Por favor não insista! Em favor da vida!

Se beber não dirija!

Se beber não dirija!

É o pedido do Cultura Alternativa a você leitor, que não dispensa os drinks nas comemorações do final de ano.

E a fiscalização está em cima dos que insistirem que diversão, álcool e direção não são uma mistura perigosa.

Nada contra às bebidas alcoólicas nas comemorações, e sim, tudo a favor da responsabilidade dos condutores, pois os números dos acidentes automobilísticos nas estradas, no Natal.

E entre os principais motivos, motoristas que insistem em pegar no volante após ingerir bebidas alcoólicas. A proposta é mudarmos essa estatística para os festejos do Réveillon, não somente pela fiscalização, mas em favor da vida!

Se beber não dirija!

Sem falar na tristeza que pode significar a perda de um ente querido nessa época do ano, ainda mais por causas plenamente evitáveis, o Cultura Alternativa traz os números dos acidentes no trânsito neste período de festas de final de ano.

Se beber não dirija! Estradas

Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), apontam aumento no número de acidentes em rodovias federais entre agosto e outubro desse ano.

Esse crescimento interrompe uma sequência de quatro anos de queda e, segundo a reportagem, coincide com a suspensão do uso de radares móveis para fiscalização do excesso de velocidade, que foi determinada em 15 de agosto pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro.

As rodovias federais continuam sendo monitoradas por radares fixos.

Se beber não dirija!

Segundo os dados da PRF, entre 16 de agosto e 31 de outubro, foram registrados 14.629 acidentes, uma alta de 7,2% sobre o mesmo período de 2018.

A quantidade de mortos nesse período também aumentou. A reportagem mostra que o número passou de 1.089 para 1.102, um aumento de 1,19%. O volume de feridos também teve alta, de 7,1%, indo de 15.726, em 2018, para 16.843.

As estatísticas mostram também que todos esses índices vinham caindo ano a ano desde 2014, nesse período.

A fiscalização tem se intensificado ao longo dos anos para os motoristas que combinam álcool e direção.

Tanto as ações policiais se tornaram mais frequentes, quanto as leis também ficaram mais severas, e um grande número de condutores têm sido autuados por dirigirem alcoolizados em todo o país.


Se beber não dirija! Operação Lei Seca

A Operação Lei Seca já está mais do que conhecida dos brasileiros, e tem cada vez tornado mais difícil a possibilidade de os condutores flagrados se defenderem.

Sem contar o endurecimento da Lei no 13.546, de 22 de dezembro de 2017, que aumentou a pena para motoristas que cometerem homicídio ou causarem lesões graves ou gravíssimas dirigindo alcoolizados ou sob o efeito de qualquer outra substância psicoativa.

A pena que antes era de detenção, seis meses a dois anos, combinada com a suspensão ou proibição da obtenção de permissão para dirigir, e no caso de homicídio, era aumentada em um terço, teve a questão da culpabilidade alterada, tornando possível que o condutor fique preso, pois a detenção passou a reclusão, mudando o método processual, como são os casos dos demais crimes dolosos, ou seja, quando a pessoa possui a intenção de matar.

Não são apenas os fiscais da PRF e o bafômetro que devem ser temidos por aqueles que insistirem em pegar no volante depois de qualquer dose que seja, mesmo que tenha a felicidade de não causar acidentes, e/ou mortes.

Se beber não dirija! Multa

A caneta dos agentes de trânsito está também bem mais pesada. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) – Lei no 9.503 de 23 de setembro de 1997 – contém cada infração e a penalidade para cada uma dela, as quais podem incidir sobre condutores e proprietários de veículos no Brasil.

Dez anos da Lei Seca

A redução dos óbitos pode estar relacionada às ações de fiscalização após a Lei Seca, que neste ano completou 10 anos de vigência. Além de mudar os hábitos dos brasileiros, a lei trouxe um maior rigor na punição e no bolso de quem a desobedece, com regras mais severas para quem misturar bebida com direção.

Redação Cultura Alternativa

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