O desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad Contínua.
Ao mesmo tempo, a população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas, o maior contingente registrado desde o início da série histórica, em 2012.
Os números mostram um mercado de trabalho aquecido.
Entretanto, olhar apenas para a taxa de desemprego não revela toda a realidade. Informalidade, rendimento, subocupação e qualidade das vagas também ajudam a entender como os brasileiros estão trabalhando.
Desemprego recua na comparação anual
A taxa de 5,3% representa queda de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em maio, quando estava em 5,6%.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando também atingia 5,6%, houve recuo de 0,3 ponto percentual.
Além disso, o número de pessoas desempregadas ficou em aproximadamente 5,8 milhões. Em relação ao trimestre de março a maio, houve redução de 281 mil pessoas nessa situação.
Por outro lado, a força de trabalho alcançou 109,3 milhões de brasileiros, também no maior nível da série histórica.
Desemprego no trimestre
População ocupada chega a 103,5 milhões
O recorde de 103,5 milhões de pessoas ocupadas mostra que mais brasileiros estão inseridos no mercado de trabalho.
Entre junho e agosto, cerca de 774 mil pessoas entraram no mercado. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o país passou a ter aproximadamente 1,1 milhão de trabalhadores ocupados a mais.
Ao mesmo tempo, o emprego com carteira assinada no setor privado permaneceu em patamar elevado. O contingente chegou a cerca de 39,5 milhões de trabalhadores, resultado que também representa um dos maiores níveis registrados pela pesquisa.
Informalidade ainda alcança milhões de brasileiros
Apesar dos números positivos, a informalidade continua sendo um ponto de atenção. A taxa chegou a 37,5% da população ocupada, o equivalente a aproximadamente 38,8 milhões de trabalhadores.
Portanto, ter mais pessoas trabalhando não significa necessariamente que todas tenham acesso a direitos trabalhistas, previdência, férias remuneradas ou maior estabilidade financeira.
Da mesma forma, cerca de 15 milhões de pessoas permanecem na chamada força de trabalho subutilizada.
Esse grupo reúne desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e trabalhadores disponíveis para trabalhar, mas que não estavam procurando uma vaga naquele momento.
Desemprego no trimestre
Renda também atinge patamar elevado
Outro indicador importante aparece nos rendimentos. A massa de rendimento real dos trabalhadores chegou a aproximadamente R$ 385,6 bilhões, um novo recorde.
Além disso, o rendimento médio real habitual ficou em torno de R$ 3.777.
Esse movimento ganha relevância porque o crescimento do emprego acompanhado de avanço da renda pode fortalecer o consumo das famílias. Consequentemente, também influencia setores como comércio e serviços.
O que os números realmente mostram?
A taxa de desemprego de 5,3% confirma um cenário bastante diferente daquele observado em períodos de forte deterioração do mercado de trabalho brasileiro.
No entanto, o próximo desafio não está apenas em ampliar o número de vagas. O debate passa cada vez mais pela qualidade da ocupação, formalização, produtividade, salários e acesso à proteção social.
Assim, o recorde de trabalhadores ocupados representa uma notícia positiva. Ainda assim, compreender quem está trabalhando, quanto recebe e em quais condições permanece fundamental para avaliar se a melhora do emprego também está se transformando em qualidade de vida.
Fontes
IBGE – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, trimestre móvel de junho a agosto de 2026. A divulgação mensal divulgada oficialmente em 29 de setembro de 2026.
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Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, divulgada pelo IBGE.
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