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Um Gato de Rua Chamado Bob

Um Gato de Rua Chamado BobUm Gato de Rua Chamado Bob

O best-seller Um Gato de Rua Chamado Bob foi adaptado para o cinema.

Harry Treadway como James e Bob no papel dele mesmo

Até mesmo que não simpatiza com essas fascinantes criaturas vai se emocionar com o que vem por aí. O livro é a biografia de um jovem músico, James, que passou boa parte da vida morando nas ruas e viciado em drogas.

Quando decide ficar sóbrio, ele recebe a visita de Bob, um gatinho vira-lata laranja bastante sociável e esperto. James adota Bob (ou seria o contrário?) e sente no companheirismo do felino a força que precisa para superar seus problemas.

O verdadeiro Bob “interpreta” a si mesmo no filme, o que é compreensível, já que ele é conhecido por ser extremamente calmo e não se incomodar com grande movimentação de pessoas e afagos. Uma de suas características mais marcantes é ficar no ombro de James, algo que é reproduzido no filme, com o ator Harry Treadway.

Bob, um gato amarelo que certo dia entrou pela janela do apartamento triste, sujo e feio do viciado em heroína James Bowen, não precisou fazer muita coisa para salvar seu novo dono; bastou ser e estar.

Esta adaptação das memórias de Bowen  é suave e calma.

Em meados da década passada, James, um músico de rua que fazia ponto no Covent Garden de Londres, vinha trilhando aos solavancos o caminho da reabilitação: encontros semanais com a assistente social (Joanne Froggatt, a queridíssima Anne de Downton Abbey), doses diárias de metadona na farmácia, distância dos amigos viciados.

Mas a própria vida não ajudava. Sem endereço fixo nem banho, sem dinheiro para comer e sem família (mãe na Austrália, pai que fingia não vê-lo na rua nem o deixava entrar na casa da nova família), ele era uma recaída esperando para acontecer até a chegada de Bob, que veio, ficou e não largou mais de James – que demorou a entender que havia sido escolhido como dono de fato, e não só como pouso temporário. Antes de Bob, James não ganhava mais do que um punhado de moedas por dia.

Com Bob aninhado nos seus ombros enquanto tocava e cantava na esquina, James virou sensação: rodas imensas se formavam para vê-lo, e chovia dinheiro na caixa do seu violão.

Ninguém se refaz da noite para o dia de uma vida inteira desperdiçada, claro, e James tomou vários outros trancos antes de se pôr de pé de vez. Mas Bob foi fundamental.

 Ganhou, ainda, uma chance de loteria: Vendo-o tocar com Bob nos ombros, no Covent Garden, estava a editora literária que encorajou James a transformar sua história em livro. E, agora, neste filme bem singelo e muito simpático.