Pearl Jam, ouvi e dei um beijo de língua

Pearl Jam

Pearl Jam, ouvi e dei um beijo de língua

 

Vocês pensam que eu ouço groove, rock, ou coisas com estes castiçais. Não. Ouço jazz. Ouço Hermeto Paschoal e Miles Davis.

De repente impulsionado por alguma energia, no You Tube, me deparei com Pearl Jam que eu nunca tinha ouvido falar, me senti um bosta. A música era “Alive”, não parei mais de ouvir, fiquei estranho, meus olhos lacrimejaram, mandei mensagem para dois amigos que me responderam, um com a verve de sempre e o outro com um suave boa tarde. E a tarde não era boa, era demais.

Não tive vontade de beber, o que me preocupou bastante (risos). Só tive vontade de ouvir, e descobrir, que a cada dia estou mais louco em magia, poesia e energia. Viva a mosca que pousou em minha roupa. VIVA.

 

Pearl Jam – O encontro

O encontro foi com “Alive”. Um Groove, como bem disse, o cara do boa tarde, Carlos Dias, cujo o apelido é Jack.

Um rock, como bem diria eu. E Fábio Barros (in memorian) o que diria? Não sei, seu espírito com certeza nesta tarde esta aqui, na verdade, seu espírito mora aqui.

Acho a música do Pearl simples, é mesmo, mas, tem energia e você escuta a letra, identifica as palavras, uma delícia isso você curte a temperança da palavra.

Foi um encontro daqueles, estava escrevendo uma matéria sobre o “Eye Patch Panda” um espaço descolado em Brasília, e de repente, isso. Pôrra, como é bom estar vivo, ser livre, não ter amarras, não estar preso como estes idiotas que pensam que a corrupção é tudo. Idiotas. Estou livre, sou livre e ouço de Pearl Jam a Ravi Shankar, tudo por aqui passa e deixa ondas suas marcas.

Jack, será que esta matéria está sendo informativa? Hein, meu caro jornalista, nota dez em redação. Creio que não. Esta sendo muito mais poética, está sendo energética, e é isso que tem que ser, espero que você leitor esteja sentindo assim. Para alguns deve estar sendo patética, e daí, pateta sou pateta és.

Obviamente que meu espírito hoje está propício a uma música mais pesada que o jazz, são tantas tensões neste país de merda, que fico imaginando-me solto em sonhos e me deparo com uma realidade dolorosa, sem noção e sem capricho.

 

Spotify – Minha playlist

Hoje, com Spotify, Deezer, você encontra tudo e fiz uma playlist que me fez a cabeça. Nela coloco harmonias simples, melodias gostosas, ritmos e alguns arranjos interessantes desta banda que tem no seu cantor e no guitarrista sua força. Porque eu não conhecia o Pearl Jam? Por preconceito. Estupidez pura. Tem muita coisa ruim, mas, muita coisa boa por isso precisamos ouvir tudo. A minha música mesmo é um saco as vezes, de tão elaborada, se torna chata, assim como a do Guinga.

Precisamos soltar as amarras e prosseguir vivos e contemporâneos, evocando e vivendo o passado. Deu para entender? kkkkkkkkkkkkk. Ouça a minha playlist que se chama Cultura Alternativa – Rock e muitos outros músicos vão entrar nela como Yes, Joe Cocker e quem sabe mais o que virá. Eis a playlist.

Pearl Jam – A Letra

Não sei não traduzi, mas, vou buscar saber ou não? Vou é curtir.

 

Spotify – A voz e a Guitarra

O prazer no Pearl Jam foi a voz e a guitarra. Eddie Vedder, o cantor, e Steve Turner, o guitarrista, me enlouqueceram. Vedder tem uma voz com aquela rouquidão sensual que encanta os ouvidos mais abastados. Turner sola com maestria, como dizia Fábio Barros (ine memorian), tem bit. Você nunca deveria ter partido meu amigo.

E vamos em frente, ouvindo sempre, daqui prá frente Pearl Jam. Será que amanhã vou achar que escrevi uma besteira? Sim, não, não, sim. Foda-se. Precisava ouvir algo que casasse com meu espírito, meu momento atual, e Pearl Jam chegou e me pariu.

Viva o universo da música no coração de quem sente e não de quem mente, viva a verdade acima da luz e viva a luz iluminando teu corpo, musa do meu coração, hoje Pearl Jam, uma inquisição.

 

Pearl Jam – Abaixo de brinde “Alive”

Anand Rao

Editor do Cultura Alternativa

www.culturaalternativa.com.br