O que fazer em Hiroshima por Andre Trindade.

Um roteiro de dois dias

Hiroshima é muito mais que a triste lembrança da bomba atômica.

A cidade conta com museus modernos e contemporâneos, jardins, boa infraestrutura turística e templos.

Dois dias são suficientes para conhecer muita coisa na cidade.

Ficha:

Distância de Tokyo: 895 Km

Como chegar: Shinkansen Hikari 501 de Tokyo a Shin-Osaka. Então faz a baldeação e pega o Shinkansen Sakura 551 até Hiroshima.

Tempo total de viagem: 05 horas

Onde ficar:

1) Granvia Hiroshima Hotel. Pertence ao grupo JR Rails, um complexo que reúne hotel, estação de trem e shopping center.

Disponibiliza para os hóspedes uma máquina tipo caixa eletrônico que faz câmbio de dólares para Yens.

Site do Hotel ou Site tripadvisor

2) Sheraton Hiroshima hotel. A grande rede tem seu hotel ao lado da estação de trem.

Site do Hotel ou Site tripadvisor

3) Lappy Guest House. Hostel muito simpático e ambiente arejado, banheiros e chuveiros limpos, dispõe de quartos individuais ou compartilhados com boa relação custo-benefício, equipe fala inglês e promovem festas sobre a culinária japonesa. Fica a 05 minutos de táxi da estação de Hiroshima.

Site Hostel ou Site airbnb

Primeiro dia

Pegue o ônibus turístico Loop Bus, em frente ao hotel Granvia e já incluso no seu JR Pass (Leia neste post – O Japão é o país dos trens ). Ele fará várias paradas pela cidade, você pode descer, visitar, pegar de novo, visitar outro local, durante o dia inteiro, tudo incluso no seu passe.

Siga a rota e pronto. São quatorze atrações.

DICA: Deixe o Atomic Bomb dome e o Peace Memorial Park (homenagem aos mortos do ataque nuclear) para o fim do dia. Por fim visite o Shukkeien, um jardim muito bonito e tranquilo criado em 1620 e que foi destruído pela bomba atômica e restaurado totalmente como o original. Relaxe, reflita um pouco sobre o que viu e tome um chá verde no local.

Segundo dia

Ilha de Miyajima

É nesta ilha que fica o santuário flutuante Itsukushima, um complexo de vários templos construídos a partir do ano de 592 e o Grande Toril vermelho sobre o mar, um dos pontos de maior interesse fotográfico do Japão. Além dos templos e do Toril, há várias trilhas milenares para caminhadas, locais de meditação, feira de gastronomia e suvenires e também os tradicionais ryokans para quem deseja pernoitar.

Como chegar: Na estação de Hiroshima pegue um trem para Miyajima-Guchi e de lá mais dez minutos de ferry boat. Trechos já inclusos no seu JR Pass. A última balsa parte de volta para o continente às 22h14.

Ao descer do ferry boat, simpáticos bambis, acho que são veados e cervos, irão recepcioná-lo. Eles convivem com seres humanos desde o século V, quando a ilha passou a ser habitada e há várias pinturas nos templos que registram isso. Cuidado para não devorarem seus mapas e roupas!

A ilha abriga templos Xintoístas e Budistas.

As colheres de arroz fabricadas ali são famosas e lá você vai encontrar a curiosa maior colher de arroz do mundo.

Há um grande pavilhão de madeira inacabado chamado Senjukaku, construído no século XVI, para ser um lugar de descanso dos samurais. Gravuras e entalhes de madeira no teto contam os feitos de bravura, sua arte e relatos de guerra. Anexo ao pavilhão um pagode de cinco andares, tudo adornado por cerejeiras (sakuras).

DICA: fique de olho nas marés, pois é na maré cheia que o grande toril e santuário flutuantes dão a impressão de plainar sobre as águas.

Confira a fotos

By André Trindade.