O Dia Nacional da Vacinação, celebrado em 17 de outubro, chama a atenção para uma das medidas mais eficientes de prevenção de doenças.
Este ano, o Brasil tem motivos para reconhecer avanços na recuperação das coberturas vacinais. Entretanto, ainda enfrenta desafios para garantir que crianças, adultos e idosos recebam todas as doses recomendadas.
A circulação de doenças como o sarampo em diferentes países reforça a necessidade de manter a imunização atualizada.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas essenciais salvaram pelo menos 154 milhões de vidas entre 1974 e 2024. O resultado demonstra como a vacinação transforma a saúde pública e contribui para aumentar a expectativa de vida.
Brasil recupera a cobertura vacinal, mas ainda existem desafios
Depois de anos de redução na vacinação infantil, o país apresenta sinais de recuperação.
De acordo com o Ministério da Saúde, a cobertura da primeira dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, alcançou 93,10% em 2025.
Apesar da melhora, o percentual permanece abaixo da meta de 95%. Além disso, existem diferenças importantes entre os estados brasileiros.
Cobertura da primeira dose da tríplice viral em 2025

Fonte: Ministério da Saúde, dados de 2025 divulgados em 2026.
Portanto, ampliar o acesso aos postos de saúde, combater informações falsas e localizar pessoas com doses atrasadas continuam entre as prioridades da saúde pública.
O sarampo voltou a preocupar as autoridades sanitárias
O crescimento dos casos de sarampo nas Américas exige atenção. Embora o Brasil tenha interrompido a circulação endêmica da doença, a entrada de casos importados representa um risco.
Entre 2023 e 2025, o país confirmou 43 casos, sem registro de mortes nesse período, segundo o Ministério da Saúde.
Consequentemente, manter as duas doses previstas na infância e atualizar a situação vacinal de outras faixas etárias ajuda a prevenir novos surtos.
Quais vacinas devem estar em dia em 2026?
O Calendário Nacional de Vacinação contempla diferentes fases da vida. Por isso, não basta verificar somente as vacinas recebidas durante a infância.
- Crianças: proteção contra poliomielite, sarampo, tuberculose, hepatites e outras doenças, conforme idade e histórico.
- Adolescentes: atenção especial à vacinação contra HPV, meningites e à atualização de doses pendentes.
- Adultos: avaliação da proteção contra tétano, difteria, hepatite B, sarampo e febre amarela.
- Idosos: vacinas indicadas para influenza, covid-19 e outras doenças, conforme idade e condições de saúde.
- Gestantes: imunizações específicas que protegem a mãe e o bebê, de acordo com o calendário vigente.
As recomendações variam conforme a idade, o histórico vacinal e eventuais condições clínicas. Dessa forma, o acompanhamento na Unidade Básica de Saúde é importante.
Vacinação contra a poliomielite tem novidade em 2026
Uma das mudanças recentes envolve a prevenção da paralisia infantil.
Desde 3 de agosto de 2026, o Ministério da Saúde incluiu o segundo reforço da vacina inativada contra a poliomielite (VIP), aos quatro anos de idade.
Assim, a medida amplia a proteção infantil e complementa o esquema que utiliza exclusivamente a vacina injetável desde 2024.
Dia Nacional da Vacinação
Como consultar e atualizar a carteira de vacinação?
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente as vacinas previstas no calendário nacional para os respectivos públicos.
Para verificar a situação vacinal, o cidadão pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com documento de identificação e, preferencialmente, a caderneta de vacinação.
Entretanto, quem perdeu o documento também pode receber atendimento. A ausência da carteira não impede a aplicação das vacinas indicadas, conforme avaliação dos profissionais de saúde.
Além disso, o aplicativo Meu SUS Digital oferece recursos para acompanhar registros de imunização.
Dia Nacional da Vacinação reforça a responsabilidade coletiva
Mais de cinco décadas depois da criação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em 1973, o Brasil mantém uma importante estrutura pública de imunização.
Contudo, a recuperação dos indicadores não significa que os desafios terminaram. Desigualdades regionais, dificuldades de acesso e desinformação continuam exigindo atenção.
O Dia Nacional da Vacinação representa, portanto, uma oportunidade para transformar informação em atitude.
Conferir a caderneta, esclarecer dúvidas com profissionais de saúde e completar as doses recomendadas são medidas que beneficiam toda a sociedade.
Agnes ADUSUMILLI
REDAÇÃO SITE CULTURA ALTERNATIVA

