A 24ª Festa Literária Internacional de Paraty reafirma a cidade como um dos destinos culturais mais importantes do Brasil.
Neste ano, a Flip, organizada pelo Instituto Move Cultura, volta a reunir leitores, autores, pesquisadores e artistas em uma programação que combina debates, performances e ações formativas.
O evento acontece de 22 a 26 de julho de 2026, no seu tradicional período de inverno.
Além disso, o evento mantém a proposta de ocupar Paraty de forma integrada, espalhando atividades por diferentes espaços urbanos.
Todas as informações oficiais estão disponíveis no site da Flip, que funciona como referência segura para acompanhar a programação atualizada.
A Festa Literária Internacional de Paraty tem como curadora literária nesta 24ª edição a crítica e editora Rita Palmeira, que possui uma longa trajetória na mediação de debates históricos do festival.
A importância da Flip no cenário literário brasileiro
Desde 2003, a Flip transforma Paraty em um grande palco literário. Ao longo dos anos, o festival consolidou uma curadoria que incentiva novas leituras, revela autorias diversas e atualiza o diálogo entre literatura e sociedade.
Desse modo, a festa não se limita à apresentação de livros, pois também promove reflexões sobre memória, identidade, política, territórios e linguagens artísticas.
A Flip se destaca por articular tradição e renovação. Enquanto preserva o formato das mesas literárias, em que escritores nacionais e internacionais conversam sobre suas obras, o evento amplia constantemente suas frentes de atuação.
Assim, a programação se estende para iniciativas educativas, intervenções artísticas, circuitos paralelos e ações voltadas à comunidade local.

Curadoria, programação e experiências do público
A cada edição, a curadoria propõe um recorte temático que orienta as conversas a partir de uma figura histórica das nossas letras.
Na 24ª Flip, a grande homenageada é a poeta paulista Orides Fontela, cuja obra intensa e filosófica serve de fio condutor para as discussões.
Os debates reforçam questões ligadas à criação literária, aos atravessamentos entre histórias individuais e coletivas e aos desafios contemporâneos.
Consequentemente, o público encontra mesas que discutem identidade, futuro, diversidade e formas de narrar o mundo.
A programação de 2026 conta com nomes de peso do cenário nacional e internacional, incluindo a aclamada escritora britânica Zadie Smith, a ministra do STF Cármen Lúcia, o médico e escritor Drauzio Varella, além de grandes romancistas como Milton Hatoum e o líbio Hisham Matar.
Entre as atividades, destacam-se:
- Encontros com autores e autoras de diferentes gerações.
- Lançamentos de livros e sessões de autógrafos.
- Performances, shows e apresentações que dialogam com a palavra.
- Oficinas e ações formativas voltadas a professores, estudantes e mediadores de leitura.
- Programações paralelas que envolvem instituições culturais, livrarias, cafés e espaços independentes.
Assim, a experiência do visitante não se restringe ao programa oficial. Pelo contrário, a cidade inteira acaba ganhando uma agenda estendida, o que estimula descobertas ao longo do dia e da noite.
Paraty como cenário e personagem da festa
A cidade de Paraty participa ativamente da identidade da Flip. Suas ruas de pedra, a arquitetura colonial preservada e a proximidade com o mar criam um ambiente que favorece a circulação entre eventos, livrarias e pontos turísticos.
Ao mesmo tempo, a presença de moradores, comerciantes e iniciativas culturais locais fortalece o vínculo entre festa e território.
Muitos visitantes aproveitam a ocasião para conhecer melhor a história de Paraty, seus circuitos históricos e seus atrativos naturais. Dessa forma, a viagem literária se combina com o turismo cultural, algo que torna a experiência ainda mais marcante.
Flip – Festa Literária de Paraty
Ações educativas, Flipinha e impacto social
Outro eixo fundamental da Flip é o trabalho educativo.
A Flipinha, dedicada a crianças e jovens, oferece contações de histórias, encontros com autores, oficinas de criação e atividades desenvolvidas em parceria com escolas e projetos de leitura. Assim, o festival contribui para a formação de novos leitores e para a valorização do livro no cotidiano.
Além da Flipinha, outras iniciativas aproximam a programação dos moradores e de grupos que, em muitos contextos, têm acesso limitado a eventos culturais.
Por isso, a festa reforça não apenas a visibilidade da literatura, mas também o papel da cultura como ferramenta de inclusão.
Conclusão: por que a 24ª Flip merece atenção
Em resumo, a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty confirma a força da literatura como espaço de encontro, debate e sensibilidade.
A combinação entre uma curadoria consistente comandada por Rita Palmeira, a homenagem a Orides Fontela, a diversidade de vozes nacionais e internacionais, as ações educativas e a participação ativa da cidade faz da Flip um dos eventos literários mais relevantes do Brasil.
Por fim, para quem deseja planejar uma viagem que una livros, história, natureza e convivência, acompanhar a Flip de 22 a 26 de julho continua sendo uma escolha especialmente interessante.

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