Passagem aérea doméstica teve alta de 21% no 1º trimestre

Passagem aérea doméstica teve alta de 21% no 1º trimestre - Andrielle Latam - Cultura Alternativa

Passagem aérea doméstica teve alta de 21% no 1º trimestre


Indicadores publicados pela ANAC mostram que alta do combustível de aviação pode ter contribuído para o resultado


O preço médio da tarifa aérea doméstica comercializada no primeiro trimestre deste ano foi de R$ 548,16. O valor foi 21% superior em relação ao valor acumulado nos três primeiros meses de 2019, período pré-pandemia, quando o bilhete foi vendido, em média, por R$ 453,51.

Esses dados fazem parte dos Indicadores de Tarifas Aéreas Domésticas (clique no link para acessar), divulgados nesta sexta-feira, 3 de junho, pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

De acordo com os dados do painel de indicadores, o Distrito Federal foi a Unidade da Federação (UF) com a menor média de preço apurada nos três primeiros deste ano, R$ 460,04, seguido por Amapá, R$ 496,85, e Espírito Santo, R$ 497,39.

Passagem aérea doméstica

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Por outro lado, as maiores médias foram praticadas nos estados de Roraima, R$ 976,24, Acre, R$833,39, e Rondônia, com R$769,47.

De janeiro a março de 2022, o valor médio pago pelo passageiro por quilômetro voado, também conhecido na aviação como yield tarifa aérea médio doméstico real, foi de R$ 0,425, alta de 9,1% frente aos dados computados três anos antes, quando o indicador custava cerca R$ 0,390.

Nesse item, o estado do Ceará apresentou o menor valor do yield, de R$ 0,296. Minas Gerais foi a UF que apresentou o maior valor médio por quilômetro voado, de R$ 0,614.

Os dados do 1º trimestre do ano também mostram que 35,9% dos bilhetes aéreos comercializados custaram menos de R$ 300. Segundo os números do painel, as passagens vendidas por até R$ 500 teve a maior fatia nesse mesmo período, com cerca de 60%. As tarifas acima de R$ 1.000 somaram quase 13% do total.

Passagem aérea doméstica teve alta de 21% no 1º trimestre

Contexto do Transporte Aéreo

Quanto aos indicadores relacionados aos custos mais significativos da indústria, no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2019, houve aumento de 82,7% no preço do combustível de aviação.

A taxa de câmbio do real frente ao dólar teve aumento 38,7% no mesmo período de comparação. Tanto o dólar quanto o querosene de aviação tiveram forte influência nos custos de combustível que representam cerca de 29,3% das despesas dos serviços aéreos.

Mercado internacional

As tarifas médias de ida e volta na classe econômica praticadas no mercado internacional registraram queda na América Central e alta nos demais continentes nos primeiros três meses de 2022 em relação a 2019.

Nos demais continentes, observou-se alta, em média de 6,4%, conforme apontam os Indicadores de Tarifas Aéreas Internacionais (clique no link para acessar).

Os indicadores completos de tarifas aéreas do transporte aéreo brasileiro são atualizados de forma mensal e podem ser consultados no portal da ANAC na internet (clique no link para acessar).

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