizar lives, entrevistas, matérias, artigos, em diversas plataformas e essa atuação está numa crescente. Por isso, resolvemos escrever este artigo. Para normatizar as lives e informar que este caminho é muito sério e a utilização banal está muito grande. Óbvio que o brasileiro está adorando transmitir qualquer coisa da sua casa, mas, é preciso que haja cada vez mais amadurecimento.

Um roteiro bem elaborado é fundamental para que não percamos público, pois, sites tradicionais de notícias informaram que a popularidade da live está em absoluta decadência.

Nós estamos atentos e cada vez mais queremos programas com novos roteiros e apelos. Cada vez mais queremos públicos mais atentos e fiéis. E para isso é fundamental profissionalizar não só o Instrumental do seu canal, como também, os âncoras que vão apresentar os programas.          

ANAND RAOAnand Rao

Editor do cultura alternativa