Temporada de cruzeiros no Brasil - Viagens de cruzeiro - Site Cultura Alternativa

Temporada de cruzeiros cresce 24%

A temporada de cruzeiros 2026/2027 chega com expansão da oferta no Brasil.

O país terá oito navios operando regularmente na costa e capacidade superior a 800 mil leitos, cerca de 24% acima do ciclo anterior, segundo dados divulgados pelo Ministério do Turismo e pela CLIA Brasil.

Embora as operações regulares de cabotagem ganhem força na segunda quinzena de outubro, a movimentação internacional já começou.

Salvador recebeu o World Odyssey em 7 de outubro. Já em Santos, a primeira atracação da temporada está prevista para 20 de outubro.

Para o viajante, portanto, o novo ciclo significa mais opções de roteiros e embarques.

Para os destinos brasileiros, entretanto, o crescimento representa também uma oportunidade de transformar algumas horas de escala em consumo, experiências turísticas e futuras viagens.

Segue o 🛳️

Temporada de cruzeiros 2026/2027 terá oito navios regulares

Entre as embarcações previstas estão Corazul Buenavista, Costa Diadema, Costa Serena, MSC Divina, MSC Musica, MSC Seaview, MSC Splendida e MSC Virtuosa.

Além disso, Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió, Itajaí, Balneário Camboriú e Paranaguá funcionarão como portos de embarque e desembarque.

Os itinerários incluem ainda destinos como Búzios, Angra dos Reis, Ilha Grande, Cabo Frio, Ilhabela, Recife, Ilhéus e Porto Belo.

Ao mesmo tempo, Buenos Aires, Montevidéu e Punta del Este ampliam a conexão dos roteiros com outros países da América do Sul.

Em setembro, o Ministério de Portos e Aeroportos informou a previsão de 187 roteiros, 675 escalas e mais de 831 mil leitos.

Posteriormente, a atualização encaminhada pelo Ministério do Turismo passou a indicar aproximadamente 700 escalas.

Dessa forma, os números mostram que a programação pode sofrer ajustes ao longo da temporada.

Temporada de cruzeiros

Santos concentra a maior movimentação

Santos permanece como principal centro brasileiro do turismo de cruzeiros.

Segundo a atualização do Ministério do Turismo, a cidade poderá registrar 161 escalas e movimentar mais de 640 mil leitos considerando cabotagem e navios de longo curso.

Enquanto isso, o Rio de Janeiro deverá receber 125 escalas. Búzios também se destaca, com previsão de mais de 400 mil visitas ao longo da temporada.

No Nordeste, Salvador terá 47 escalas programadas. A capital baiana deverá receber navios de diferentes companhias e bandeiras, reforçando sua presença no circuito internacional.

Cruzeiros movimentam turismo além dos portos

O impacto econômico, contudo, não termina quando o passageiro deixa o terminal. Restaurantes, hotéis, guias, motoristas, comércio, artesãos e operadores de passeios também participam dessa cadeia.

Na temporada 2025/2026, estudo da Fundação Getulio Vargas em parceria com a CLIA Brasil estimou impacto econômico de R$ 800,98 por cruzeirista nas cidades de escala. Nos destinos de embarque e desembarque, o valor chegou a R$ 962,55.

Por isso, cidades que oferecem gastronomia, patrimônio histórico, cultura e experiências organizadas podem ampliar os benefícios da passagem dos navios.

Crescimento não elimina desafios do setor

Apesar da expansão de 24%, a própria CLIA Brasil alerta que o país ainda enfrenta questões relacionadas à infraestrutura, aos custos operacionais, à previsibilidade e à segurança jurídica.

Esse aspecto merece atenção porque os navios podem ser deslocados entre diferentes mercados internacionais. Assim, o Brasil disputa embarcações e passageiros com outros destinos.

Nesse cenário, receber mais cruzeiros representa apenas parte do desafio. O resultado será mais relevante se cidades portuárias conseguirem transformar escalas rápidas em boas experiências para o visitante.

Consequentemente, a temporada de cruzeiros 2026/2027 pode funcionar não apenas como indicador de recuperação do setor, mas também como vitrine para destinos brasileiros.

Quando o passageiro deixa o navio interessado em voltar com mais tempo, o turismo marítimo passa a estimular também novas viagens em terra.

Agnes ADUSUMILLI

REDAÇÃO SITE CULTURA ALTERNATIVA

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