Jovens estão infartando cada vez mais cedo - Site Cultura Alternativa

Dia Mundial do Coração: prevenção começa antes dos primeiros sintomas

Celebrado em 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração chama atenção para uma realidade que merece cuidado diário: as doenças cardiovasculares continuam como a principal causa de morte no mundo e também ocupam o primeiro lugar entre as causas de óbito no Brasil.

Em 2026, a campanha internacional “Don’t Miss a Beat”, expressão que pode ser traduzida como “Não perca uma batida”, destaca justamente aquilo que muitas vezes passa despercebido.

Problemas cardiovasculares podem evoluir sem sintomas claros, enquanto fatores como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, sedentarismo e excesso de peso aumentam progressivamente o risco.

Antecipe a leitura

Dia Mundial do Coração

Segundo a Organização Mundial da Saúde, as doenças cardiovasculares causaram aproximadamente 19,8 milhões de mortes no mundo em 2022, o equivalente a cerca de 32% de todos os óbitos globais.

Além disso, infartos e acidentes vasculares cerebrais responderam por aproximadamente 85% dessas mortes.

No Brasil, estimativas divulgadas por instituições de saúde apontam cerca de 400 mil mortes anuais relacionadas às doenças cardiovasculares. Portanto, cuidar do coração não deve começar apenas depois de um diagnóstico.

Ao contrário, acompanhar indicadores de saúde ao longo da vida pode permitir intervenções antes que uma doença provoque consequências mais graves.

Entre os fatores que merecem atenção está a hipertensão. Frequentemente, ela não provoca sintomas perceptíveis. Por isso, uma pessoa pode conviver durante anos com a pressão arterial elevada sem saber.

Além disso, alterações no colesterol e na glicemia também podem permanecer silenciosas. Dessa forma, medir regularmente a pressão e acompanhar exames indicados pelo profissional de saúde ajudam a construir uma visão mais completa do risco cardiovascular.

Depois dos 50 e 60 anos, esse acompanhamento ganha ainda mais importância. Entretanto, prevenção cardiovascular não deve ser entendida apenas como uma questão ligada à idade.

Histórico familiar, hábitos cotidianos e condições de saúde também precisam entrar nessa avaliação.

Dia Mundial do Coração

Não existe uma única atitude capaz de evitar todas as doenças cardiovasculares. Contudo, a combinação de hábitos saudáveis pode reduzir significativamente os fatores de risco.

Manter atividade física regular, consumir frutas, verduras, legumes e alimentos minimamente processados, diminuir o excesso de sal, evitar o tabaco e moderar o consumo de álcool fazem parte dessa estratégia.

Além disso, dormir adequadamente, controlar o estresse e manter vínculos sociais também contribuem para uma rotina mais equilibrada.

Nesse sentido, saúde cardiovascular não significa buscar uma vida perfeita. Significa construir hábitos possíveis e sustentáveis ao longo dos anos.

Reconhecer sinais de emergência também salva vidas. Dor ou pressão intensa no peito, desconforto que pode irradiar para braços, costas, pescoço ou mandíbula, falta de ar, suor frio, náusea e sensação súbita de fraqueza podem estar associados a um infarto.

Além disso, os sintomas nem sempre aparecem da mesma forma em todas as pessoas. Mulheres, pessoas idosas e indivíduos com algumas condições crônicas podem apresentar manifestações menos típicas.

Por isso, diante de sintomas súbitos ou intensos, buscar atendimento médico rapidamente pode fazer diferença no tratamento e na recuperação.

Dia Mundial do Coração

Viver mais trouxe um novo desafio: aumentar não apenas os anos de vida, mas também os anos vividos com autonomia.

Por isso, cuidar do coração aos 40, 50, 60 ou 70 anos representa um investimento na capacidade de continuar caminhando, viajando, trabalhando, convivendo e realizando atividades que dão sentido à vida.

Neste Dia Mundial do Coração, talvez a principal mensagem seja simples: não precisamos esperar o coração reclamar para começar a ouvi-lo.

REDAÇÃO SITE CULTURA ALTERNATIVA

Fontes

World Heart Day 2026, campanha “Don’t Miss a Beat”. (World Heart Federation)

Organização Mundial da Saúde. Cardiovascular diseases, atualização de 31 de julho de 2025. (Organização Mundial da Saúde)

Organização Mundial da Saúde. Heart attack, atualização de 10 de setembro de 2026. (Organização Mundial da Saúde)