Desemprego no Brasil cai - Cultura Alternativa

Desemprego no Brasil cai para 5,4%, aponta PNAD

Desemprego no Brasil cai para 5,4%, aponta PNAD

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Desemprego no Brasil registrou taxa de 5,4% no trimestre móvel de novembro de 2025 a janeiro de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada pelo IBGE em 5 de março de 2026. O índice manteve estabilidade em relação ao trimestre anterior e mostrou queda significativa na comparação com o mesmo período do ano passado, consolidando uma tendência recente de melhora no mercado de trabalho brasileiro.

O relatório integra o conjunto de Indicadores IBGE que analisam o comportamento do emprego, da renda e da força de trabalho no país. A pesquisa acompanha milhões de domicílios brasileiros e apresenta um panorama consistente sobre a evolução do trabalho e da renda no território nacional.

Inicialmente, o levantamento mostrou que o país registrou cerca de 5,9 milhões de pessoas desocupadas. Esse número permaneceu estável frente ao trimestre anterior. Contudo, a comparação anual revelou queda expressiva no desemprego, com redução de 17,1% no contingente de desocupados, o que representa cerca de 1,2 milhão de brasileiros que deixaram a condição de desemprego no período analisado.

Mercado de trabalho mostra estabilidade e crescimento

O estudo também mostrou que o contingente de pessoas ocupadas alcançou aproximadamente 102,7 milhões no trimestre analisado. O indicador manteve estabilidade em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Além disso, a comparação com o mesmo período do ano anterior revelou crescimento relevante no emprego. O país adicionou cerca de 1,68 milhão de trabalhadores ocupados, reforçando a trajetória de recuperação gradual do mercado de trabalho brasileiro.

Em seguida, o IBGE registrou nível de ocupação de 58,7% da população em idade de trabalhar. Esse indicador permaneceu estável em relação ao trimestre anterior. Paralelamente, a comparação anual indicou crescimento de 0,5 ponto percentual, sinalizando ampliação da participação da população no mercado de trabalho.

Carteira assinada cresce e renda média aumenta

Entre as categorias de emprego, o levantamento destacou o avanço do trabalho formal no setor privado. O país contabilizou cerca de 39,4 milhões de empregados com carteira assinada, número superior ao registrado no mesmo trimestre do ano anterior.

Adicionalmente, esse grupo apresentou expansão anual de 2,1%, o que corresponde a aproximadamente 800 mil novos trabalhadores formais no país.

Posteriormente, os dados revelaram crescimento no grupo de trabalhadores por conta própria, que alcançou cerca de 26,2 milhões de pessoas. Esse contingente registrou aumento anual de 3,7%, indicando fortalecimento do trabalho independente e do empreendedorismo individual.

Ao mesmo tempo, o rendimento médio mensal real dos trabalhadores atingiu R$ 3.652 no período analisado. O valor apresentou crescimento de 2,8% em relação ao trimestre anterior e aumento de 5,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Subutilização do trabalho também recua

Outro indicador relevante analisado pela PNAD Contínua envolve a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que reúne desempregados, subocupados e pessoas com potencial de inserção no mercado.

Nesse contexto, o indicador alcançou 13,8% no trimestre móvel de novembro de 2025 a janeiro de 2026. O resultado manteve estabilidade frente ao trimestre anterior.

Ainda assim, a comparação com o mesmo período de 2025 revelou queda de 1,8 ponto percentual, indicando melhora nas condições gerais de utilização da força de trabalho no país.

Ademais, o levantamento contabilizou cerca de 15,7 milhões de pessoas em situação de subutilização da força de trabalho. O país registrou estabilidade em relação ao trimestre anterior.

Por consequência, a comparação anual mostrou redução de aproximadamente 2 milhões de pessoas nessa condição, evidenciando avanço gradual na absorção de trabalhadores pela economia brasileira.

Perspectivas para o mercado de trabalho brasileiro

Os dados mais recentes da PNAD Contínua indicam um cenário de estabilidade com tendência de melhora no mercado de trabalho brasileiro. A redução do desemprego, o crescimento da renda média e o aumento do emprego formal apontam para um ambiente econômico mais favorável à geração de trabalho.

Por outro lado, analistas continuam atentos aos desafios estruturais do mercado laboral. A presença de trabalho informal, o crescimento do emprego por conta própria e a existência de milhões de trabalhadores subutilizados revelam fragilidades persistentes no sistema produtivo nacional.

Finalmente, especialistas destacam que o comportamento da economia nos próximos meses dependerá de fatores como crescimento do PIB, investimentos e estabilidade macroeconômica. Esses elementos influenciarão diretamente a capacidade do país de ampliar a geração de empregos e consolidar a recuperação do mercado de trabalho.

Anand Rao
Editor Chefe
Cultura Alternativa