A música mais tocada nas rádios de Brasília - Cultura Alternativa

Brasileiros ainda ouvem rádio: o som que atravessa gerações

Em um cenário em que múltiplas telas disputam a atenção do público, o áudio permanece como um dos formatos mais presentes no cotidiano nacional.

O Inside Audio 2025, relatório divulgado pela Kantar IBOPE Media, revela que 92% dos brasileiros consumiram rádio, música, streaming ou podcasts nos últimos 30 dias, o que confirma a força do som como companhia diária, fonte de informação e ferramenta estratégica para marcas.

Um pequeno resumo

A permanência do rádio no hábito dos brasileiros

Embora novos formatos ganhem espaço, o rádio continua relevante. O estudo mostra que 79% das principais regiões metropolitanas acompanham transmissões diariamente, com média de 3h47 de escuta entre os ouvintes.

Além disso, a audiência se destaca ainda mais em capitais como Belo Horizonte (87%), Porto Alegre (84%) e Fortaleza (81%), onde o vínculo cultural com o meio fortalece a escuta.

Nesse contexto, o rádio permanece como fonte acessível e confiável. Ele acompanha deslocamentos, organiza rotinas e mantém uma relação afetiva com a voz dos apresentadores, que criam um senso de proximidade valorizado por diferentes gerações.

O avanço do áudio digital e sua integração ao rádio

Enquanto o rádio mantém sua força, o consumo digital cresce rapidamente. Metade dos ouvintes afirmou ter ouvido ou baixado podcasts nos últimos três meses e 60% acessam música por serviços de streaming.

Esses comportamentos ilustram a capacidade do áudio de se adaptar a diferentes plataformas, ampliando o alcance das transmissões tradicionais.

Além disso, mesmo que 70% ainda prefiram o AM/FM, o conteúdo radiofônico se espalha por novos canais.

YouTube (33%), plataformas sob demanda (16%), aplicativos das emissoras (13%) e redes sociais (12%) reforçam a expansão desse ecossistema sonoro, que se diversifica para atender formatos mais flexíveis e experiências de escuta personalizadas.

Publicidade sonora ganha força com criatividade e proximidade

O consumo expressivo de áudio impulsiona o interesse das marcas. O relatório mostra que 56% dos ouvintes gostam dos anúncios sonoros, enquanto 43% já buscaram ou compraram algo depois de ouvir uma campanha.

Esse impacto se deve ao tom próximo e à capacidade do áudio de acompanhar atividades diárias, o que aumenta a absorção da mensagem.

Humor, leveza e narrativas criativas aparecem entre os elementos que ampliam a atenção do público. Além disso, a confiança nos locutores contribui para reforçar a identificação e a lembrança das campanhas, favorecendo a construção de vínculos com marcas que apostam no formato.

A dimensão emocional do som no cotidiano brasileiro

O Inside Audio 2025 também destaca o forte conteúdo afetivo do áudio. Entre os ouvintes, 60% associam o rádio à informação, 54% à emoção, 36% à diversão e 29% ao companheirismo.

Esses dados reforçam a ideia de que o som ultrapassa a função de transmitir notícias e músicas e se transforma em um elemento de companhia, capaz de criar atmosfera, resgatar memórias e influenciar o humor.

Como lembra Adriana Favaro, vice-presidente de Negócios da Kantar IBOPE Media, o áudio acompanha a rotina de forma intensa e espontânea, oferecendo experiências imersivas que conectam marcas e pessoas em momentos diversos. Essa presença contínua demonstra o valor do formato em um ambiente midiático cada vez mais disperso.

Um formato que se reinventa e amplia sua relevância

Nesse panorama, a evolução do áudio mostra um caminho de integração entre tradição e inovação. Do AM/FM aos podcasts e às plataformas de streaming, passando por vídeos e redes sociais, o som mantém vitalidade e entrega múltiplas possibilidades de contato com o público.

Essa versatilidade explica por que, mesmo com tantas transformações tecnológicas, o rádio e os demais formatos sonoros seguem como meios de grande alcance e forte impacto emocional.

Em suma, o Inside Audio 2025 revela que o áudio se firmou como parte essencial da vida dos brasileiros. Ele continua presente nas rotinas, atravessa gerações e se reinventa constantemente para se manter conectado ao público em todas as plataformas.

Por Agnes Adusumilli

REDAÇÃO SITE CULTURA ALTERNATIVA