Por favor não insista! Em favor da vida!

Se beber não dirija!

Se beber não dirija!

É o pedido do Cultura Alternativa a você leitor, que não dispensa os drinks nas comemorações do final de ano.

E a fiscalização está em cima dos que insistirem que diversão, álcool e direção não são uma mistura perigosa.

Nada contra às bebidas alcoólicas nas comemorações, e sim, tudo a favor da responsabilidade dos condutores, pois os números dos acidentes automobilísticos nas estradas, no Natal, apesar de terem diminuído de 2017 para 2018, ainda são altos, e em sua maioria, devidos à imprudência dos motoristas.

E entre os principais motivos, motoristas que insistem em pegar no volante após ingerir bebidas alcoólicas. A proposta é mudarmos essa estatística para os festejos do Réveillon, não somente pela fiscalização, mas em favor da vida!

Se beber não dirija!

1.166 acidentes foram registrados por todas as rodovias federais no feriado de Natal de 2018.

Sem falar na tristeza que pode significar a perda de um ente querido nessa época do ano, ainda mais por causas plenamente evitáveis, o Cultura Alternativa traz os números dos acidentes no trânsito neste período de festas de final de ano.

Se beber não dirija! Estradas

O balanço, apresentado hoje (26) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), podem significar um avanço, pois são menores dos que os de 2017, mais ainda são altos, 89 mortes e 1.485 feridos nas estradas brasileiras durante o feriadão, contra os 1.352 acidentes do ano passado.

O número de mortes do ano passado foi menor, 79, entretanto, a fiscalização aumentou significativamente desde então, em 2017, a PRF abordou 33.133 pessoas, e em 2018, a ação fiscalizatória abordou 155.600 veículos, e detectou 1.907 casos de motoristas que dirigiam após ingerir bebida alcoólica.

Se beber não dirija!

Quase 60 mil desses motoristas foram submetidos ao bafômetro e, a cada 21 testes, ao menos um motorista estava fora da medida estabelecida, zero álcool no organismo para quem está no volante.

A fiscalização tem se intensificado ao longo dos anos para os motoristas que combinam álcool e direção.

Tanto as ações policiais se tornaram mais frequentes, quanto as leis também ficaram mais severas, e um grande número de condutores têm sido autuados por dirigirem alcoolizados em todo o país.


Se beber não dirija! Operação Lei Seca

A Operação Lei Seca já está mais do que conhecida dos brasileiros, e tem cada vez tornado mais difícil a possibilidade de os condutores flagrados se defenderem.

Sem contar o endurecimento da Lei no 13.546, de 22 de dezembro de 2017, que aumentou a pena para motoristas que cometerem homicídio ou causarem lesões graves ou gravíssimas dirigindo alcoolizados ou sob o efeito de qualquer outra substância psicoativa.

A pena que antes era de detenção, seis meses a dois anos, combinada com a suspensão ou proibição da obtenção de permissão para dirigir, e no caso de homicídio, era aumentada em um terço, teve a questão da culpabilidade alterada, tornando possível que o condutor fique preso, pois a detenção passou a reclusão, mudando o método processual, como são os casos dos demais crimes dolosos, ou seja, quando a pessoa possui a intenção de matar.

Não são apenas os fiscais da PRF e o bafômetro que devem ser temidos por aqueles que insistirem em pegar no volante depois de qualquer dose que seja, mesmo que tenha a felicidade de não causar acidentes, e/ou mortes.

Se beber não dirija! Multa

A caneta dos agentes de trânsito está também bem mais pesada. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) – Lei no 9.503 de 23 de setembro de 1997 – contém cada infração e a penalidade para cada uma dela, as quais podem incidir sobre condutores e proprietários de veículos no Brasil.

A questão da direção sob influência do álcool está no artigo no 165, que prevê, desde 2012, que não há mais quantidade segura da ingestão de bebida para motoristas.

A infração já era gravíssima, mas a penalidade passou a prever multa de até dez vezes o valor dessa infração, ou seja R$ 2.934,70 (dois mil novecentos e trinta e quatro reais e setenta centavos), antes era de cinco vezes o valor da multa da infração gravíssima.

 Também, a suspensão do direito de dirigir por até 12 meses, e a medida administrativa de recolhimento do documento de habilitação, retenção do veículo.

Em caso de reincidência, a multa prevista pode ser aplicada em dobro, a habilitação é cassada, e se o motorista se recusar a fazer o teste do bafômetro, o motorista deve ser detido para se submeter a outro teste ou exame clínico que permita aos agentes de trânsito verificar se houve ou não a influencia de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa.

Redação Cultura Alternativa