Sobre Economia versus saúde: o conflito que não existe

Economia versus saúde - Cultura Alternativa

Economia versus saúde: o conflito que não existe

Quando do início da pandemia, em diversas partes do mundo, alguns líderes políticos levantaram o suposto conflito entre economia versus saúde.

Este conflito surgiu em decorrência da defesa de lockdown por parte das mais diversas autoridades sanitárias no mundo, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde [OMS].

Dentre os diversos conflitos derivados os principais estão: o fato que os lockdowns iriam quebrar as economias, e, o fato de que determinadas profissões não estavam sujeitas as medidas de restrição.

O primeiro argumento possui certa legitimidade, mas também possui limites. Por que é possível afirmar isso? A natureza do capitalismo sempre foi sua adaptabilidade, sua capacidade de se adequar as circunstâncias por mais adversas que fossem.

O empreendedor sempre foi movido pela busca constante de novas soluções para o mercado. Essa estatodependência demonstrada no início da COVID19 causa certo constrangimento, pois parece que a capacidade inovadora está inerte.

Economia versus saúde

É verdade que não irá ser todas as atividades que irão poder ser adaptadas, mas uma boa parte delas. O grande problema é que, em nosso país, desenvolvemos a cultura de formar empregados, não empreendedores. Em cenários desse tipo temos o caos.

O que observamos no transcorrer da COVID19 foi o processo de aceleração do comércio eletrônico e do home office. É essencial que mudemos nossa cultura, que paremos de demonizar o setor produtivo. Empresas geram empregos, empresas pagam impostos.

Se a COVID19 serviu para algo foi para demonstrar que o cenário de destruição de empresas não serve a ninguém. Empresas fechadas significa, destruição de empregos, menos impostos, enfim, menos prosperidade para todos.

O segundo argumento é verdadeiro em sua totalidade: determinadas profissões não estão sujeitas as medidas de restrição. Profissionais da saúde, alimentação, logística, e, segurança, dada sua essencialidade não tem como parar.

Em decorrência deste fato estão mais expostos a riscos que a maioria da população. Óbvio que para cada indivíduo sua atividade é essencial para si, todavia em uma situação excepcional é necessário se fazer escolhas, infelizmente. Houve muitos erros de todos na gestão da crise, mas a politização dela apenas aprofundou e a agravou.

Não existe conflito entre economia e saúde. Mortos não trabalham, portanto não geram riqueza, é simples assim. É duro dizer isso? Sim, é. Mas, necessário.

Mas, a destruição de empregos pode provocar a queda do nível de saúde das pessoas e vir a provocar doenças, isso é um fato. Assim sendo, é essencial que criemos alternativas aos empregos que tenham de ficar fechados, novas possibilidades para as pessoas.

É preciso compreender que apenas a vacinação pode devolver a normalidade para a vida de todos, em todos os aspectos. gerar conflitos desnecessários, não apenas é tolo, mas também beira o criminoso.

Mais do que nunca é fundamental termos apenas um discurso: vacina, vacina, e, vacina. Qualquer argumento fora disso é retórica barata.

Artigo – Sandro Schmitz dos Santos – Analista e Consultor Internacional, Sócio-Diretor da Austral Consultoria [www.austral.cc]

e-mail: sandro.schmitz@austral.cc

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📍 **Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha do Cultura Alternativa. 📍

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