Quando O Trabalho Passa Dos Limites

Síndrome de Bournout

Síndrome de Burnout dispara com Covid-19: Mais de 70% dos profissionais em TI estão esgotados

Pesquisa com usuários verificados da plataforma Blind mostra que esse índice aumentou 12% em relação a mesma pesquisa realizada antes da pandemia

Você está enfrentando desgaste na sua empresa? Qual é a principal causa de desgaste dos funcionários no seu local de trabalho atual?

Essas perguntas nortearam a pesquisa The State of Burnout (O estado do Burnout) da plataforma Blind sobre a saúde-mental dos colaboradores anônimos das organizações.

Leia artigo completo no site CIO

Síndrome de Burnout

Síndrome de burnout, pressão excessiva no trabalho pode levar à síndrome

Conviver com um problema psiquiátrico exige muita força de vontade e, sobretudo, pleno apoio de amigos, familiares e dos chefes, colegas de trabalho.

Muitas pessoas não sabem, mas quando elas trocam a vida por inúmeros compromissos profissionais correm mais risco de desenvolver ansiedade, estresse, depressão, pânico e até a chamada Síndrome de Bournout.

Segundo uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA), ocupamos o segundo lugar no ranking de países mais estressado, ficando atrás apenas do Japão.

Cerca de 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com o problema, que pode levar ao esgotamento da mente e do corpo e fazer com que a pessoa seja tomada por uma espécie de blackout, uma sensação de extremo cansaço.

Síndrome de Burnout

Em artigo publicado no New York Times, a diretora do Facebook, Sheryl Sandberg, e o professor de administração da Universidade da Pensilvânia, Adam Grant, relataram que, de modo geral, são as mulheres as que mais sofrem com esse distúrbio, uma vez que elas abraçam também as tarefas domésticas e o cuidado com os filhos ao mesmo tempo que precisam lidar com as questões do trabalho.

O levantamento também expôs que enfermeiros, psicólogos, policiais, bombeiros, carcereiros, oficiais de Justiça, assistentes sociais, atendentes de telemarketing, bancários, advogados, motoristas de transporte público, executivos e jornalistas formam um grupo com possibilidades maiores de desenvolver a patologia.

Estamos falando de um mal generalizado em boa parte do mundo contemporâneo. no qual sequer temos boas noites de sono.

O brasileiro dorme menos do que as 8 horas recomendadas pelos especialistas.

Isso sem falar da parcela da população que sofre com distúrbios do sono (os mais comuns: síndrome das pernas inquietas, jet lag, narcolepsia, terror noturno, sonambulismo, apneia obstrutiva do sono e insônia), que acometem 36,5% das pessoas.

Diariamente atendo pacientes que relatam ter chegado ao seu limite.

O problema é que a maioria das pessoas só começa a pensar nisso quando a estafa bate à porta.

Como mostram os relatos divulgados em Reasons why exhaustion and burnout are so common (BBC) são poucos os que escapam da pressão extrema e não correm o risco de terem sua saúde por “um fio”.

Síndrome de Burnout

As recomendações começam sempre pelo ato “simples” de reservar pelo menos 30 minutos do dia para si.

Tempo para se observar, reconhecer, admitir e ponderar sobre os limites do seu corpo e de sua mente, além de praticar exercícios físicos, divertir-se e alimentar-se melhor.

Conviver com um problema psiquiátrico, independente de qual seja, exige muita força de vontade da pessoa diagnosticada e, sobretudo, pleno apoio de amigos, familiares e dos chefes, colegas de trabalho.

A pessoa que sofre com esse transtorno não deve ser vista como alguém preguiçoso, que não quer trabalhar, mas sim como alguém que realmente precisa de auxílio.

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