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Brasileiros estão bebendo menos?

Brasileiros estão bebendo menos? Novo estudo aponta mudança de comportamento entre os jovens

O consumo de bebidas alcoólicas no Brasil passa por uma transformação silenciosa.

Dados divulgados em 2025 mostram que o número de brasileiros que não consomem bebidas alcoólicas aumentou significativamente nos últimos anos.

Ao mesmo tempo, a pesquisa revela um cenário que exige atenção. Embora o consumo geral tenha diminuído, milhões de pessoas ainda mantêm padrões considerados abusivos, o que continua gerando impactos importantes na saúde pública.

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Mais brasileiros estão deixando de beber

O percentual de pessoas que declararam não consumir álcool passou de 55% em 2023 para 64% em 2025. A mudança aparece em diferentes grupos sociais e regiões do país.

Além disso, a frequência de consumo também caiu. O grupo que costumava beber semanalmente ou a cada quinze dias registrou redução de seis pontos percentuais no período analisado.

De acordo com os pesquisadores, os dados indicam uma possível mudança de comportamento da população brasileira em relação ao álcool, especialmente entre as gerações mais jovens.

Jovens lideram a mudança

O dado mais expressivo do estudo envolve os brasileiros de 18 a 24 anos.

Nessa faixa etária, a proporção de pessoas que afirmam não beber aumentou de 46% para 64% entre 2023 e 2025. Paralelamente, o consumo abusivo caiu de 23% para 13%.

Especialistas apontam diversos fatores para essa tendência, como maior preocupação com saúde física e mental, crescimento de hábitos ligados ao bem-estar, influência das redes sociais e maior acesso à informação sobre os riscos associados ao álcool.

Além disso, a busca por qualidade de vida tem ganhado espaço entre os jovens adultos, que cada vez mais valorizam atividades relacionadas à prática esportiva, alimentação equilibrada e autocuidado.

O consumo abusivo continua preocupando

Apesar da redução observada no consumo geral, o padrão de uso abusivo ainda representa um desafio importante.

Entre os brasileiros com 15 anos ou mais, 20,9% praticaram o chamado Beber Pesado Episódico (BPE), índice superior à média mundial. Entre os homens, a taxa chegou a 29,8%, enquanto entre as mulheres foi de 11,8%.

Outro dado chama atenção: mesmo entre consumidores considerados abusivos, 82% acreditam beber de forma moderada. Apenas 9% reconhecem que consomem álcool em excesso e que precisam mudar seus hábitos.

Isso demonstra que a percepção de risco ainda é baixa, dificultando ações de prevenção e conscientização.

Impactos na saúde continuam elevados

Os efeitos do álcool na saúde permanecem expressivos. O álcool esteve associado a 91.927 mortes no Brasil em 2019, representando 6,7% de todos os óbitos registrados naquele ano.

Além disso, o consumo de álcool respondeu por 7,9% da carga de doenças no país, considerando anos de vida perdidos por morte prematura ou incapacidade.

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Uma mudança cultural em andamento

Os dados sugerem que o Brasil pode estar vivendo uma nova fase em sua relação com o álcool. O aumento da abstenção, especialmente entre jovens e pessoas com maior escolaridade, indica uma tendência alinhada aos movimentos globais de promoção da saúde e do bem-estar.

Por outro lado, os números relacionados ao consumo abusivo e aos impactos na saúde mostram que ainda há desafios importantes pela frente. Portanto, além de celebrar a redução do consumo, torna-se fundamental ampliar a educação sobre os riscos associados ao álcool e estimular escolhas mais conscientes.

Fontes

  • Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) – Álcool e a Saúde dos Brasileiros 2025
  • Ipsos Brasil – Pesquisa Nacional sobre Consumo de Álcool 2025
  • Organização Mundial da Saúde (OMS) – Global Status Report on Alcohol and Health 2024
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública / UNIFESP – LENAD III (2025)

Por Agnes Adusumilli – Site Cultura Alternativa

REDAÇÃO SITE CULTURA ALTERNATIVA

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