Compras online

Compras online no Brasil

As compras online no Brasil já fazem parte da rotina de milhões de consumidores.

Segundo o estudo E-consumidor 2027, 34% dos entrevistados compram pela internet mais de 20 vezes por ano. Além disso, 58% preferem realizar as compras pelo celular.

Nuvemshop e Opinion Box divulgaram o levantamento em outubro de 2026. Embora o estudo antecipe tendências para 2027, seus dados ajudam a compreender uma transformação que já está em curso: o consumidor brasileiro compra com mais frequência, compara diferentes canais e valoriza não apenas o preço, mas também conveniência, frete e confiança.

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O crescimento do comércio eletrônico não ocorre isoladamente. Dados do IBGE mostram que, em 2025, 52,7% dos usuários brasileiros de internet utilizaram a rede para comprar ou encomendar produtos e serviços.

Além disso, levantamento da CNDL e do SPC Brasil apontou que 71% dos consumidores digitais realizam compras online pelo menos uma vez por mês.

Portanto, o e-commerce deixou de depender apenas de datas promocionais. Na prática, pedir alimentos, roupas, livros, eletrônicos ou serviços pela internet tornou-se um hábito recorrente para parte expressiva dos consumidores.

Compras online

A preferência de 58% dos entrevistados pelo smartphone ajuda a explicar essa mudança. Segundo o IBGE, 98,7% das pessoas que utilizaram internet em 2025 acessaram a rede pelo celular.

Dessa forma, o consumidor pode descobrir um produto nas redes sociais, pesquisar preços, consultar avaliações, pagar e acompanhar a entrega no mesmo aparelho.

Ao mesmo tempo, essa facilidade aumenta a responsabilidade das empresas. Sites lentos, formulários extensos e processos de pagamento complicados podem interromper a compra.

Por isso, a experiência móvel deixou de ser apenas uma questão tecnológica e passou a influenciar diretamente a decisão do consumidor.

Um dos resultados mais relevantes do E-consumidor 2027 aparece na entrega. Para 44% dos entrevistados, frete grátis ou com valor reduzido representa o fator mais decisivo para a compra online. Já o preço mais baixo foi citado por 40%.

Nesse contexto, o consumidor parece observar cada vez mais o custo total da compra. Ou seja, um produto anunciado por um preço atraente pode perder vantagem quando o valor da entrega aparece somente na etapa final.

Consequentemente, logística e política de frete passaram a integrar a própria estratégia comercial das lojas virtuais.

Compras online

O levantamento também revela maior equilíbrio entre os canais de venda. Entre os entrevistados, 33% disseram preferir lojas virtuais próprias, enquanto 31% escolheram marketplaces.

A diferença é pequena e, portanto, não significa que as grandes plataformas perderam protagonismo. Pelo contrário, quando produto, preço e prazo são iguais, os marketplaces ainda apresentam vantagem.

Por outro lado, as lojas próprias podem ganhar espaço quando oferecem bom atendimento, vantagens exclusivas e relacionamento direto com o cliente.

Apesar da conveniência, segurança permanece como um dos principais desafios das compras pela internet.

Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil indicou que 19% dos consumidores haviam sido vítimas de algum tipo de fraude online no período analisado.

Por isso, antes de comprar, vale verificar a reputação da loja, conferir o endereço eletrônico, desconfiar de preços muito abaixo do mercado e evitar links enviados por fontes desconhecidas.

O avanço das compras online mostra, portanto, um consumidor mais conectado e também mais exigente. O celular facilita o acesso, mas não garante sozinho a venda.

No ambiente digital, frete, experiência de navegação, segurança e confiança podem ser tão importantes quanto o preço.

REDAÇÃO SITE CULTURA ALTERNATIVA

Fontes

E-consumidor 2027, Nuvemshop e Opinion Box, divulgado em outubro de 2026.

IBGE, PNAD Contínua TIC 2025.

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