O consumo no Dia dos Pais 2026 deve movimentar R$ 8,52 bilhões no varejo brasileiro, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC.
O resultado representa crescimento real de 2,9% em comparação com 2025, já descontada a inflação.
Celebrado em 9 de agosto, o Dia dos Pais aparece como a quarta data comemorativa mais importante para o comércio nacional. Caso a estimativa se confirme, o varejo alcançará o melhor faturamento da ocasião em 12 anos.
Emprego e renda estimulam as vendas
A melhora do mercado de trabalho ajuda a explicar o avanço esperado. A taxa de desemprego ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, o menor nível para o período desde 2012.
Além disso, a massa real de rendimentos cresceu 5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Na prática, mais pessoas ocupadas e com renda disponível tendem a favorecer as compras, mesmo diante de um ambiente econômico ainda marcado por juros elevados.
No entanto, o crescimento não ocorre de forma uniforme. Muitas famílias continuam priorizando despesas básicas e procurando presentes que caibam no orçamento.
Consumo no Dia dos Pais
Roupas, perfumes e eletrônicos lideram
As lojas de vestuário devem concentrar a maior parte do faturamento, com previsão de R$ 3,34 bilhões em vendas.
Em seguida, aparecem os segmentos de perfumaria e cosméticos, com R$ 1,72 bilhão, e de utilidades domésticas e eletroeletrônicos, com R$ 1,31 bilhão.
Juntos, esses três setores devem responder por aproximadamente 83% das vendas relacionadas à data. Dessa forma, roupas, calçados, perfumes, produtos de cuidado pessoal e aparelhos eletrônicos permanecem entre as escolhas mais frequentes.
Por outro lado, o consumidor tende a pesquisar preços e comparar condições de pagamento antes de concluir a compra.
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Presentes estão mais caros em 2026
A cesta de produtos associados ao Dia dos Pais acumula alta média de 5,8%, percentual superior à projeção de 5% do IPCA-15 considerada pela CNC.
Entre os itens que mais encareceram estão os computadores, com alta de 11,9%, e os perfumes, com aumento de 9,8%. Entretanto, alguns produtos ficaram mais baratos, como aparelhos de som, televisores e bebidas alcoólicas.
Nesse cenário, promoções, descontos à vista e programas de fidelidade podem influenciar a escolha do presente. Ainda assim, parcelamentos longos exigem atenção, sobretudo quando incluem juros.
Consumo no Dia dos Pais
Endividamento limita uma expansão maior
Apesar das perspectivas positivas, o endividamento permanece como obstáculo. A CNC aponta que 81,64% das famílias brasileiras possuem dívidas a vencer, como cartão de crédito, cheque especial ou financiamentos.
Além disso, 29,9% dos lares têm contas em atraso. Portanto, embora o comércio espere crescimento, parte dos consumidores deve optar por lembranças mais simples, experiências em família ou presentes feitos de maneira personalizada.
A comemoração não precisa comprometer o orçamento doméstico. Definir previamente quanto gastar, pesquisar preços e evitar compras por impulso são medidas que ajudam a conciliar afeto e responsabilidade financeira.
Data deve gerar vagas temporárias
O Dia dos Pais também deve criar cerca de 12,07 mil vagas temporárias no varejo. A maior concentração ocorrerá em supermercados, lojas de eletroeletrônicos e estabelecimentos de vestuário.
A previsão de efetivação chega a 14,8%. Embora o número de contratações seja 1,9% menor do que o registrado em 2025, a data continua relevante para trabalhadores que buscam uma oportunidade de ingresso ou retorno ao mercado.
Assim, o consumo no Dia dos Pais 2026 revela um cenário de recuperação moderada. O emprego e a renda favorecem as vendas, porém os juros, o crédito caro e o endividamento ainda determinam escolhas mais cautelosas.
REDAÇÃO SITE CULTURA ALTERNATIVA
Fonte: Portal do Comércio – CNC
Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, CNC: projeção para o Dia dos Pais de 2026, publicada em 4 de agosto de 2026.


