Solitário e Solidário neste Natal

Solidão e Solidariedade

Solitário e Solidário neste Natal

 

Solitários serão muitos neste Natal, como também, solidários. É fundamental a solidariedade para os que vivem em solidão. Muitas vezes os solitários são mais solidários que os que vivem em comunhão, compartilhando a vida com alguém. Estes têm mais tempo. Outras avaliações destacam os que vivem dividindo tetos e vidas como os mais solidários. Nós, queremos mostrar através desta pesquisas encima do tema, desejando a todos, um Feliz Natal e Próspero Ano Novo.

 

 

Solidão – 2018

O BBC Loneliness Experiment mostrou em 2018 que 27% dos participantes com mais de 75 anos sentem solidão com frequência ou muita frequência. É um percentual mais alto do que o registrado em outras pesquisas, mas como se trata de um questionário online, a amostra foi selecionada automaticamente e podem ter sido atraídas mais pessoas que se sentem sozinhas.

Mesmo assim, as diferenças identificadas entre as faixas etárias são impressionantes. Os níveis de solidão mais altos foram registrados, na verdade, entre jovens de 16 a 24 anos, 40% declararam que com frequência ou muita frequência se sentem sozinhos.

Na pesquisa, embora 41% dos participantes tenham dito que a solidão poderia ser positiva, esse percentual cai para 31% entre aqueles que disseram que se sentiam sozinhos com frequência.

 

Solidariedade – Países

Em pesquisas feitas na internet encontramos um levantamento de 2017 com os países mais solidários do mundo:

1° Mianmar (Ásia) – 91% da população doa dinheiro

2° Indonésia (Ásia) – 79% da população doa dinheiro

3° Quênia (África) – 76% da população ajuda estranhos

4° Nova Zelândia (Oceania) – 65% da população doa dinheiro e ajuda estranhos

5° EUA (América do Norte) – 73% da população ajuda estranhos

6° Austrália (Oceania) – 66% da população ajuda estranhos

7° Canadá (América do Norte) – 67% da população ajuda estranhos

8° Irlanda (Europa) – 61% da população ajuda estranhos

9° Emirados Árabes Unidos (Ásia) – 71% da população ajuda estranhos

10° Holanda (Europa) – 64% da população doa dinheiro

 

Solidariedade – Brasil

O Brasil aparece na posição 75 do ranking mundial deste ano. Em 2016, o País saiu de sua pior posição (105°) para a melhor, ficando em 68°.

No último ano, os brasileiros doaram menos dinheiro (de 30% para 21%) e se mantiveram estáveis na ajuda a um estranho (54%).

O único índice a subir foi o de trabalho voluntário (de 18% para 20%), mas este aumento pode ser atribuído ao voluntariado nas Olimpíadas.

Em relação à América do Sul, o Brasil também teve queda (da 4ª para a 6ª posição), ficando atrás de Bolívia (5ª), Colômbia (4ª), Uruguai (3ª), Equador (2ª) e Chile (1ª).

No Brasil, a CAF é representada pelo IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social).

 

Solidão – Caminhos e Descaminhos

Há algumas descobertas surpreendentes. Segundo os psicólogos e pesquisadores da Universidade Brigham Young, em Utah, Julianne Holt-Lunstad e Timothy B. Smith, embora seja equivalente em risco, a solidão e o isolamento social não estão necessariamente ligados.

“O isolamento social é constituído por poucas conexões ou interações sociais, enquanto a solidão envolve a percepção subjetiva do isolamento, com uma discrepância entre o desejado e o nível real de conexão social”.

Segundo a Dra. Holt-Lunstad e colegas, que analisaram 70 estudos que abrangem 3,4 milhões de pessoas, o pico de solidão se encontra em adolescentes e adultos jovens. De acordo com Louise Hawkley, pesquisadora sênior no National Opinion Research Center University, de Chicago, “A intensidade da solidão diminui desde a idade adulta até a meia idade e não se torna intensa novamente até chegar à terceira idade”, explica. 30 por cento dos adultos mais velhos sentem-se solitários com bastante frequência, de acordo com dados do National Social Life, Health and Aging Project.

“Encontramos riscos mais fortes para aqueles com menos de 65 anos do que para aqueles com mais de 65 anos. Os adultos mais velhos não devem ser o único foco dos efeitos da solidão e do isolamento social. Precisamos abordar isso para todas as idades “, disse a Dra. Holt-Lunstad.

Um dado recente sugeriu que a solidão pode ser um sinal pré-clínico para a doença de Alzheimer. Usando informações da Harvard Aging Brain Study sobre 79 adultos cognitivamente normais que vivem em comunidade, Dra. Donovan e colegas encontraram uma ligação entre a pontuação dos participantes em uma avaliação de três questões para definir a solidão e a quantidade de amilóide em seus cérebros. A acumulação de amilóides é considerada um dos principais sinais patológicos da doença de Alzheimer.

Em outro estudo, com adultos de 50 anos ou mais, publicado no início de 2017 na International Journal of Geriatric Psychiatry, Dra. Donovan e co-autores relataram que a solidão estava ligada ao agravamento da função cognitiva ao longo de um período de 12 anos. Os pesquisadores também descobriram que a depressão, mesmo a relativamente leve, teve um efeito maior do que a solidão no risco de declínio cognitivo.

“Atualmente, existem evidências fortes que relacionam maiores sintomas depressivos ao aumento da progressão do comprometimento cognitivo leve e do comprometimento cognitivo leve à demência”, disse a Dra. Donovan e colegas. Eles sugeriram que a solidão, assim como a depressão de baixo grau e mais grave, pode ter efeitos patológicos similares no cérebro.

 

Solidariedade – Mídia

Através do Cultura Alternativa publicamos esta matéria com o intuito de nos solidarizar e melhorar a vida dos solitários e solidários. São dados, opiniões, alertas, que visam te orientar e nó apoiamos o que te deixa feliz. Se é a solidão, seja e esteja só. Se é a comunhão, faça o mesmo. E se é a solidariedade, seja encantado nas suas ações.

 

Anand Rao

Editor do Cultura Alternativa

https://culturaalternativa.com.br/