RIP Lyle Mays meu mentor de harmonia e composição

Lyle Mays pianista. RIP Lyle Mays.

Ontem, recebi a informação pelo meu amigo Raimundo Araújo Júnior, um mestre do violão, da harmonia, através do ouvido absoluto, recebi a notícia do falecimento de Lyle Mays.

Coloquei no meu Instagram e no Instagram do Cultura Alternativa sobre a passagem deste mestre da música informando que iria escrever uma matéria sobre o fato.

Escrevo ouvindo o album Lyle Mays de 1986, entrevistas de Mays, e escrevo este texto.

Como definir Lyle Mays

Um grande harmonicista e compositor.

É assim que sinto sua música.

Creio que a fase em que Mays e Metheny estiveram juntos, a música mundial ganhou em harmonia, composição, criação e magia.

Nesse período não conseguimos definir o estilo da música, uma mescla de várias escolas e gêneros, e venceram 11 grammys.

Creio que é um Jazz absolutamente moderno em harmonias, melodias e ritmos.

Como sentir Lyle Mays

Como quem sente uma flor e um espinho.

Ele trafega pela tensão e resolução e causa tzão na música.

Ouvir Lyle Mays é trafegar pelo interior, por sonhos e pesadelos.

Há a música idiota que você ouve com outras pessoas e conversa.

Há a música que você contempla a si mesmo, medita, se descobre e introjeta sonhos na sua alma.

Isso é o que sinto sobre a música de Lyle Mays.

Um pouco da sua história

Lyle David Mays (27 de novembro de 1953 – 10 de fevereiro de 2020) foi um pianista e compositor de jazz americano mais conhecido como membro do Pat Metheny Group. Metheny e Mays compuseram e arranjaram quase todas as músicas do grupo, pelas quais Mays ganhou onze prêmios Grammy.

Enquanto crescia, Mays tinha quatro interesses principais: xadrez, matemática, arquitetura e música. 

Sua mãe era pianista, seu pai era guitarrista. Ele estudou piano com Rose Barron que permitiu-lhe a oportunidade de praticar improvisação após a conclusão dos elementos estruturados durante as aulas. Aos 9 anos, tocou órgão no casamento de um membro da família e, aos 14, começou a tocar órgão na igreja.

Em um acampamento de verão, ele foi apresentado a importantes artistas de jazz. O álbum de Bill Evans No Montreux Jazz Festival, de Miles Davis, Filles de Kilimanjaro (ambos gravados em 1968) foram influências importantes em sua formação como músico de jazz. Ele se formou na Universidade do Norte do Texas após frequentar a Universidade de Wisconsin-Eau Claire.

Ele compôs e arranjou para o One O’Clock Lab Band e foi o compositor e arranjador do álbum indicado ao Grammy Lab 75. 

Depois de deixar o norte do Texas, Mays fez uma turnê com o grupo de Woody Herman por aproximadamente oito meses. 

Em 1974, ele conheceu Pat Metheny, com quem mais tarde fundou o Grupo Pat Metheny. Mays ganhou onze prêmios Grammy com o Pat Metheny Group e foi indicado para quatro outros por seu próprio trabalho. 

Em uma entrevista à revista JAZZIZ em 2016, Mays revelou sua carreira atual como gerente de software.

Lyle Mays no You Tube

Um tributo a Lyle Mays feito por Michael Lewis

Metheny Group com Lyle Mays em Viena.

Entrevista com Lyle Mays para o Jazz On line.

Piano Heroes com Lyle Mays, Marc Johnson, Bob Sheppard e Mark Walker

RIP Lyle Mays

Queria eu ter uma história na música como a de Lyle Mays.

Ontem falei para meu amigo que depois de anos trabalhando no Senado Federal consegui me aposentar para criar, escrever e encantar o mundo com meu interior.

Quero fazer música e poesia daqui prá frente e te informar, muito, através do Cultura Alternativa.

Escrevi esta matéria com alma e coração e confesso, Mays foi meu professor de harmonia e composição, ele influenciou minha música.

RIP Lyle Mays.

Anand Rao

Editor do Cultura Alternativa

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